Segundo artigo publicado pelo Instituto Ciência Hoje, "o estudo do lixo marinho tem bases científicas e envolve, em todo o mundo, cada vez mais pesquisadores e tomadores de decisão. Todos engajados na luta pela diminuição desse problema social e ambiental.".
Os impactos ligados à presença do lixo no mar começaram a ser observados a partir da década de 1950, mas somente em 1975 foi definido o termo ‘lixo marinho’, hoje consagrado.
A Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, diz que é "lixo marinho" todo material sólido de origem humana descartado nos oceanos ou que os atinge por rios, córregos, esgotos e descargas domésticas e industriais.
As fontes do lixo oceânico são comumente classificadas como "marinhas" (descartes por embarcações e plataformas de petróleo e gás) e "terrestres" (depósitos e descartes incorretos feitos em terra e levados para os rios pelas chuvas e daí para o mar, onde também chegam carregados pelo vento e até pelo gelo).
Na "Estratégia de Honolulu" - documento fruto de conferência internacional sobre o tema, a remoção de lixo acumulado no ambiente marinho é um dos eixos de ação.
De fato, ao redor do mundo, como uma das respostas ao aumento do "lixo marinho", tornaram-se frequentes os chamados "muitirões de limpeza", com a participação de voluntários, entidades governamentais e não governamentais, empresas.
A ACATMAR, por exemplo, que é uma associação náutica catarinese, em louvável iniciativa, no último dia 24/10 liderou esforço conjunto que retirou 7 toneladas de lixo da Praia de Palmas, no município de Governador Celso Ramos, anunciado como um novo recorde em relação a mutirões anteriores que protagonizou.
Paradoxalmente, é marca a ser comemorada e lamentada. Comemorada por entregar uma praia agora mais limpa e à altura do selo ambiental Bandeira Azul que almeja. Lamentada pois é prova cabal de que muito lixo continua a ser descartado em terra e que o mar permanece sendo encarado como um "lixão" por muitos que têm nele seu ambiente de trabalho e ou de lazer.
Por isto a "Estratégia de Honolulu" inclui outros dois eixos de ação: reduzir o lixo marinho gerado em terra e reduzir o lixo marinho gerado no mar.
Naturalmente, reduzir o lixo gerado vai muito além do descarte correto do lixo, ganhando relevância atitude fundamental no dias de hoje: o consumo consciente, que passa por esclhas escolhas ecológicas de compra (qualidade e quantidade) e de consumo (uso compartilhado, por exemplo, de roupas a automóveis, locais de trabalhos, hospedagem domiciliar).
Portanto, que no futuro, como resultado de uma profunda mudança em nossos hábitos de consumo e na nossa forma de descartar do lixo, possamos comemorar a retiradas cada vez menores de lixo marítimo nos mutirões de limpeza, até que nenhum lixo volte a encontrado, de baganas de cigarro a grandes volumes.
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