- Será enviado ofício à ACATMAR convidando a entidade a compor o Grupo Gestor do Turismo de Florianópolis;
- Foram tomadas providências para agilizar a tramitação na Câmara Municipal de Florianòpolis dos Projetos de Lei PL./14423/2011 e PL./14723/2011 que tratam da criação do Fundo Municipal de Turismo, que funcionará sob gestão conjunta da SETUR e do Conselho Municipal do Turismo (COMTUR);
- Apresentação dos novos representantes titular e suplente da ABIH/SC, respectivamente João Eduardo Moritz Neto e Samuel Koch;
- Convite para a representação local da SKAL International - Internacional Association of Travel and Tourism Professionals integrar o colegiado, entidade que nasceu na Suécia e foca o desenvolvimento social através do turismo;
- Inventário Turístico dos Equipamentos de Florianópolis. O colegiado fará solicitação para que o COMTUR aprove uma parceria entre a ASSESC e a SETUR para a realização do inventário, pois o professor Cappelini é o multiplicador para a Grande Florianópolis capacitado pela SOL para tanto;
- O colegiado sugere, como um Núcleo Setorial vinculado à ACIF, a criação do Arranjo Produtivo Local (APL) do Receptivo de Cruzeiros de Florianópolis, envolvendo todas as empresas interessadas em qualificar-se para a atividade. Para atender às exigências do desenvolvimento do setor no município, faz-se necessária a profissionalização e portanto uma estratégia é a criação do APL do Receptivo de Cruzeiros;
- O colegiado sugere que a SETUR protocole projeto com vistas ao edital da EMBRATUR;
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Grupo Gestor do Turismo de Florianópolis realizou importantes encaminhamentos na última sexta
domingo, 2 de setembro de 2012
Cruzeiros trazem 50 mil turistas a Portimão em 2012
Porto de Portimão vai ser visitado por cerca de 50 mil turistas de navios de cruzeiro, em meia centena de escalas.
O turismo de cruzeiros é um segmento que ganha cada vez maior importância na cidade do Arade mas que, para atingir a sua plenitude, carece de investimentos importantes, nomeadamente o alargamento do cais, a dragagem dos fundos (até dez metros) na barra, canal de navegação e bacia de manobra e ainda a aquisição de um rebocador, este orçado em quatro milhões de euros.
ABAV – A Feira de Turismo das Américas
A maior e mais importante feira de turismo do setor sediada no Brasil constitui excelente oportunidade para negociações e relacionamento com profissionais do trade turístico. O evento, palco que expõe a maior diversidade de produtos, serviços e destinos voltados à indústria de viagens e turismo, prioriza em sua estratégia de crescimento facilitar o entrosamento entre buyers e suppliers, além de muito networking. Com a presença de expositores de cerca de 50 países, neste ano apresenta uma série de novidades e, também, é palco para encontros de entidades públicas e privadas, e importantes acordos internacionais.
Mais informações: http://feiradasamericas.com.br/
Nordeste brasileiro perde escalas de cruzeiros para o Prata
NATHALIA MOLINA, ESPECIAL PARA O ESTADO - O Estado de S.Paulo
Na próxima temporada de cruzeiros no Brasil, a oferta de viagens pela América do Sul aumentou 15% em relação à anterior. Enquanto isso, os roteiros rumo ao Nordeste caíram 18% na comparação com 2010/2011.
Entrada de dólares via turismo bate recorde
Gasto de estrangeiros teve melhor resultado da história para um mês de julho, somando US$ 4 bilhões, este ano. Desembarques internacionais também registram alta, em 2012
Os turistas estrangeiros que estiveram no Brasil em julho deste ano, gastaram 14,74% a mais que no mesmo mês do ano passado. Os dados, divulgados hoje (23.08) pelo Banco Central do Brasil, indicam que, com US$ 546 milhões, julho deste ano teve o melhor resultado da história este ano.
No acumulado dos sete primeiros meses de 2012, os turistas deixaram US$ 4 bilhões este ano no Brasil. O resultado é 7,16% maior que os US$ 3,74 bilhões obtidos no mesmo período do ano passado.
A entrada de dólares via turismo é saudada pelo presidente da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Flávio Dino, que aponta seu caráter descentralizado pelo Brasil. “Temos atrações turísticas de nível internacional em todas as regiões do país, o que permite que esse ingresso de dólares possa beneficiar o trade turístico e o setor de serviços de diversas cidades brasileiras”, afirmou. Dino lembrou que, no ano passado, 57 municípios brasileiros receberam eventos internacionais, catalogados pela ICCA (Associação Internacional de Convenções e Congressos, pela sigla em inglês). “Esse dado mostra a abrangência da estrutura turísticas em nosso país e, por consequência, o benefício do ingresso de divisas”.
Desembarques internacionais
Outro dado positivo do turismo internacional é que os desembarques internacionais registraram alta no primeiro semestre deste ano. Os dados mostram um crescimento de 4,77% no acumulado de janeiro a julho de 2012, comparando com o mesmo período do ano passado. O total do número de chegadas até o momento foi de 5.463.352 milhões, quando em 2011, entraram 5.214.812 milhões de passageiros residentes e não-residentes no Brasil.
Outro dado positivo do turismo internacional é que os desembarques internacionais registraram alta no primeiro semestre deste ano. Os dados mostram um crescimento de 4,77% no acumulado de janeiro a julho de 2012, comparando com o mesmo período do ano passado. O total do número de chegadas até o momento foi de 5.463.352 milhões, quando em 2011, entraram 5.214.812 milhões de passageiros residentes e não-residentes no Brasil.
Considerando apenas o mês de julho, houve 839.663 desembarques, resultado 2,01 % menor que o do mesmo mês de 2011. Dino informou que a área técnica da Embratur irá comparar esses dados com as informações preliminares da Polícia Federal para detectar se houve queda da entrada de turistas. “No entanto, pelo aumento do número de gastos em dólar, o mais provável é que tenha havido uma pequena redução do número de brasileiros viajando ao exterior”.
Seja o primeiro a gostar disso.
Publicado em Plano Aquarela
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Expectativa de novas rotas de cruzeiros para SC
André Luckman
Está nas mãos da diretoria italiana da MSC Cruzeiros, uma das cinco armadoras que trabalham na costa brasileira, a decisão sobre investimentos da empresa em infraestrutura para reforçar a posição de Santa Catarina na rota dos transatlânticos.
Nesta semana, uma equipe executiva formada por diretores, técnicos e advogados rodou pelo litoral dos três estados do Sul e adiantou uma predileção por ampliar sua operação em SC. O objetivo da visita foi identificar viabilidade de novos pontos de escala para diversificar e ampliar o mercado do segmento no Sul do Brasil.
