terça-feira, 4 de setembro de 2012

A importância de Florianópolis se fazer representar por suas lideranças políticas e empresariais na Seatrade South America Cruise Convention


Nos próximos dias 10 e 11 de setembro ocorrerá o "Seatrade South America Cruise Convention 2012", um dos mais importantes eventos no segmento de Cruzeiros Marítimos, agora em sua 2ª edição Sul-Americana, no Terminal de Cruceros Quinquela Martín, em Buenos Aires, Argentina, conforme noticia o jornal "MERCADO & EVENTOS", Media Partner exclusivo para o Brasil.


No primeiro dia do encontro, o presidente da Abremar, Ricardo Amaral, participará de um debate sobre o papel dos Cruzeiros Marítimos na indústria de turismo na América do Sul, o impacto econômico na região como um todo, e as principais tendências para novos destinos e portos de escala no País, na Argentina, Chile, Uruguai e Colômbia.


Florianópolis tem posição estratégica neste contexto, sendo único destino turístico de expressão internacional consolidado na costa do Brasil entre o Rio de Janeiro e Buenos Aires, servido por qualificado parque hoteleiro e gastronômico, aeroporto internacional conectado por vôos charter diretos à Argentina e ao Chile, extensa rede de serviços e sobretudo, o segundo "porto" nacional mais desejado para escalas de cruzeiros, atrás apenas de Búzios (RJ), mesmo sem ter infraestrutura náutica para tanto.

Devido ao "Custo Brasil" que afeta também o segmento, o Nordeste está perdendo várias escalas para a região do Prata, com roteiros desde ou para o Sudeste, e nós estamos no meio desta rota. Uma oportunidade!

A capital catarinense parece ter enfim acordado para todas as vantagens advindas da recepção dos cruzeiros marítimos, facilmente identificáveis no estudo da ABREMAR a respeito, porém, é preciso ações mais assertivas neste desiderato, entre elas comparecer à Seatrade South America Cruise Convention, divulgando nossos atrativos e produtos turísticos no esforço para captar navios de cabotagem e, especialmente, em longo curso, estes lotados de turistas estrangeiros.

Em um documentário para a CNBC, o jornalista Peter Greenberg pôde constatar que o lucro das armadoras não surge da venda de cruzeiros, pois elas precisam ter uma ocupação de 104% das cabines apenas para empatar as despesas. Descobriu que elas, na verdade, ganham dinheiro vendendo extras a bordo (bebidas, souvenires, SPA, internet, telefonia, cursos, jogos, cassino) e - boa notícia para os destinos! - principalmente excursões em terra (shore excurisons).

No site da CNBC  existem trechos do documentário que podem ser assistidos on-line, gratuitamente. Um deles, sob o título "Ports of Call", tratando das escalas, traz na chamada uma declaração de Julio Galindo, Ministro do Turismo de Honduras, acerca do impacto na economia local por conta gastos em terra dos cruzeiristas: "Every time a ship comes in, it's like Christmas". A chamada para este trecho do documentário é esclarecedora: "It's the sweet sound of spending for local ports of call where passengers disembark to enjoy island tours, snorkeling and other excursions". Vale conferir como uma típica família americana, composta por um jovem casal e três filhos, gastou nas Bay Islands, em poucas horas, perto de US$2.500,00 em terra com compras, excursões, fotos e vídeos.

Para assistir ao vídeo completo: Cruise Inc. – Full Length Show - CNBC.com



Confira abaixo o artigo de Ricardo Amaral sobre o Seatrade South America Cruise Convention, publicado por "MERCADO & EVENTOS" (sem notícia, até o momento, de provável presença do trade da capital catarinense - a ACIF, por exemplo, entendeu "não haver um retorno efetivo" para a entidade "e seus associados" na participação de sua Diretoria de Turismo):

Pelas rotas do Seatrade

A Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar) participará nos dias 10 e 11 de setembro do Seatrade South America Cruise Convention 2012, um dos mais importantes encontros do mundo no segmento de Cruzeiros Marítimos. Será a segunda edição sul-americana no Terminal de Cruceros Quinquela Martín, em Buenos Aires, Argentina. 

