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sábado, 29 de setembro de 2012

Quais ações dos candidatos a prefeito para reinserir Florianópolis na rota dos cruzeiros marítimos? (ATUALIZADO)


Temos acompanhado debates presencialmente e pela mídia, mas até agora nenhum dos candidatos respondeu OBJETIVAMENTE como resolverá esta antiga demanda da cidade.

O Turismo de Cruzeiros em Florianópolis é um diamante bruto a ser extraído de nossas águas para que possa ser lapidado com planejamento e qualificação. O barão Von Wangenheim, de olho no futuro, já o tinha prospectado na década de 1930, quando dirigente da ACIF. Não o ouviram e fomos perdendo competitividade. Hoje os estudos estão aí para comprovar que o sobrinho de Carl Hoepcke estava corretíssimo. Florianópolis é o 2º destino mais solicitado para escalas de cruzeiros no Brasil – uma enorme demanda reprimida, portanto. Não é apenas um “pier” que se precisa implantar aqui: é o Porto Turístico Internacional de Santa Catarina, um "home port" de cruzeiros que atenderá todo o Sul do Brasil e será a constelação maior de uma rede de portos cobrindo todo o Cone Sul, interligados do Rio de Janeiro a Valparaíso no Chile. Centenas de milhares de turistas nacionais e estrangeiros partirão de Florianópolis para seus cruzeiros e aqui chegarão ao final deles, dinamizando com o "turnaround" a economia de toda a região, a começar pela hotelaria. É um cenário possível, mas precisamos de união de esforços, como o apoio já manifestado por quase 20 entidades, entre sindicatos, associações de classe e ongs. Nas redes sociais, apenas em um grupo no Facebook, são quase 20.000 pessoas apoiando a idéia, com foto, nome e sobrenome.


Segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgado no Seatrade South America Cruise Convention, encontro mundial do segmento, o turismo marítimo movimentou, em 2010-2011, entre gastos de armadoras e de passageiros, R$ 1,3 bilhão no país. O Rio registrou R$ 102,9 milhões, seguido por Santos, com R$ 86,6 milhões, e Búzios, com R$ 57 milhões. Dos R$ 522,5 milhões gastos pelos turistas e tripulantes, R$ 172,6 milhões o foram com o comércio varejista, e R$ 155,1 milhões com alimentos e bebidas. Passeios giraram R$ 67,6 milhões, e transporte, durante a viagem, R$ 30,5 milhões. Comissões a agentes de viagens representaram mais R$ 122,9 milhões. Gastos com hotéis e resorts, antes ou após o cruzeiro, chegaram a R$ 16,4 milhões.

E não é um dinheiro que se concentra nas mãos de poucos: "distribui-se horizontalmente na cadeia produtiva do turismo nos destinos visitados, ganhando do humilde artesão ao shopping", como diz a ministra Ideli Salvatti, distribuição de renda que se democratiza e qualifica com a implantação de Arranjos Produtivos Locais organizando Micro Empresários Individuais e Micro e Pequenas Empresas. Na cadeia produtiva do turismo são a imensa maioria: detêm uma fatia de 80%.

A última temporada teve 20 navios, que transportaram, aproximadamente, 800 mil passageiros, 100 mil estrangeiros. Com integração regional, menores custos, melhores portos, regulação e marketing, os números vão disparar. Milhões de fiéis turistas de cruzeiros americanos e europeus começarão a desembarcar no Brasil.

Se a hipersazonalidade é um grande desafio, a temporada de cruzeiros brasileira vai de outubro a maio: quando estamos na primavera, navios já estão movimentando milhares de turistas em outros destinos do litoral brasileiro, inclusive no de SC, e continuam a fazê-lo até depois da Páscoa, quando os turistas há muito já se foram daqui. Florianópolis precisa desse terminal de cruzeiros. É uma questão de competitividade.

Então, senhores candidatos, vem a pergunta:

Quais as ações, previstas no Plano de Governo de cada um, para reinserir Florianópolis na rota dos cruzeiros marítimos?


Favor utilizar o espaço dos comentários para respostas, inclusive postando links aos seus respectivos planos de governo.


ATUALIZAÇÃO EM 29/09/2012:

Na semana que passou os jornalistas André Fischer e Urbano Salles perguntaram aos candidatos Angela Albino (PCdoB), Cesar Souza Júnior (PSD), Elson Pereira (PSOL) e Gean Loureiro (PMDB):

"Pretende construir um píer para permitir que transatlânticos aportem em Florianópolis? Onde? Até quando?"