Nos últimos anos, os cinco portos catarinenses criaram competitividade suficiente para se destacar no cenário de logística nacional. No entanto, essa infraestrutura ainda é tímida no segmento turístico. Ainda que São Francisco do Sul tenha entrado recentemente neste mercado, o Estado, hoje, tem apenas três portos que recebem navios com frequência, ficando relegado a uma fração pequena da movimentação econômica, que alcança R$ 1,4 bilhão por temporada.
E é com o objetivo de ampliar este mercado e diversificar os destinos que pode explorar em SC que a MSC prospectou potenciais pontos de atracação já para a próxima temporada. A diretora operacional da empresa, Márcia Leite, ressaltou que a MSC pode participar financeiramente dos projetos de construção ou reforma de atracadouros, como já fez em portos europeus. Hoje, a MSC concorre na licitação para a reforma do Porto de Santos (SP).
Mesmo depois da rota de visitas ao litoral do Sul, que encerrou ontem no Porto de Paranaguá (PR), Márcia se recusou a adiantar sua análise sobre os possíveis pontos de investimento. A MSC Cruzeiros justificou que é uma empresa familiar e todas as decisões estratégicas como essa passam primeiro pela matriz, na Itália.
No entanto, a diretora, que também é coordenadora de infraestrutura da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar), reafirmou que SC deve ser mais explorada pelo seu apelo turístico natural. Além disso, geograficamente é um local estratégico para viagens maiores, como as com destino à Argentina e ao Uruguai.
— O interesse no Brasil não decorre apenas da crise econômica na Europa e nos EUA, mas principalmente pelo crescimento do mercado. Já tivemos vários navios nos EUA, mas hoje se há um navio lá, outros quatro a seis estão na costa brasileira. O Brasil é o segundo mercado da MSC, atrás apenas do Mediterrâneo — complementou.
Na Capital, a ideia de explorar esta nova modalidade turística de alta renda está em pauta há pelo menos seis anos, e quem acompanhou a equipe técnica da MSC pelos píeres da cidade revela esperança em retomar as escalas de navios em Florianópolis, que viu seu último transatlântico em 2009.
Segundo o diretor de Turismo da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif), Ernesto São Thiago, a semana foi de comemoração.
— A negociação com as outras empresas nunca era favorável, a relação sempre foi de cima pra baixo. Não tinham interesse em investir no destino Florianópolis, queriam apenas serem convidados para a festa pronta.
A mesma justificativa é partilhada pelo presidente da Santur, Valdir Walendowsky, que também destacou o ineditismo da abordagem.
Canasvierias é a principal aposta
Membro da equipe que acompanhou a MSC em Florianópolis, o diretor de Turismo da Acif, Ernesto São Thiago, disse que a empresa considera possível o aproveitamento do trapiche de Canasvieiras para voltar a receber navios. O requisito principal seriam obras de reforço na estrutura.
— A nossa principal preocupação era com a largura do trapiche, mas eles não mostraram preocupação quanto a isso; falaram que já operaram com trapiches menores. As condições com certeza não serão as ideais, mas há possibilidade de operar do jeito que está em escala de testes.
A partir do reforço da estrutura, considera-se adicionar uma ponteira flutuante em formato de "T" no trapiche, de forma que acompanhe o movimento da maré. Para justificar o otimismo, São Thiago defendeu que nenhuma dessas obras representa mudança de impacto ambiental, portanto não estaria sujeita ao trâmite lento do processo de licenciamento.
O desembarque de turistas em Canasvieiras não é novidade: o verão de 2007 foi marcado pela instalação da polêmica poita na baía, uma espécie de boia ancorada em alta profundidade a fim de permitir o fundeamento de transatlânticos. Mas até o verão de 2009, cerca de 20 navios de pequeno porte chegaram a atracar na baía, com método de desembarque parecido com o que se pratica hoje em Porto Belo: do alto-mar, os passageiros são levados à terra por embarcações menores apelidadas de "tender".
Estima-se que a operações não se repetiram em outros anos por dois problemas principais: a estrutura do trapiche era ainda ainda menor do que a existente hoje, e confusões entre passageiros das escunas de verão com dos transatlânticos foram registradas na época. Outro fator que atrapalhou o desembarque foi o incansável vento que tradicionalmente bate em Florianópolis.
— Hoje, a tecnologia dos navios já está melhor e os tenders são mais resistentes ao vento e às ondulações do mar — diz São Thiago.
Questionado sobre a insistência no trapiche de Canasvieiras e não na badalada Jurerê, por exemplo, que também dispõe de um píer, São Thiago afirma que o principal gargalo não tem a ver com estrutura aquática, mas sim com a chamada retroárea. O trapiche utilizado pela marina de Jurerê está escondido no trecho apelidado de Canajurê, entre as duas praias, cujo único acesso é por uma antiga e estreita estrada.
— Não dá para imaginar 2 mil passageiros sendo despachados por ali. Em Canasvieiras, principalmente depois da conclusão da SC-401 duplicada, já temos condição de fazê-los desaparecer na cidade — destacou.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Balneabilidade pelo ralo, por Ernesto São Thiago
Balneabilidade pelo ralo
Em um passado não muito distante de Florianópolis, a orla do Centro Histórico, a Praia de Fora e as praias no Continente eram locais frequentados para o banho de mar. Ninguém imaginava que um dia não seria mais possível banhar-se nesses lugares, que as "casas de praia" do Bom Abrigo, por exemplo, deixariam de ser utilizadas para veraneio por causa da poluição pela falta de saneamento.
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quarta-feira, 27 de julho de 2011
TRABALHE A BORDO DOS CRUZEIROS!!!
Companhia de cruzeiros seleciona profissionais em Santa Catarina para trabalho a bordo
São 200 vagas para vários navios do mundo
Uma das principais empresas de cruzeiros marítimos do mundo, dá continuidade a seu processo de seleção e irá realizar um processo seletivo em Florianópolis – Santa Catarina em Setembro de 2011. São cerca de 200 vagas para início imediato e atuação em vários navios da companhia, espalhados pelo mundo.
Os pré-requisitos obrigatórios para as vagas são: idade mínima de 21 anos, experiência na aérea desejada, habilidade no atendimento ao hóspedes com foco na excelência, dinamismo, inglês intermediário à avançado e disponibilidade para trabalhar embarcado por pelo menos 7 meses;
Os interessados devem enviar currículo em inglês (word ou pdf) com o assunto “Seleção FLN – trabalho a bordo” para: ernestosaothiago@hotmail.com. Os currículos que não estiverem em inglês ou não cumprirem os pré-requisitos serão desconsiderados. Os candidatos selecionados para entrevista receberão um email informativo com data, local e horário da entrevista.
Os principais cargos oferecidos são:
- Auxiliar de limpeza Geral (exp em Hotéis)
- Auxiliar de limpeza de Piscina (exp em Clubes)
- Auxiliar de limpeza de Restaurante
- Atendente de Cafeteria
- Barista
- Bartender (Bar Man)
- Atendente de quarto (Room Service)
- Camareiro(a)
- Garçom (Restaurantes, Hotéis e Resorts)
- Cozinheiros
- Recreador Infantil (necessário Ensino Superior Completo)
- Recreador de adultos
- Recepcionistas (inglês fluente e outros idiomas)
- Técnicos de Som e Luz
- Enfermeiros e Médicos
Entre outros cargos relacionados ao setor de Cruzeiros Marítimos
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Qual será nosso charme atracando navios?