Este encontro, que só tem a agregar ao turismo do Continente, é o momento ideal para apresentar nosso grande potencial a ser explorado, nossa capacidade de crescimento e as várias características da América do Sul, o que nos permite pleitear papel de protagonista no mercado mundial de Cruzeiros.

Como presidente da Abremar, acompanhei nos últimos anos o trabalho e empenho de nossos associados e colaboradores em debater com o governo, com a sociedade e com a mídia a importância do nosso segmento como setor e a significativa contribuição nos índices gerais do turismo. Embora a Abremar seja uma associação relativamente jovem, temos conseguido avanços significativos no Brasil e pretendemos colaborar para que essas conquistas ocorram de maneira ampliada na América do Sul.

A cada Temporada, percebemos uma expansão dos impactos positivos e a contribuição do turismo de navios para a evolução da economia – seja por meio de crescente arrecadação de impostos ou pela geração de emprego. Destacamos, também, a influência e o dinamismo nos mercados regionais, com produção de renda e ativação da cadeia de serviços que circundam essa modalidade turística. 

Reconhecemos que, historicamente, a nossa infraestrutura, custos e modelo foram construídos para transporte de cargas e nosso crescimento exponencial hoje exige que nos adaptemos rapidamente à nova realidade. Diante das dificuldades, temos as qualidades e vale destacar a posição geográfica, as condições naturais, a hospitalidade do latino e o interesse crescente dos estrangeiros pela América do Sul.

Nossa diversidade nos permite oferecer roteiros de praia, neve, gastronomia e as mais diversas culturas presentes na história do Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela e outros – tudo embelezado e emoldurado por paisagens exuberantes.

Além disso, o Seatrade tratará dos custos operacionais, impostos, desenvolvimento de infraestrutura portuária, tratamento de passageiros, questões regulatórias, questões ambientais, e a possibilidade de os navios oferecerem roteiros o ano todo na região. Por isso, estou certo de que esse encontro nos permitirá identificar desafios, oportunidades e caminhos para que nosso mercado cresça, ano após ano, e atinja níveis mundiais de competitividade. A América do Sul tem potencial de sobra para despertar uma experiência única para todos aqueles que realizarem um cruzeiro por aqui.

O Brasil já é o quinto colocado no ranking mundial do mercado de Cruzeiros Marítimos e o primeiro em número de roteiros e passageiros na América do Sul. Pelos dados da CLIA (Cruise Lines International Association), o país perde em número de passageiros apenas para Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e Itália. De acordo com a Abremar, 792 mil cruzeiristas foram transportados na última temporada, que teve início em outubro de 2011 e terminou em maio deste ano.

Desafios e oportunidades precisam ser discutidos entre as companhias, os governos, formadores de opinião, prestadores de serviços e os passageiros, nossa prioridade. E esta edição sul-americana da Seatrade Cruise Convention demonstra o amadurecimento e crescimento do universo dos Cruzeiros Marítimos.

Ricardo Amaral
Presidente da Abremar – Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Reunião do Núcleo de Turismo Náutico na ACIF sobre o Portal www.vivendofloripa.com.br | Novidades | ACIF - Associação Comercial e Industrial de Florianópolis

Reunião do Núcleo de Turismo Náutico na ACIF sobre o Portal www.vivendofloripa.com.br | Novidades | ACIF - Associação Comercial e Industrial de Florianópolis

Este é um trapiche ao menos decente para receber escunas e tenderes de cruzeiros...


Grupo Gestor do Turismo de Florianópolis realizou importantes encaminhamentos na última sexta


