Encontro ABREMAR em SP: Ministro do Turismo e Indústria Mundial de Cruzeiros

Encontro ABREMAR em SP: Ministro do Turismo e Indústria Mundial de Cruzeiros
Pierfrancesco Vago (CEO mundial da MSC Cruzeiros), Valdir Walendowski (SANTUR), Coronel Luiz Flaviano Furtado (Coord. Turismo de SP), Ricardo Moesch (Diretor do MTur), Luiz Barreto (na época Ministro do Turismo), Ricardo Amaral (Presidente da Abremar), Adam Goldstein (CEO mundial Royal Caribbean), Roberto Fusaro (CEO MSC América Latina), Ernesto São Thiago (autor do blog), Renê Hermann (CEO Costa Cruzeiros América Latina), Alfredo Serrano (CEO Ibero Cruzeiros Espanha). Foto: A. Freire. Clique na imagem e leia a matéria.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Deputado Edinho Bez (PMDB-SC) alerta para apagão dos cruzeiros no Brasil!!!





Pronunciamento do Deputado Edinho Bez (PMDB-SC), em 24 de maio de 2011 na Câmara dos Deputados sobre a diminuição do número de cruzeiros devido à estrutura portuária brasileira.


Senhor Presidente,
Senhoras e Senhores Deputados,

Tomo a palavra nesta oportunidade para falar sobre o mercado de cruzeiros marítimos no Brasil.

Como membro da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Infraestrutura Nacional trago este importante assunto à baila.

O mercado de cruzeiros marítimos chegou ao limite de sua capacidade no país. O motivo não é a estagnação da procura ou a falta de interesse das empresas operadoras. Mas sim a saturação dos portos. De acordo com dados da Associação Brasileira de Representantes de Empresas Marítimas (Abremar), o país deve perder entre 15% a 20% na oferta de navios na temporada 2011/2012. Neste ano, 20 embarcações navegaram pela costa brasileira, um crescimento expressivo em relação aos seis navios que vieram ao país na temporada 2004/2005.

Esta é a primeira vez em dez anos de expansão que o segmento dá sinais de diminuir o crescimento.

Os pilares da Abremar são segurança e conforto e os portos brasileiros não têm mais capacidade para atender os dois critérios. Faz-se necessário acelerar os esforços do Governo no sentido de aumentar o incentivo ao Setor Portuário.

Há a previsão de investimento de R$ 741 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) para fomentar o turismo marítimo.
O descompasso entre o crescimento da demanda e a infraestrutura não é apenas do setor de cruzeiros. Os setores elétrico e aeroportuário também são atingidos, entre outros.

As empresas afirmam que, com o aumento no número de passageiros e no tamanho dos navios que vêm ao país, os portos e píeres, em breve, não conseguirão mais atender a demanda.

A ampliação no número de portos é necessária e não só uma expansão dos terminais já existentes. Com um maior número de terminais, a diversidade de roteiros poderá ser ampliada e isso reverte em benefício para todos.

Apesar do vasto litoral, devido ao pequeno número de portos, o Brasil acaba tendo poucas opções de trecho, o que faz com que o itinerário não seja tão atrativo como destino.
Em outros países, em caso de falta de infraestrutura, a questão foi solucionada buscando novas ilhas como opção de destino ou mesmo a construção de portos menores e mais simples.

No caso do Brasil, um maior número de pequenos portos atenderia a demanda. A prioridade no embarque e no desembarque é a agilidade e o conforto, assim como fazem a Noruega e a Dinamarca.

Relembro, ainda, que apesar do enunciado, precisamos modificar, modernizar a nossa legislação, uma vez que esta questão do transporte marítimo vem prejudicando a rede hoteleira que tem reclamado nos últimos anos.

Um exemplo disto é a situação dos donos de navios estrangeiros que contratam pessoal aqui no Brasil, pagando mais no período de temporada, de 3 a 4 meses, não pagando os encargos sociais e vão embora. Já os hoteleiros mantêm uma despesa fixa durante todo o ano.

Citei este último exemplo apenas para uma boa reflexão e sugiro uma Audiência Pública com todos os envolvidos para elucidarem tais dúvidas.

Era o que tinha a dizer.

Edinho Bez
Vice-Líder do PMDB

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