Por Rosane Porto – Jornalista e Professora
A última temporada de Verão foi rentável para a Argentina, conforme dados amplamente divulgados pela mídia especializada. O vai e vem do turismo interno e externo fez o país contabilizar, somente com cruzeiros marítimos, a chegada de 135 navios de bandeiras diversas a Buenos Aires, fazendo aportar cerca de 400 mil turistas, um recorde conforme as contas oficiais. De olho nos números, há tempo os argentinos vêm tratando de atrair investidores e, assim, em março, ao final da última temporada de Verão, a presidenta da Argentina Cristina Kirchner cortou a fita do terminal de cruzeiros Quinquela Martín, de Buenos Aires, uma obra em que disseram terem sido investidos cerca de 900 milhões de dólares, mas a cargo da concessionária privada composta pela Dubai Port World (55%), Mitsubi (5%) e o grupo financeiro Life (40%).
Os argentinos apregoam que este é o maior e mais moderno terminal da América do Sul. Pelas contas e descrição do ambiente devem ter razão: a capacidade de recepção passa de 120 mil para 600 mil passageiros/temporada. O cais foi ampliado, o edifício do terminal agora tem dois andares, conta com sala de espera para duas mil pessoas, sistema de ar condicionado central e música ambiente. Além disso, há dois setores de check-in, onde trabalham mais de 100 pessoas, e depósito capaz de abrigar mais de 12 mil malas.
O primeiro piso do complexo tem lugar para escritórios da alfândega, Interpol, dezenas de guichês de triagem, além de 20 postos para atendimento da imigração. Inúmeras lojas e cafés estão situados no piso térreo e na doca externa, o serviço de táxi promete ser farto. Tudo isso para superar uma renda que na última temporada somou 100 milhões de dólares.
Quem já esteve em Buenos Aires, por ar, mar ou terra, sabe que a cidade tem no patrimônio histórico-cultural a sua maior riqueza. Nunca fui de navio a Buenos Aires, mas já estive diversas vezes na cidade por ar e terra. Devo confessar: não me canso de ir até lá e cada vez que vou descubro um pedacinho novo da cidade, para além do circuito Calle Florida-Plaza de Mayo-Recoleta- San Telmo. Ainda não aprendi a dançar tango, mas gosto de ver aquela metrópole crescer com o turismo que aprendeu a produzir e brasileiros estão por lá assando o melhor churrasco de Puerto Madero. E a produção turística não se restringe à capital federal, porque em outras cidades o turismo também é levado a sério, como em San Carlos de Bariloche, Mar del Plata e Carlos Paz (Córdoba). Aliás, uma produção com investimentos privados, já que o dinheiro público si fué hace tiempo, após sucessivas crises financeiras, notadamente no setor agrícola, somados a pacotes econômicos que fizeram a Argentina perder posições no cenário sul-americano.
Longe de comparações – entre Buenos Aires e Florianópolis -, fico a perguntar qual será nosso charme? E ainda: Por que por lá os investimentos financiam obras como o de Quinquela Martín e por aqui ficamos a ver navios pelas fotos dos jornais e websites? Para além da promessa positivista do aterra e constrói e que, de carona resolva as questões sociais, apenas pergunto após viver nesta região por mais de 20 anos: Temos charme? Acho que sim, e de sobra, e não foi à toa que milhares de “estrangeiros”, como eu, vieram parar aqui e decidiram aportar de vez, nem tanto ao desterro, mas porque Florianópolis inspirava confiança e exalava um aroma diferente, às vezes nem tão acolhedor, por causa do danado do vento Sul, frio, arrebatador, mas que sempre trazia cardumes fartos de peixes frescos a preços módicos.
O que nos falta, então para bater o recorde argentino? Já que temos terra, vasto mar, ar puro, um vento doido a “marolar” e que traz peixe fresco para ser cozido à moda da casa – com pirão de feijão, coisa que aprendi a comer aqui –, além da vontade imensa de fazer parte do mundo – mesmo desterrados -, um terminal marítimo não seria demais. Continuaríamos a ser os mesmos: alegres amantes do vento sul e de certas lendas que nos fazem achar que vivemos para além do bem e do mal, porque nosso charme é esse mesmo, o de ser cidade-ponte, entre o mar e o continente, entre o real e o imaginário de que falavam Franklin Cascaes, Mayer Filho e Eli Heil.
Quando o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, juntou-se com o governador do Rio, Sergio Cabral, e à Presidenta, Dilma Rousseff, pra inaugurar o teleférico do Complexo do Alemão na semana passada, achei ridículo à primeira vista. Como carioca sei como funciona o non sense por lá. Mas depois pensei, olhando o trânsito de Floripa na Via Expressa: “Bem que podia haver uma linha teleférica Kobrasol-Morro da Cruz e eu iria compor canções no trajeto em torno de 20 minutos”. E algum dia sentir-me-ia um Caetano a cantar que alguma coisa acontece ao cruzar a Baía Sul ou imitaria Antonio Carlos Jobim a dizer que algo sobre a “ponte aérea” entre Continente- Ilha. Por isso disse aqui neste espaço que políticas de turismo não podem estar apartadas de políticas sociais. Afinal de contas, cada um de nós aqui neste espaço quer muito mais que o contato com estrangeiros, de dentro e fora do país.
Sou e continuo carioca, mas tenho fé na cidade em que a família de meu pai nasceu. Por isso e por tantos outros motivos, sinto-me parte da região, parte de um plano que faça os daqui e os de lá sentirem-se em casa. Por isso postei pela primeira vez neste grupo algumas questões simples que aludiam ao transporte coletivo, segurança educação. Não há curso à distância, fast trainning ou o que quer que seja que nos faça ingressar numa outra era para Florianópolis e região, a não ser os investimentos conjuntos. Nós – que aqui estamos e por vós esperamos – entramos com a cultura, aquela disposta a ser compartilhada. Os investidores entram com a grana, porque dela vão tirar seu lucro. Os organismos públicos que tratem de harmonizar esta relação, como um bom vinho que combine com tainha grelhada ou escalada.
Enquanto isso, Salvador, Vitória e Paranaguá apressam seus planos, além do Rio de Janeiro – minha cidade – com o Terminal Marítimo Mauá, que sempre em concorrência com Valparaíso (Chile) e Buenos Aires, acaba levando as melhores avaliações dos organismos especializados. Na última temporada, Mauá recebeu cerca de 800 mil visitantes e bateu o recorde de 35 mil turistas em apenas um dia. Por isso, trabalha para abraçar 3 milhões de passageiros por temporada até 2016. E Florianópolis, aliás São José, Palhoça e Biguaçu, donos de parte do litoral atlântico catarinense, que faremos nós?