  1. Será enviado ofício à ACATMAR convidando a entidade a compor o Grupo Gestor do Turismo de Florianópolis;
  2. Foram tomadas providências para agilizar a tramitação na Câmara Municipal de Florianòpolis dos Projetos de Lei PL./14423/2011 e PL./14723/2011 que tratam da criação do Fundo Municipal de Turismo, que funcionará sob gestão conjunta da SETUR e do Conselho Municipal do Turismo (COMTUR);
  3. Apresentação dos novos representantes titular e suplente da ABIH/SC, respectivamente João Eduardo Moritz Neto e Samuel Koch;
  4. Convite para a representação local da SKAL International - Internacional Association of Travel and Tourism Professionals integrar o colegiado, entidade que nasceu na Suécia e foca o desenvolvimento social através do turismo;
  5. Inventário Turístico dos Equipamentos de Florianópolis. O colegiado fará solicitação para que o COMTUR aprove uma parceria entre a ASSESC e a SETUR para a realização do inventário, pois o professor Cappelini é o multiplicador para a Grande Florianópolis capacitado pela SOL para tanto;
  6. O colegiado sugere, como um Núcleo Setorial vinculado à ACIF, a criação do Arranjo Produtivo Local (APL) do Receptivo de Cruzeiros de Florianópolis, envolvendo todas as empresas interessadas em qualificar-se para a atividade. Para atender às exigências do desenvolvimento do setor no município, faz-se necessária a profissionalização e portanto uma estratégia é a criação do APL do Receptivo de Cruzeiros;
  7. O colegiado sugere que a SETUR protocole projeto com vistas ao edital da EMBRATUR;




domingo, 2 de setembro de 2012

Cruzeiros trazem 50 mil turistas a Portimão em 2012


Porto de Portimão vai ser visitado por cerca de 50 mil turistas de navios de cruzeiro, em meia centena de escalas.
O turismo de cruzeiros é um segmento que ganha cada vez maior importância na cidade do Arade mas que, para atingir a sua plenitude, carece de investimentos importantes, nomeadamente o alargamento do cais, a dragagem dos fundos (até dez metros) na barra, canal de navegação e bacia de manobra e ainda a aquisição de um rebocador, este orçado em quatro milhões de euros.

ABAV – A Feira de Turismo das Américas

A maior e mais importante feira de turismo do setor sediada no Brasil constitui excelente oportunidade para negociações e relacionamento com profissionais do trade turístico. O evento, palco que expõe a maior diversidade de produtos, serviços e destinos voltados à indústria de viagens e turismo, prioriza em sua estratégia de crescimento facilitar o entrosamento entre buyers e suppliers, além de muito networking. Com a presença de expositores de cerca de 50 países, neste ano apresenta uma série de novidades e, também, é palco para encontros de entidades públicas e privadas, e importantes acordos internacionais.
Mais informações: http://feiradasamericas.com.br/


Nordeste brasileiro perde escalas de cruzeiros para o Prata


NATHALIA MOLINA, ESPECIAL PARA O ESTADO - O Estado de S.Paulo

Na próxima temporada de cruzeiros no Brasil, a oferta de viagens pela América do Sul aumentou 15% em relação à anterior. Enquanto isso, os roteiros rumo ao Nordeste caíram 18% na comparação com 2010/2011.

Entrada de dólares via turismo bate recorde


Gasto de estrangeiros teve melhor resultado da história para um mês de julho, somando US$ 4 bilhões, este ano. Desembarques internacionais também registram alta, em 2012
Os turistas estrangeiros que estiveram no Brasil em julho deste ano, gastaram 14,74% a mais que no mesmo mês do ano passado. Os dados, divulgados hoje (23.08) pelo Banco Central do Brasil, indicam que, com US$ 546 milhões, julho deste ano teve o melhor resultado da história este ano.
No acumulado dos sete primeiros meses de 2012, os turistas deixaram US$ 4 bilhões este ano no Brasil. O resultado é 7,16% maior que os US$ 3,74 bilhões obtidos no mesmo período do ano passado.
A entrada de dólares via turismo é saudada pelo presidente da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Flávio Dino, que aponta seu caráter descentralizado pelo Brasil. “Temos atrações turísticas de nível internacional em todas as regiões do país, o que permite que esse ingresso de dólares possa beneficiar o trade turístico e o setor de serviços de diversas cidades brasileiras”, afirmou. Dino lembrou que, no ano passado, 57 municípios brasileiros receberam eventos internacionais, catalogados pela ICCA (Associação Internacional de Convenções e Congressos, pela sigla em inglês). “Esse dado mostra a abrangência da estrutura turísticas em nosso país e, por consequência, o benefício do ingresso de divisas”.
Desembarques internacionais

Outro dado positivo do turismo internacional é que os desembarques internacionais registraram alta no primeiro semestre deste ano. Os dados mostram um crescimento de 4,77% no acumulado de janeiro a julho de 2012, comparando com o mesmo período do ano passado. O total do número de chegadas até o momento foi de 5.463.352 milhões, quando em 2011, entraram 5.214.812 milhões de passageiros residentes e não-residentes no Brasil.
Considerando apenas o mês de julho, houve 839.663 desembarques, resultado 2,01 % menor que o do mesmo mês de 2011. Dino informou que a área técnica da Embratur irá comparar esses dados com as informações preliminares da Polícia Federal para detectar se houve queda da entrada de turistas. “No entanto, pelo aumento do número de gastos em dólar, o mais provável é que tenha havido uma pequena redução do número de brasileiros viajando ao exterior”.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Expectativa de novas rotas de cruzeiros para SC

André Luckman Está nas mãos da diretoria italiana da MSC Cruzeiros, uma das cinco armadoras que trabalham na costa brasileira, a decisão sobre investimentos da empresa em infraestrutura para reforçar a posição de Santa Catarina na rota dos transatlânticos. Nesta semana, uma equipe executiva formada por diretores, técnicos e advogados rodou pelo litoral dos três estados do Sul e adiantou uma predileção por ampliar sua operação em SC. O objetivo da visita foi identificar viabilidade de novos pontos de escala para diversificar e ampliar o mercado do segmento no Sul do Brasil. Nos últimos anos, os cinco portos catarinenses criaram competitividade suficiente para se destacar no cenário de logística nacional. No entanto, essa infraestrutura ainda é tímida no segmento turístico. Ainda que São Francisco do Sul tenha entrado recentemente neste mercado, o Estado, hoje, tem apenas três portos que recebem navios com frequência, ficando relegado a uma fração pequena da movimentação econômica, que alcança R$ 1,4 bilhão por temporada. E é com o objetivo de ampliar este mercado e diversificar os destinos que pode explorar em SC que a MSC prospectou potenciais pontos de atracação já para a próxima temporada. A diretora operacional da empresa, Márcia Leite, ressaltou que a MSC pode participar financeiramente dos projetos de construção ou reforma de atracadouros, como já fez em portos europeus. Hoje, a MSC concorre na licitação para a reforma do Porto de Santos (SP). Mesmo depois da rota de visitas ao litoral do Sul, que encerrou ontem no Porto de Paranaguá (PR), Márcia se recusou a adiantar sua análise sobre os possíveis pontos de investimento. A MSC Cruzeiros justificou que é uma empresa familiar e todas as decisões estratégicas como essa passam primeiro pela matriz, na Itália. No entanto, a diretora, que também é coordenadora de infraestrutura da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar), reafirmou que SC deve ser mais explorada pelo seu apelo turístico natural. Além disso, geograficamente é um local estratégico para viagens maiores, como as com destino à Argentina e ao Uruguai. — O interesse no Brasil não decorre apenas da crise econômica na Europa e nos EUA, mas principalmente pelo crescimento do mercado. Já tivemos vários navios nos EUA, mas hoje se há um navio lá, outros quatro a seis estão na costa brasileira. O Brasil é o segundo mercado da MSC, atrás apenas do Mediterrâneo — complementou. Na Capital, a ideia de explorar esta nova modalidade turística de alta renda está em pauta há pelo menos seis anos, e quem acompanhou a equipe técnica da MSC pelos píeres da cidade revela esperança em retomar as escalas de navios em Florianópolis, que viu seu último transatlântico em 2009. Segundo o diretor de Turismo da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif), Ernesto São Thiago, a semana foi de comemoração.   — A negociação com as outras empresas nunca era favorável, a relação sempre foi de cima pra baixo. Não tinham interesse em investir no destino Florianópolis, queriam apenas serem convidados para a festa pronta. A mesma justificativa é partilhada pelo presidente da Santur, Valdir Walendowsky, que também destacou o ineditismo da abordagem. Canasvierias é a principal aposta Membro da equipe que acompanhou a MSC em Florianópolis, o diretor de Turismo da Acif, Ernesto São Thiago, disse que a empresa considera possível o aproveitamento do trapiche de Canasvieiras para voltar a receber navios. O requisito principal seriam obras de reforço na estrutura.  — A nossa principal preocupação era com a largura do trapiche, mas eles não mostraram preocupação quanto a isso; falaram que já operaram com trapiches menores. As condições com certeza não serão as ideais, mas há possibilidade de operar do jeito que está em escala de testes. A partir do reforço da estrutura, considera-se adicionar uma ponteira flutuante em formato de "T" no trapiche, de forma que acompanhe o movimento da maré. Para justificar o otimismo, São Thiago defendeu que nenhuma dessas obras representa mudança de impacto ambiental, portanto não estaria sujeita ao trâmite lento do processo de licenciamento. O desembarque de turistas em Canasvieiras não é novidade: o verão de 2007 foi marcado pela instalação da polêmica poita na baía, uma espécie de boia ancorada em alta profundidade a fim de permitir o fundeamento de transatlânticos. Mas até o verão de 2009, cerca de 20 navios de pequeno porte chegaram a atracar na baía, com método de desembarque parecido com o que se pratica hoje em Porto Belo: do alto-mar, os passageiros são levados à terra por embarcações menores apelidadas de "tender". Estima-se que a operações não se repetiram em outros anos por dois problemas principais: a estrutura do trapiche era ainda ainda menor do que a existente hoje, e confusões entre passageiros das escunas de verão com dos transatlânticos foram registradas na época. Outro fator que atrapalhou o desembarque foi o incansável vento que tradicionalmente bate em Florianópolis.  — Hoje, a tecnologia dos navios já está melhor e os tenders são mais resistentes ao vento e às ondulações do mar — diz São Thiago. Questionado sobre a insistência no trapiche de Canasvieiras e não na badalada Jurerê, por exemplo, que também dispõe de um píer, São Thiago afirma que o principal gargalo não tem a ver com estrutura aquática, mas sim com a chamada retroárea. O trapiche utilizado pela marina de Jurerê está escondido no trecho apelidado de Canajurê, entre as duas praias, cujo único acesso é por uma antiga e estreita estrada. — Não dá para imaginar 2 mil passageiros sendo despachados por ali. Em Canasvieiras, principalmente depois da conclusão da SC-401 duplicada, já temos condição de fazê-los desaparecer na cidade — destacou.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Balneabilidade pelo ralo, por Ernesto São Thiago