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Novo Xiangyun Island International Cruise Terminal, no Mar de Bohai, China
Heller Manus Arquitetos, deSão Francisco, Califórnia (EUA), venceu recentemente um concurso para a concepção do novo Xiangyun Island International Cruise Terminal, no Mar de Bohai, 240 Km a leste de Pequim, costa do Nordeste da China.
Leia mais (em inglês) clicando na imagem.
sábado, 11 de junho de 2011
Sergio da Costa Ramos remando junto...
-
Sérgio da Costa Ramos
Velho filme
Enquanto o secretário de Turismo, Cesar Souza Junior, prometia projeto, recursos e ânimo para conseguir as licenças ambientais, visando à construção de um terminal de cruzeiros marítimos em Canasvieiras, um lobby de associações hoteleiras reunia-se com as ONGs de sempre para bombardear a iniciativa.
Enquanto Itajaí e Porto Belo já se habilitaram com os equipamentos adequados e disputam um mercado anual de R$ 1,3 bilhão, Floripa mais uma vez parece se entregar ao obscurantismo do “nada pode”.
E o pior: com o bizarro apoio de hotéis da melhor estirpe.
Boia para todos
É o contrário do que existe em países civilizados. Enquanto, na maior nação costeira do mundo – o Brasil –, os hotéis e resorts querem afundar os navios de turismo marítimo, a Royal Caribbean e o “trade” hoteleiro de Orlando celebram um pacote complementar, a que deram o nome de “Mais do que um Cruzeiro”. Combina o melhor do turismo em terra e no mar para oferecer aos viajantes. Funciona assim: os transatlânticos mostram as estâncias turísticas no relance de uma viagem, vinculando o próximo passeio a uma estada num dos hotéis do local visitado.
Transatlanticos e hotéis, lá em cima, são aliados e estão no mesmo barco.
Fonte: Diario Catarinense (clique na imagem para acessar)
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Catamarã em teste na Grande Florianópolis: veja as fotos
Clique na foto e confira mais imagens!
O consultor de turismo náutico, Ernesto São Thiago, destaca com entusiasmo o teste do Catamarã de transporte marítimo de passageiros, na Grande Florianópolis (Santa Catarina), neste final de semana.
Continue lendo em Dia-a-Dia - Blog sobre portos, logística e economia!
terça-feira, 7 de junho de 2011
CRUZEIROS MARÍTIMOS - ESTUDO DE PERFIL E IMPACTOS ECONÔMICOS NO BRASIL (FGV)
Na última década, constatou-se considerável aumento do fluxo de cruzeiros marítimos na costa brasileira, com a ampliação da oferta de leitos nos navios e de rotas por parte dos armadores. Na temporada 2010/2011, foram contabilizados cerca de 800 mil cruzeiristas que geraram impactos econômicos significativos para o País. Parte desse incremento se justifica pelo controle da inflação, maior formalização do mercado de trabalho e aumento da renda da população brasileira, registrando-se maior procura por viagens a lazer.
Face a esse cenário, a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (ABREMAR) contratou a Fundação Getulio Vargas (FGV) para elaborar um diagnóstico sobre os impactos econômicos dos cruzeiros marítimos no Brasil. Este estudo coloca em pauta relevantes aspectos de oferta e demanda que são de suma importância para o desenvolvimento do setor.
Clique na imagem acima para ter acesso ao estudo completo.
MARINAS DE SC QUEREM LEGALIZAÇÃO
A Associação Catarinense de Marinas (Acatmar) reuniu, na última segunda-feira (06.06), representantes de 15 marinas do litoral catarinense buscando uma união inédita do setor no estado. O encontro, realizado na Marina Pier 33, em Biguaçu, contou com a assinatura dos representantes para dar início ao projeto Marina Legal. O objetivo é reivindicar junto aos órgãos ambientais as licenças necessárias para a liberação destes espaços junto ao poder público. “Temos um dos mais belos litorais do país, mas não possuímos uma estrutura náutica que faça jus a esta qualidade”, afirma Mané Ferrari, presidente da Acatmar.
Unidos a profissionais do Instituto Ambiens, engenheiros, arquitetos e advogados, os representantes agora procuram reunir todos os requisitos necessários para legalizar as marinas na costa catarinense. “Chega de apenas reclamar. Precisamos nos adequar se quisermos a profissionalização”, alerta Ferrari. Segundo ele, com SC voltada para o mar surgem muitas oportunidades de lazer, emprego e desenvolvimento. O objetivo é auxiliar os associados tanto em projetos específicos (como na adequação às exigências legais) quanto na discussão de políticas públicas para o setor, com atenção especial ao Plano de Gerenciamento Costeiro de Santa Catarina.
___________
André Seben
Jornalista
(48) 3025-6595 / 9979-0122
twitter.com/palavracom
www.palavracom.com.br
André Seben
Jornalista
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sábado, 4 de junho de 2011
TERMINAIS DE CRUZEIROS DE SANTA CATARINA DEFENDIDOS EM BRASÍLIA DURANTE REUNIÃO DO GT NÁUTICO DO MINISTÉRIO DO TURISMO
Ministério do Turismo
Departamento de Estruturação, Articulação e Ordenamento Turístico
70.716-000 - Brasília – DF
Tel: 61 3327 4165
Ata da Terceira da Reunião do Grupo de Trabalho sobre Turismo Náutico
Aos vinte e sete dias do mês de janeiro de 2009, no Hotel Mercure Líder, com a presença de Ricardo Moesch, Rosiane Rockenbach, Mariana Xavier e Alessandro de Castro, Ângela Cascão, Isadora Grespan, Natan Servo, Hayla Braga e Roberto Bortoloto, representantes do Ministério do Turismo; Aldo C. Costa, representante do Ministério do Trabalho, Fernanda Azevedo, representante do Ministério da Justiça, Kilberth de Cravalho, representante da ANTAQ, Vicente Cervo, representante da EMBRATUR, Karla Baeta e Camila Lacerda, representantes da ANVISA; Alexandre Magdalena, representante da Receita Federal; Joandre Ferraz, Adrian Ursilli, Flávio Peruzzi, Mário Franco, Marciano Freire representantes da ABREMAR; Luciano Oliveira, representante da FENAMAR; Carlos Eduardo Netto e Ernesto São Thiago, da Brasil Cruise Portos Turísticos; Ricardo Amaral da Royal Caribbean,Alexandre Gomes, representante do Píer Mauá e Walter Garcia, consultor, reuniu-se o Grupo de Trabalho de Turismo Náutico do Ministério do Turismo para cumprimento da ordem do dia.
Os trabalhos da presente reunião foram coordenados pelos senhores Ricardo Moesch, Coordenador-Geral de Serviços Turísticos e Rosiane Rockenbach, Coordenadora-Geral de Segmentação.
Para o início dos trabalhos, o coordenador do grupo, Ricardo Moesch, pediu a todos os presentes que se apresentassem. Logo em seguida, a coordenadora do grupo, Rosiane Rockenbach fez uma breve contextualização do GT e seu histórico, apresentando também seus objetivos, a rotina de trabalho e os procedimentos a serem adotados para cada reunião, tendo o Grupo os aprovado por unanimidade, conforme texto a seguir:
O Grupo Técnico do Turismo Náutico, constituído por representantes do poder público e setor privado, terá sua coordenação realizada pelo Departamento de Estruturação, Articulação e Ordenamento Turístico – DEAOT/ MTur, cabendo às entidades relacionadas a indicação de dois membros – um titular e outro suplente, a ser feita por meio escrito e oficial aos representantes do Ministério do Turismo integrantes do Grupo de Trabalho.
As reuniões terão sua pauta estabelecida na reunião anterior, sendo agendadas e comunicadas com pelo menos dez dias de antecedência pela coordenação do grupo. Cada assunto abrangido pela pauta terá tempo de discussão determinado e a inclusão de novos assuntos deverá ser realizada por meio de inscrição prévia, ao início de cada reunião. Caso o assunto previamente inscrito não seja abordado na mesma reunião, será inscrito na pauta da reunião subseqüente.
Após estes ritos iniciais, Ricardo Moesch apresentou os artigos constantes na Lei Geral do Turismo – Lei n° 11.771 de 17 de setembro de 2008, que, de alguma maneira, possuem interface com o turismo náutico, solicitando aos presentes que apresentassem sugestões para a classificação das empresas de cruzeiros marítimos e demais atividades correlatas ao segmento como Agência de Turismo ou Transportadoras Turísticas.
Inicialmente, o representante da ABREMAR, Adrian Ursilli, e outros presentes manifestaram sua opinião de classificar tais empresas como agências de turismo. Algumas questões referentes à fiscalização e a necessidade de padronização de procedimentos foram levantados, sendo citados exemplos referentes aos estados do Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Passado este momento, Ricardo Moesch, pediu aos presentes que estudassem melhor tais artigos e a Lei Geral do Turismo e fizessem suas contribuições até o dia 15 de fevereiro, uma vez que o decreto que regulamentará tal lei deverá ser publicado, por determinação legal até março de 2009.
A apresentação da minuta de resolução que estabelece critérios para a designação de portos turísticos internacionais, conforme designado pelo decreto 4.406 de 3 de outubro de 2002 seria o próximo ponto constante na pauta de reunião, tendo em vista a necessidade de conceituação dos portos turísticos para balizar os investimentos públicos. Porém, antes mesmo do início da apresentação de tais critérios, o representante da Brasilcruise, o Sr. Carlos Eduardo Netto solicitou que tal documento retomasse o trabalho realizado pela ANTAQ, no ano de 2006, que segundo o mesmo, estabeleceria critérios e a classificação para diversos tipos de portos.
Tal solicitação foi acatada, a apresentação interrompida e o documento elaborado pela ANTAQ, repassado aos representantes do MTur, pelo Sr. Ernesto São Thiago. Em contrapartida, os representantes do MTur, se comprometeram a avaliar o documento apresentado e reformular a minuta em questão, que após terminada, será previamente enviada a todos os participantes do grupo. Os mesmos analisarão a nova minuta, enviando suas contribuições antes da próxima reunião. Ainda em relação a este tema, o grupo sugeriu que o Decreto 4.406 deverá ser reformulado ou revogado e um novo Decreto disciplinando tal tema publicado. A Sra. Mariana Xavier lembrou que, por se tratar de um decreto interministerial, a avaliação pelo grupo de trabalho e por todas as entidades citadas no decreto se faz necessária. A representante da ANVISA, Karla Baeta, sugeriu que fosse ouvida também a Secretaria Especial de Portos. Mais uma vez, os presentes manifestaram preocupação em relação à não participação da Polícia Federal..
Dando continuidade aos trabalhos, Mariana Xavier colocou aos presentes a necessidade de estabelecimento do conceito de embarcação turística, de pequeno, médio e grande porte, explanando a todos que será elaborada uma Norman referente ao tema pela Marinha, cabendo a esta a fiscalização referente à parte técnica das embarcações, enquanto o MTur seria responsável pela parte dos serviços prestados.
Os projetos relativos à infra-estrutura, em andamento e pagos com recursos do Ministério do Turismo, foram apresentados em seguida, pelo Sr. Roberto Bortolotto, diretor do departamento de infra-estrutura do MTur. Segundo o mesmo, existem projetos em execução nos portos de Fortaleza, Belém, Natal e São Francisco do Sul – SC.
Durante esta apresentação, foi questionada a não existência de projetos para a cidade de Salvador, e a necessidade de criação de um porto com infra-estrutura entre Buenos Aires e Santos. Em relação ao primeiro questionamento, Bortolotto explanou que o MTur apoiou os projetos considerados prioritários pela CONPORTOS. Já em referência ao segundo, o Sr. Ernesto São Thiago prestou informações aos presentes no sentido de que a Prefeitura de Florianópolis está mobilizada juntamente com a SANTUR para implantação urgente de um porto turístico no Norte da Ilha de Santa Catarina, assim como a Prefeitura de São Francisco do Sul está lançando nos próximos dias licitação para construção de píer para atracação exclusiva de cruzeiros, com embarque e desembarque de passageiros com bagagens, uma vez que a cidade é um porto com calado natural de13 metros em frente ao centro histórico, onde já está pronta a estação marítima de passageiros, atualmente utilizada pelo transporte público aquáviário entre aquela cidade e Joinville. Ademais disso São Francisco do Sul é um destino de forte atração turística em razão do seu patrimônio histórico (é a terceira cidade mais antiga do Brasil, com sua arquitetura colonial preservada) e natural (com diversas ilhas na Baía da Babitonga e praias livres de poluição).
Outro problema apontado foi a disputa por berços, enfrentada pelos navios de passageiros junto aos navios de carga, não sendo destinado aos primeiros, berços específicos. Tal fato dificulta de maneira substancial o planejamento das empresas de cruzeiros, pois a prioridade para os berços mencionados é dada aos navios de carga, dependendo os navios de cruzeiro da vacância dos mesmos.
Em seguida, Ricardo Moesch, levantou a existência de alguns problemas específicos, que vêem ocorrendo no setor de cruzeiros marítimos e veiculados pela imprensa. O mesmo, em conjunto com a representante da ANVISA, solicitou que fosse aberto um canal de comunicação entre as empresas e as entidades governamentais, devendo os incidentes serem comunicados a tais órgãos anteriormente à veiculação de notícias pela imprensa, para que os mesmos não sejam pegos de surpresa e possam fornecer informações confiáveis. A preocupação referente ao excesso de veiculação destas notícias foi colocada pelos representantes da ABREMAR, que segundo os mesmos, tais incidentes sempre ocorreram no setor, porém somente agora estão sendo veiculados.