Balneabilidade pelo ralo

Em um passado não muito distante de Florianópolis, a orla do Centro Histórico, a Praia de Fora e as praias no Continente eram locais frequentados para o banho de mar. Ninguém imaginava que um dia não seria mais possível banhar-se nesses lugares, que as "casas de praia" do Bom Abrigo, por exemplo, deixariam de ser utilizadas para veraneio por causa da poluição pela falta de saneamento.

Continue lendo o artigo:

Artigo: SC de frente para o mar - Oportunidades e Desafios | Novidades | ACIF - Associação Comercial e Industrial de Florianópolis

Artigo: SC de frente para o mar - Oportunidades e Desafios | Novidades | ACIF - Associação Comercial e Industrial de Florianópolis

Artigo: Ponta do Coral: Por uma abordagem mais realista e menos ideológica | Novidades | ACIF - Associação Comercial e Industrial de Florianópolis

Artigo: Ponta do Coral: Por uma abordagem mais realista e menos ideológica | Novidades | ACIF - Associação Comercial e Industrial de Florianópolis

quarta-feira, 27 de julho de 2011

TRABALHE A BORDO DOS CRUZEIROS!!!


Companhia de cruzeiros seleciona profissionais em Santa Catarina para trabalho a bordo
São 200 vagas para vários navios do mundo


Uma das principais empresas de cruzeiros marítimos do mundo, dá continuidade a seu processo de seleção e irá realizar um processo seletivo em Florianópolis – Santa Catarina em Setembro de 2011. São cerca de 200 vagas para início imediato e atuação em vários navios da companhia, espalhados pelo mundo.

Os pré-requisitos obrigatórios para as vagas são: idade mínima de 21 anos, experiência na aérea desejada, habilidade no atendimento ao hóspedes com foco na excelência, dinamismo, inglês intermediário à avançado e disponibilidade para trabalhar embarcado por pelo menos 7 meses;

Os interessados devem enviar currículo em inglês (word ou pdf) com o assunto “Seleção FLN – trabalho a bordo” para: ernestosaothiago@hotmail.com. Os currículos que não estiverem em inglês ou não cumprirem os pré-requisitos serão desconsiderados. Os candidatos selecionados para entrevista receberão um email informativo com data, local e horário da entrevista.