Ainda em relação a estes problemas, foi levantada pelo Sr. Ricardo Moesch, a possibilidade da inclusão de seguro saúde a todos os passageiros que comprem uma viagem de cruzeiro, sendo que as representações presentes de tais companhias se comprometeram a estudar tal proposta.
O representante da Receita Federal, Alexandre Magdalena, indagado sobre o andamento da Instrução Normativa em substituição à IN 137, interou que, por questões jurídicas internas, o prazo para publicação não foi definido. Foi solicitada a menção na ata da importância da publicação para o segmento.
Com o objetivo de ampliar o leque de discussões do grupo, para que não se restrinja somente ao setor de cruzeiros marítimos, foi solicitada e aprovada pelo grupo a inclusão do Sr. Walter Garcia, que explanou sobre a situação das embarcações de pequeno e médio porte.
Segundo Walter, os principais gargalos para este setor no Brasil são: criar condições para a criação de marinas, demandas de capacitação, problemas de legislação, e a criação de políticas públicas para o setor.
Outra questão levantada pelos partícipes foi a necessidade de um zoneamento costeiro e legislação específica, o que segundo os mesmos, daria uma segurança jurídica maior aos investimentos realizados, e, conseqüentemente, a ampliação dos mesmos.
Por fim, foi aprovada a retomada da pesquisa referente aos impactos econômicos nos destinos, provocados pelo setor de cruzeiros, devido à necessidade de informações oficiais. O plano de trabalho do grupo também foi apresentado e aprovado, contendo os pontos abaixo relacionados:
Subsidiar a construção do decreto da Lei 11.771, de 17 de setembro de 2008
Finalizar as contribuições acerca da IN da Receita Federal
Estabelecer os critérios para a definição dos portos turísticos nacionais e internacionais
Definir escopo de projetos de capacitação nos grupos: charters, cruzeiros, portos e marinas
Definir legislação específica para charters e pequenas embarcações
Levantamento e encaminhamento de questões referentes a infra-estrutura dos portos, marinas e procedimentos de entrada de imigrantes e embarcações.
Estabelecer o conceito de Embarcação Turística, a fim de que seja construída uma NORMAN específica, a partir da demanda da Marinha.
Retomar o estudo do setor de cruzeiros.
Ações de promoção internacional do turismo náutico.
Ficou agendada a próxima reunião do grupo para a primeira quinzena de março de 2009.
Assim, às dezoito horas do dia vinte e sete de janeiro de 2009, encerrou-se a reunião.
Brasília, 27 de janeiro de 2009.
Ministério do Turismo
Coordenação Geral de Segmentação: 3327 4113
Coordenação Geral de Serviços Turísticos: 3327 4374
Aos vinte e sete dias do mês de janeiro de 2009, no Hotel Mercure Líder, com a presença de Ricardo Moesch, Rosiane Rockenbach, Mariana Xavier e Alessandro de Castro, Ângela Cascão, Isadora Grespan, Natan Servo, Hayla Braga e Roberto Bortoloto, representantes do Ministério do Turismo; Aldo C. Costa, representante do Ministério do Trabalho, Fernanda Azevedo, representante do Ministério da Justiça, Kilberth de Cravalho, representante da ANTAQ, Vicente Cervo, representante da EMBRATUR, Karla Baeta e Camila Lacerda, representantes da ANVISA; Alexandre Magdalena, representante da Receita Federal; Joandre Ferraz, Adrian Ursilli, Flávio Peruzzi, Mário Franco, Marciano Freire representantes da ABREMAR; Luciano Oliveira, representante da FENAMAR; Carlos Eduardo Netto e Ernesto São Thiago, da Brasil Cruise Portos Turísticos; Ricardo Amaral da Royal Caribbean,Alexandre Gomes, representante do Píer Mauá e Walter Garcia, consultor, reuniu-se o Grupo de Trabalho de Turismo Náutico do Ministério do Turismo para cumprimento da ordem do dia.
Os trabalhos da presente reunião foram coordenados pelos senhores Ricardo Moesch, Coordenador-Geral de Serviços Turísticos e Rosiane Rockenbach, Coordenadora-Geral de Segmentação.
Para o início dos trabalhos, o coordenador do grupo, Ricardo Moesch, pediu a todos os presentes que se apresentassem. Logo em seguida, a coordenadora do grupo, Rosiane Rockenbach fez uma breve contextualização do GT e seu histórico, apresentando também seus objetivos, a rotina de trabalho e os procedimentos a serem adotados para cada reunião, tendo o Grupo os aprovado por unanimidade, conforme texto a seguir:
O Grupo Técnico do Turismo Náutico, constituído por representantes do poder público e setor privado, terá sua coordenação realizada pelo Departamento de Estruturação, Articulação e Ordenamento Turístico – DEAOT/ MTur, cabendo às entidades relacionadas a indicação de dois membros – um titular e outro suplente, a ser feita por meio escrito e oficial aos representantes do Ministério do Turismo integrantes do Grupo de Trabalho.
As reuniões terão sua pauta estabelecida na reunião anterior, sendo agendadas e comunicadas com pelo menos dez dias de antecedência pela coordenação do grupo. Cada assunto abrangido pela pauta terá tempo de discussão determinado e a inclusão de novos assuntos deverá ser realizada por meio de inscrição prévia, ao início de cada reunião. Caso o assunto previamente inscrito não seja abordado na mesma reunião, será inscrito na pauta da reunião subseqüente.
Após estes ritos iniciais, Ricardo Moesch apresentou os artigos constantes na Lei Geral do Turismo – Lei n° 11.771 de 17 de setembro de 2008, que, de alguma maneira, possuem interface com o turismo náutico, solicitando aos presentes que apresentassem sugestões para a classificação das empresas de cruzeiros marítimos e demais atividades correlatas ao segmento como Agência de Turismo ou Transportadoras Turísticas.
Inicialmente, o representante da ABREMAR, Adrian Ursilli, e outros presentes manifestaram sua opinião de classificar tais empresas como agências de turismo. Algumas questões referentes à fiscalização e a necessidade de padronização de procedimentos foram levantados, sendo citados exemplos referentes aos estados do Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Passado este momento, Ricardo Moesch, pediu aos presentes que estudassem melhor tais artigos e a Lei Geral do Turismo e fizessem suas contribuições até o dia 15 de fevereiro, uma vez que o decreto que regulamentará tal lei deverá ser publicado, por determinação legal até março de 2009.
A apresentação da minuta de resolução que estabelece critérios para a designação de portos turísticos internacionais, conforme designado pelo decreto 4.406 de 3 de outubro de 2002 seria o próximo ponto constante na pauta de reunião, tendo em vista a necessidade de conceituação dos portos turísticos para balizar os investimentos públicos. Porém, antes mesmo do início da apresentação de tais critérios, o representante da Brasilcruise, o Sr. Carlos Eduardo Netto solicitou que tal documento retomasse o trabalho realizado pela ANTAQ, no ano de 2006, que segundo o mesmo, estabeleceria critérios e a classificação para diversos tipos de portos.
Tal solicitação foi acatada, a apresentação interrompida e o documento elaborado pela ANTAQ, repassado aos representantes do MTur, pelo Sr. Ernesto São Thiago. Em contrapartida, os representantes do MTur, se comprometeram a avaliar o documento apresentado e reformular a minuta em questão, que após terminada, será previamente enviada a todos os participantes do grupo. Os mesmos analisarão a nova minuta, enviando suas contribuições antes da próxima reunião. Ainda em relação a este tema, o grupo sugeriu que o Decreto 4.406 deverá ser reformulado ou revogado e um novo Decreto disciplinando tal tema publicado. A Sra. Mariana Xavier lembrou que, por se tratar de um decreto interministerial, a avaliação pelo grupo de trabalho e por todas as entidades citadas no decreto se faz necessária. A representante da ANVISA, Karla Baeta, sugeriu que fosse ouvida também a Secretaria Especial de Portos. Mais uma vez, os presentes manifestaram preocupação em relação à não participação da Polícia Federal..
Dando continuidade aos trabalhos, Mariana Xavier colocou aos presentes a necessidade de estabelecimento do conceito de embarcação turística, de pequeno, médio e grande porte, explanando a todos que será elaborada uma Norman referente ao tema pela Marinha, cabendo a esta a fiscalização referente à parte técnica das embarcações, enquanto o MTur seria responsável pela parte dos serviços prestados.
Os projetos relativos à infra-estrutura, em andamento e pagos com recursos do Ministério do Turismo, foram apresentados em seguida, pelo Sr. Roberto Bortolotto, diretor do departamento de infra-estrutura do MTur. Segundo o mesmo, existem projetos em execução nos portos de Fortaleza, Belém, Natal e São Francisco do Sul – SC.
Durante esta apresentação, foi questionada a não existência de projetos para a cidade de Salvador, e a necessidade de criação de um porto com infra-estrutura entre Buenos Aires e Santos. Em relação ao primeiro questionamento, Bortolotto explanou que o MTur apoiou os projetos considerados prioritários pela CONPORTOS. Já em referência ao segundo, o Sr. Ernesto São Thiago prestou informações aos presentes no sentido de que a Prefeitura de Florianópolis está mobilizada juntamente com a SANTUR para implantação urgente de um porto turístico no Norte da Ilha de Santa Catarina, assim como a Prefeitura de São Francisco do Sul está lançando nos próximos dias licitação para construção de píer para atracação exclusiva de cruzeiros, com embarque e desembarque de passageiros com bagagens, uma vez que a cidade é um porto com calado natural de
Outro problema apontado foi a disputa por berços, enfrentada pelos navios de passageiros junto aos navios de carga, não sendo destinado aos primeiros, berços específicos. Tal fato dificulta de maneira substancial o planejamento das empresas de cruzeiros, pois a prioridade para os berços mencionados é dada aos navios de carga, dependendo os navios de cruzeiro da vacância dos mesmos.
Em seguida, Ricardo Moesch, levantou a existência de alguns problemas específicos, que vêem ocorrendo no setor de cruzeiros marítimos e veiculados pela imprensa. O mesmo, em conjunto com a representante da ANVISA, solicitou que fosse aberto um canal de comunicação entre as empresas e as entidades governamentais, devendo os incidentes serem comunicados a tais órgãos anteriormente à veiculação de notícias pela imprensa, para que os mesmos não sejam pegos de surpresa e possam fornecer informações confiáveis. A preocupação referente ao excesso de veiculação destas notícias foi colocada pelos representantes da ABREMAR, que segundo os mesmos, tais incidentes sempre ocorreram no setor, porém somente agora estão sendo veiculados.
Ainda em relação a estes problemas, foi levantada pelo Sr. Ricardo Moesch, a possibilidade da inclusão de seguro saúde a todos os passageiros que comprem uma viagem de cruzeiro, sendo que as representações presentes de tais companhias se comprometeram a estudar tal proposta.
O representante da Receita Federal, Alexandre Magdalena, indagado sobre o andamento da Instrução Normativa em substituição à IN 137, interou que, por questões jurídicas internas, o prazo para publicação não foi definido. Foi solicitada a menção na ata da importância da publicação para o segmento.
Com o objetivo de ampliar o leque de discussões do grupo, para que não se restrinja somente ao setor de cruzeiros marítimos, foi solicitada e aprovada pelo grupo a inclusão do Sr. Walter Garcia, que explanou sobre a situação das embarcações de pequeno e médio porte.
Segundo Walter, os principais gargalos para este setor no Brasil são: criar condições para a criação de marinas, demandas de capacitação, problemas de legislação, e a criação de políticas públicas para o setor.
Outra questão levantada pelos partícipes foi a necessidade de um zoneamento costeiro e legislação específica, o que segundo os mesmos, daria uma segurança jurídica maior aos investimentos realizados, e, conseqüentemente, a ampliação dos mesmos.
Por fim, foi aprovada a retomada da pesquisa referente aos impactos econômicos nos destinos, provocados pelo setor de cruzeiros, devido à necessidade de informações oficiais. O plano de trabalho do grupo também foi apresentado e aprovado, contendo os pontos abaixo relacionados:
Subsidiar a construção do decreto da Lei 11.771, de 17 de setembro de 2008
Finalizar as contribuições acerca da IN da Receita Federal
Estabelecer os critérios para a definição dos portos turísticos nacionais e internacionais
Definir escopo de projetos de capacitação nos grupos: charters, cruzeiros, portos e marinas
Definir legislação específica para charters e pequenas embarcações
Levantamento e encaminhamento de questões referentes a infra-estrutura dos portos, marinas e procedimentos de entrada de imigrantes e embarcações.
Estabelecer o conceito de Embarcação Turística, a fim de que seja construída uma NORMAN específica, a partir da demanda da Marinha.
Retomar o estudo do setor de cruzeiros.
Ações de promoção internacional do turismo náutico.
Ficou agendada a próxima reunião do grupo para a primeira quinzena de março de 2009.
Assim, às dezoito horas do dia vinte e sete de janeiro de 2009, encerrou-se a reunião.
Brasília, 27 de janeiro de 2009.
Ministério do Turismo
Coordenação Geral de Segmentação: 3327 4113
Coordenação Geral de Serviços Turísticos: 3327 4374
ATA DAS DUAS PRIMEIRAS REUNIÕES DO GT NÁUTICO DE SC, FUNDADO EM MARÇO DE 2009 NA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E INDUSTRIAL DE FLORIANÓPOLIS (ACIF)
Bandeira do Estado de Santa Catarina: a chave e a âncora simbolizan termos "as chaves dos mares do sul"
ATA DA REUNIÃO
DE MARÇO DE 2009
Aos 12 dias do mês de março de 2009, realizou-se a primeira reunião de trabalho dos portos turísticos catarinenses, às 15 horas, nas dependências da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis - ACIF Matriz, sob a coordenação do Sr. Ernesto São Thiago, da Associação Brasileira de Terminais de Cruzeiros Marítimos – BRASILCRUISE e sócio desenvolvedor do Porto Turístico Internacional Santa Catarina, projeto previsto para o município de São José, na Grande Florianópolis.