Os principais cargos oferecidos são:

- Auxiliar de limpeza Geral (exp em Hotéis)
- Auxiliar de limpeza de Piscina (exp em Clubes)
- Auxiliar de limpeza de Restaurante
- Atendente de Cafeteria
- Barista
- Bartender (Bar Man)
- Atendente de quarto (Room Service)
- Camareiro(a)
- Garçom (Restaurantes, Hotéis e Resorts)
- Cozinheiros
- Recreador Infantil (necessário Ensino Superior Completo)
- Recreador de adultos
- Recepcionistas (inglês fluente e outros idiomas)
- Técnicos de Som e Luz
- Enfermeiros e Médicos

Entre outros cargos relacionados ao setor de Cruzeiros Marítimos

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Qual será nosso charme atracando navios?



Por Rosane Porto – Jornalista e Professora

A última temporada de Verão foi rentável para a Argentina, conforme dados amplamente divulgados pela mídia especializada. O vai e vem do turismo interno e externo fez o país contabilizar, somente com cruzeiros marítimos, a chegada de 135 navios de bandeiras diversas a Buenos Aires, fazendo aportar cerca de 400 mil turistas, um recorde conforme as contas oficiais. De olho nos números, há tempo os argentinos vêm tratando de atrair investidores e, assim, em março, ao final da última temporada de Verão, a presidenta da Argentina Cristina Kirchner cortou a fita do terminal de cruzeiros Quinquela Martín, de Buenos Aires, uma obra em que disseram terem sido investidos cerca de 900 milhões de dólares, mas a cargo da concessionária privada composta pela Dubai Port World (55%), Mitsubi (5%) e o grupo financeiro Life (40%).

Os argentinos apregoam que este é o maior e mais moderno terminal da América do Sul. Pelas contas e descrição do ambiente devem ter razão: a capacidade de recepção passa de 120 mil para 600 mil passageiros/temporada. O cais foi ampliado, o edifício do terminal agora tem dois andares, conta com sala de espera para duas mil pessoas, sistema de ar condicionado central e música ambiente. Além disso, há dois setores de check-in, onde trabalham mais de 100 pessoas, e depósito capaz de abrigar mais de 12 mil malas. 
O primeiro piso do complexo tem lugar para escritórios da alfândega, Interpol, dezenas de guichês de triagem, além de 20 postos para atendimento da imigração. Inúmeras lojas e cafés estão situados no piso térreo e na doca externa, o serviço de táxi promete ser farto. Tudo isso para superar uma renda que na última temporada somou 100 milhões de dólares. 

Quem já esteve em Buenos Aires, por ar, mar ou terra, sabe que a cidade tem no patrimônio histórico-cultural a sua maior riqueza. Nunca fui de navio a Buenos Aires, mas já estive diversas vezes na cidade por ar e terra. Devo confessar: não me canso de ir até lá e cada vez que vou descubro um pedacinho novo da cidade, para além do circuito Calle Florida-Plaza de Mayo-Recoleta- San Telmo. Ainda não aprendi a dançar tango, mas gosto de ver aquela metrópole crescer com o turismo que aprendeu a produzir e brasileiros estão por lá assando o melhor churrasco de Puerto Madero. E a produção turística não se restringe à capital federal, porque em outras cidades o turismo também é levado a sério, como em San Carlos de Bariloche, Mar del Plata e Carlos Paz (Córdoba). Aliás, uma produção com investimentos privados, já que o dinheiro público si fué hace tiempo, após sucessivas crises financeiras, notadamente no setor agrícola, somados a pacotes econômicos que fizeram a Argentina perder posições no cenário sul-americano. 

Longe de comparações – entre Buenos Aires e Florianópolis -, fico a perguntar qual será nosso charme? E ainda: Por que por lá os investimentos financiam obras como o de Quinquela Martín e por aqui ficamos a ver navios pelas fotos dos jornais e websites? Para além da promessa positivista do aterra e constrói e que, de carona resolva as questões sociais, apenas pergunto após viver nesta região por mais de 20 anos: Temos charme? Acho que sim, e de sobra, e não foi à toa que milhares de “estrangeiros”, como eu, vieram parar aqui e decidiram aportar de vez, nem tanto ao desterro, mas porque Florianópolis inspirava confiança e exalava um aroma diferente, às vezes nem tão acolhedor, por causa do danado do vento Sul, frio, arrebatador, mas que sempre trazia cardumes fartos de peixes frescos a preços módicos. 

O que nos falta, então para bater o recorde argentino? Já que temos terra, vasto mar, ar puro, um vento doido a “marolar” e que traz peixe fresco para ser cozido à moda da casa – com pirão de feijão, coisa que aprendi a comer aqui –, além da vontade imensa de fazer parte do mundo – mesmo desterrados -, um terminal marítimo não seria demais. Continuaríamos a ser os mesmos: alegres amantes do vento sul e de certas lendas que nos fazem achar que vivemos para além do bem e do mal, porque nosso charme é esse mesmo, o de ser cidade-ponte, entre o mar e o continente, entre o real e o imaginário de que falavam Franklin Cascaes, Mayer Filho e Eli Heil.

Quando o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, juntou-se com o governador do Rio, Sergio Cabral, e à Presidenta, Dilma Rousseff, pra inaugurar o teleférico do Complexo do Alemão na semana passada, achei ridículo à primeira vista. Como carioca sei como funciona o non sense por lá. Mas depois pensei, olhando o trânsito de Floripa na Via Expressa: “Bem que podia haver uma linha teleférica Kobrasol-Morro da Cruz e eu iria compor canções no trajeto em torno de 20 minutos”. E algum dia sentir-me-ia um Caetano a cantar que alguma coisa acontece ao cruzar a Baía Sul ou imitaria Antonio Carlos Jobim a dizer que algo sobre a “ponte aérea” entre Continente- Ilha. Por isso disse aqui neste espaço que políticas de turismo não podem estar apartadas de políticas sociais. Afinal de contas, cada um de nós aqui neste espaço quer muito mais que o contato com estrangeiros, de dentro e fora do país.


Sou e continuo carioca, mas tenho fé na cidade em que a família de meu pai nasceu. Por isso e por tantos outros motivos, sinto-me parte da região, parte de um plano que faça os daqui e os de lá sentirem-se em casa. Por isso postei pela primeira vez neste grupo algumas questões simples que aludiam ao transporte coletivo, segurança educação. Não há curso à distância, fast trainning ou o que quer que seja que nos faça ingressar numa outra era para Florianópolis e região, a não ser os investimentos conjuntos. Nós – que aqui estamos e por vós esperamos – entramos com a cultura, aquela disposta a ser compartilhada. Os investidores entram com a grana, porque dela vão tirar seu lucro. Os organismos públicos que tratem de harmonizar esta relação, como um bom vinho que combine com tainha grelhada ou escalada. 

Enquanto isso, Salvador, Vitória e Paranaguá apressam seus planos, além do Rio de Janeiro – minha cidade – com o Terminal Marítimo Mauá, que sempre em concorrência com Valparaíso (Chile) e Buenos Aires, acaba levando as melhores avaliações dos organismos especializados. Na última temporada, Mauá recebeu cerca de 800 mil visitantes e bateu o recorde de 35 mil turistas em apenas um dia. Por isso, trabalha para abraçar 3 milhões de passageiros por temporada até 2016. E Florianópolis, aliás São José, Palhoça e Biguaçu, donos de parte do litoral atlântico catarinense, que faremos nós?

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Palestras sobre cruzeiros marítimos no Conselho de Turismo da CNC

Clique na imagem para ampliar

Novo Xiangyun Island International Cruise Terminal, no Mar de Bohai, China



Heller Manus Arquitetos, deSão Francisco, Califórnia (EUA), venceu recentemente um concurso para a concepção do novo Xiangyun Island International Cruise Terminal, no Mar de Bohai, 240 Km a leste de Pequim, costa do Nordeste da China.

Leia mais (em inglês) clicando na imagem.

sábado, 11 de junho de 2011

Sergio da Costa Ramos remando junto...