Compareceram o presidente da ACIF, Sr. Dilvo Vicente Tirloni; o diretor comercial do Porto de Itajaí, Sr. Robert Grantham; o secretário de turismo de Porto Belo, Sr. Alexandre Stodieck e a secretária de turismo de São Francisco do Sul, Srta. Jamile Machado. Compareceu também o Sr. Adolfo, ex-presidente da SANTUR.
Após cada participante identificar-se, o Sr. Ernesto São Thiago informou aos presentes que a reunião fora convocada como um primeiro esforço para integrar os portos turísticos catarinenses, buscando aproximar seus representantes, solucionar em conjunto as demandas individuais e coletivas junto ao poder público em todas as esferas de governo e à iniciativa privada e formatar um produto diferenciado a ser ofertado ao mercado, a “Costa Catarinense como destino nacional e internacional de cruzeiros”, inclusive na SEATRADE, feria internacional de cruzeiros que seria realizada poucos dias depois em Miami.
O Sr. Adolfo fez uma apresentação sobre o mercado de cruzeiros no Brasil, com dados de 2006.
Em seguida o Sr. Ernesto São Thiago apresentou dados atualizados acerca do mercado brasileiro, com fundamento em informações obtidas junto à Associação Brasileira de Representantes de Empresas Marítimas – ABREMAR e à BRASILCRUISE.
Encerrada a pauta os presentes concordaram em realizar reuniões mensais itinerantes, cada mês em um município diferente, sendo a próxima em São Francisco do Sul.
Eu, Ernesto São Thiago, lavrei a presente.
ATA DA REUNIÃO
DE ABRIL DE 2009
Aos 27 dias do mês de abril de 2009, realizou-se a segunda reunião de trabalho dos portos turísticos catarinenses, às 15 horas, no Gabinete do Prefeito de São Francisco do Sul, sob a coordenação secretária de turismo do município, Srta. Jamile Machado.
O prefeito de São Francisco do Sul apresentou o projeto de píer turístico da cidade, informando que o respectivo terminal de passageiros já se encontra pronto e atende às normas do segmento. Destacou a vocação turística do município e apresentou diversas opções de roteiros terrestres e náuticos, assim como os projetos neste sentido em desenvolvimento. Afirmou seu empenho pessoal em colocar São Francisco do Sul urgentemente na rota dos cruzeiros marítimos nacionais e internacionais pela importância deste mercado para o desenvolvimento sócio-econômico do município.
O presidente da BRASILCRUISE, Carlos Eduardo Bueno, apresentou o histórico da entidade; o panorama dos portos turísticos brasileiros em operação e em projeto; o número de escalas da última temporada brasileira e as projeções para a próxima e sugestões para aperfeiçoamento dos projetos dos novos portos turísticos catarinenses, especialmente de São Francisco do Sul, que a seu ver deveria ser implantado em duas fases, a primeira possibilitando a operação remota, mediante fundeio e tenders, para a cidade entrar no mercado o mais rápido possível, e a segunda com atracação, frisando que não basta conquistar escalas sem uma primorosa organização do receptivo em terra, mesmo considerando o alto potencial de atratividade de São Francisco do Sul. Citou como exemplo Cabo Frio, no RJ, que conta com o melhor píer de operação remota do Brasil, mas perdeu praticamente todas as escalas por não ter sido eficiente em fidelizar as companhias de cruzeiro mediante o oferecimento de um receptivo profissional e organizado. De outro lado citou o case da Ilha de Jaguanum, destino fomentado pela BRASILCRUISE e que, com um investimento de 1,5 milhão de reais, já na primeira temporada conquistou 50 escalas da CVC Cruzeiros, havendo expectativa de manter o desempenho e até aumentar o número de passageiros atendidos em terra. Informou que as companhias de cruzeiro têm interesse em investir em portos turísticos no Brasil para expandir o número de destinos e ampliar o mercado, possibilitando a vinda de mais navios. Informou também que o mercado brasileiro cresce 30% ao ano, representa 4% do mercado mundial e carece de regulamentação, especialmente para atrair mais cruzeiros de longo curso, com turistas estrangeiros a bordo. Defendeu a possibilidade de os portos turísticos de fundeio realizarem chek-in e chek-out.
O consultor da BRASCILCRUISE e presidente do Instituto de Marinas do Brasil, Cláudio Amaral, informou a existência de recursos a fundo perdido junto ao Governo Federal e que a BRASICLRUISE, em se tratando de SC, já conquistou valores significativos em favor do píer municipal de Porto Belo, apesar da burocracia existente para a implantação de projetos náuticos.
O presidente da SANTUR, Valdir Walendowski, ressaltou que a entidade, pelo Governo do Estado, vem trabalhando em favor do desenvolvimento do mercado de cruzeiros em Santa Catarina , mas que os municípo, os prefeitos, têm que querer, elogiando o empenho dos prefeitos de São Francisco do Sul, Itajaí e Porto Belo neste sentido. Disse ser também importante o incremento das infra-estruturas básicas dos municípios, como vias de acesso, saneamento, etc. Apresentou meta de estruturar os principais destinos náuticos de SC até o fim do ano e, neste sentido, solicitou espaço na próxima reunião para a SANTUR apresentar o trabalho de segmentação do turismo que vem sendo realizado pelo Governo do Estado. Também insistiu na necessidade de instituir bons receptivos para atender aos passageiros dos cruzeiros. Sugeriu integrar os portos turísticos e o Governo do Estado através de convênios. Informou que SC está desenvolvendo seu Plano de Marketing para o período compreendido até 2020.
O sócio desenvolvedor do Porto Turístico Internacional Santa Catarina, associado da BRASILCRUISE e fomentador das reuniões mensais dos portos turísticos catarinenses, Ernesto São Thiago, agradeceu a presença de todos e os conclamou a filiarem-se à BRASILCRUISE e sempre comparecerem às reuniões, afim de que o mais breve possível o litoral se SC possa ser apresentado como um produto único e qualificado ao mercado mundial de cruzeiros, com no mínimo 3 ou 4 portos turísticos em operação, que é a demanda das companhias de navegação para continuarem a operar em SC. Leu a mensagem enviada pelo Município de Imbituba justificando a ausência de seus representantes.
Encerrada a pauta os presentes agendaram as próximas reuniões do grupo: Itajaí, em 25.05; Porto Belo, em 29.06; e Imbituba, em 27.07, sempre às 15h..
Eu, Ernesto São Thiago, lavrei a presente.
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