  • Sérgio da Costa Ramos


    Velho filme

    Enquanto o secretário de Turismo, Cesar Souza Junior, prometia projeto, recursos e ânimo para conseguir as licenças ambientais, visando à construção de um terminal de cruzeiros marítimos em Canasvieiras, um lobby de associações hoteleiras reunia-se com as ONGs de sempre para bombardear a iniciativa.

    Enquanto Itajaí e Porto Belo já se habilitaram com os equipamentos adequados e disputam um mercado anual de R$ 1,3 bilhão, Floripa mais uma vez parece se entregar ao obscurantismo do “nada pode”.

    E o pior: com o bizarro apoio de hotéis da melhor estirpe.

    Boia para todos

    É o contrário do que existe em países civilizados. Enquanto, na maior nação costeira do mundo – o Brasil –, os hotéis e resorts querem afundar os navios de turismo marítimo, a Royal Caribbean e o “trade” hoteleiro de Orlando celebram um pacote complementar, a que deram o nome de “Mais do que um Cruzeiro”. Combina o melhor do turismo em terra e no mar para oferecer aos viajantes. Funciona assim: os transatlânticos mostram as estâncias turísticas no relance de uma viagem, vinculando o próximo passeio a uma estada num dos hotéis do local visitado.

    Transatlanticos e hotéis, lá em cima, são aliados e estão no mesmo barco.

    Fonte: Diario Catarinense (clique na imagem para acessar)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Catamarã em teste na Grande Florianópolis: veja as fotos

Clique na foto e confira mais imagens!

O consultor de turismo náutico, Ernesto São Thiago, destaca com entusiasmo o teste do Catamarã de transporte marítimo de passageiros, na Grande Florianópolis (Santa Catarina), neste final de semana. 

Continue lendo em Dia-a-Dia - Blog sobre portos, logística e economia!

terça-feira, 7 de junho de 2011

CRUZEIROS MARÍTIMOS - ESTUDO DE PERFIL E IMPACTOS ECONÔMICOS NO BRASIL (FGV)


Na última década, constatou-se considerável aumento do fluxo de cruzeiros marítimos na costa brasileira, com a ampliação da oferta de leitos nos navios e de rotas por parte dos armadores. Na temporada 2010/2011, foram contabilizados cerca de 800 mil cruzeiristas que geraram impactos econômicos significativos para o País. Parte desse incremento se justifica pelo controle da inflação, maior formalização do mercado de trabalho e aumento da renda da população brasileira, registrando-se maior procura por viagens a lazer.

Face a esse cenário, a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (ABREMAR) contratou a Fundação Getulio Vargas (FGV) para elaborar um diagnóstico sobre os impactos econômicos dos cruzeiros marítimos no Brasil. Este estudo coloca em pauta relevantes aspectos de oferta e demanda que são de suma importância para o desenvolvimento do setor.

Clique na imagem acima para ter acesso ao estudo completo.

MARINAS DE SC QUEREM LEGALIZAÇÃO



A Associação Catarinense de Marinas (Acatmar) reuniu, na última segunda-feira (06.06), representantes de 15 marinas do litoral catarinense buscando uma união inédita do setor no estado. O encontro, realizado na Marina Pier 33, em Biguaçu, contou com a assinatura dos representantes para dar início ao projeto Marina Legal. O objetivo é reivindicar junto aos órgãos ambientais as licenças necessárias para a liberação destes espaços junto ao poder público. “Temos um dos mais belos litorais do país, mas não possuímos uma estrutura náutica que faça jus a esta qualidade”, afirma Mané Ferrari, presidente da Acatmar.

Unidos a profissionais do Instituto Ambiens, engenheiros, arquitetos e advogados, os representantes agora procuram reunir todos os requisitos necessários para legalizar as marinas na costa catarinense. “Chega de apenas reclamar. Precisamos nos adequar se quisermos a profissionalização”, alerta Ferrari. Segundo ele, com SC voltada para o mar surgem muitas oportunidades de lazer, emprego e desenvolvimento. O objetivo é auxiliar os associados tanto em projetos específicos (como na adequação às exigências legais) quanto na discussão de políticas públicas para o setor, com atenção especial ao Plano de Gerenciamento Costeiro de Santa Catarina.

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André Seben
Jornalista
(48) 3025-6595 / 9979-0122
twitter.com/palavracom
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