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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

HISTÓRICO DAS ESCALAS DE CRUZEIROS EM FLORIANÓPOLIS


A BRASILCRUISE - Associação Brasileira de Terminais de Cruzeiros Marítimos enviou ao blog a relação de cruzeiros e respectivo número de passageiros que aportaram na Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis (SC), entre 2000 e 2010, quando houve a última escala.

O presidente da entidade, Cadu Bueno, que opera a Marina Porto Veleiro, o terminal de cruzeiros de Búzios (RJ), lamenta não dispor dos dados das escalas em anos anteriores:

"É muito tempo passado e não localizamos o período intenso de escalas em Jurerê com um dos  fundadores da BRASILCRUISE, Helio Chevarria"

quinta-feira, 18 de maio de 2017

PRESIDENTE DA COMISSÃO DE PESCA E AQUICULTURA DA ALESC RECEBE DIRETORIA DA APPAECSC


Release distribuído pelo gabiente do deputado Pedro Baldissera na tarde de hoje:

O deputado Padre Pedro Baldissera reuniu-se na manhã de quarta-feira (17), na Assembleia Legislativa, com representantes dos pescadores artesanais de SC, da Associação dos Pescadores Profissionais Artesanais de Emalhe Costeiro de SC (APPAECSC). Participaram Tiago Nicolau Nunes, Zilto Eugênio Pereira, Ricardo João Rêgo, e o advogado Ernest São Thiago, militante em Direito Da Orla.
O grupo apresentou as dificuldades existentes na aplicação da Portaria Interministerial nº 23, de 27 de abril de 2017, que Estabelece normas, critérios e padrões para o exercício da pesca em áreas determinadas para a captura de tainha no litoral das regiões Sudeste e Sul do Brasil. A reclamação do setor diz respeito à exclusão de mais de 46 embarcações de emalhe anilhado, de 10 a 20 AB (AB - Arqueação bruta), que ficaram fora da possibilidade de terem acesso as licenças concedidas causada pela limitação imposta na portaria de autorização em até 10 AB.
Outro ponto discutido foi o entrave causado na modalidade que não permite as embarcações artesanais acessarem a autorização da safra da tainha, se não estiverem licenciadas desde o ano de 2013, na modalidade de emalhe costeiro de superfície (Tainhas, Anchova e Serras). Na prática, se uma embarcação está licenciada na modalidade de emalhe costeiro de fundo (Corvina, Pescadas, Castanha e Abrótea) para o Litoral Sudeste/Sul , ela fica fora da safra da tainha, medida questionada pelos pescadores.
Na avaliação da CPA, o Governo Federal procura desconhecer a realidade da pesca em Santa Catarina no intuito de reduzir o número de embarcações na safra da tainha, atividade historicamente implementada por todas as embarcações, tanto com rede de pesca de superfície ou de fundo. “Para o pescador artesanal que trabalha com todas as artes de pesca, o que importa é capturar as espécies em cada mês do ano, quando o peixe encontra-se no litoral catarinense”, afirmou Padre Pedro.
O problema decorre da modificação no Registro Geral da Pesca, do Governo Federal, que não permite que a embarcação tenha as duas modalidades de licenças e representa um erro a ser corrigido.
O presidente da Comissão aguarda definição em relação a medida judicial encaminhada por entidades que representam os pescadores artesanais, no entanto, a CPA continuará com o trabalho do grupo de especialistas que realiza os estudos da legislação brasileira e estadual de pesca, para resolver os conflitos do setor e propor ao Governo Federal modificações nas leis. O objetivo deste grupo, formado por pesquisadores, técnicos, universidades e representantes do Governo do Estado e da Comissão, é apontar os pontos divergentes e propor alterações que resolvam os recorrentes conflitos.

terça-feira, 16 de maio de 2017

JUSTIÇA FEDERAL EM FLORIANÓPOLIS DETERMINA DEMOLIÇÃO DE BAR NO CANAL DA BARRA DA LAGOA


Justiça Federal, a pedido da FLORAM e do MPF, proferiu sentença ontem (15/05) (autos de nº 5023829-84.2012.4.04.7200) determinando a demolição do bar Recantinho, também conhecido como bar do Anizio,, um dos poucos estabelecimentos gastronômicos com estrutura de apoio náutico em Florianópolis (SC) e destacado integrante da tradicional Orla Gastronômica do Canal da Barra da Lagoa.

A comunidade perde muito com isto, quanto mais neste momento de profunda crise econômica em que vive o Brasil, com empresas fechando as portas aos milhares e milhões de desempregados. 

No curso do processo a Floram havia concordado com acordo para compensação ambiental, mas o MPF não.

Dispositivo da sentença:

"Ante o exposto, julgo procedente o pedido veiculado pelo Ministério Público Federal para condenar os demandados, solidariamente, na obrigação de fazer, consistente no desfazimento das edificações existentes na Rua Amaro Coelho, 22, Barra da Lagoa, Florianópolis, bem como na recuperação ambiental da área degradada, com apresentação de projeto perante a Floram, ambas no prazo de 30 (trinta) dias a contar da intimação da sentença sob pena de multa, no valor de R$ 1.000,00 (mil reais ao dia), na forma do artigo 11 da Lei no 7.347/85, a ser revertida para o Fundo Municipal do Meio Ambiente (da Lei no 8.290/10 e Decreto 8.391/10).

"Condeno cada um dos réus a pagar honorários advocatícios fixados em 10% do valor corrigido da causa à Floram."

"Publique-se. Registre-se. Intimem-se.

"Documento eletrônico assinado por MARCELO KRÁS BORGES, Juiz Federal (...)".

Felizmente cabe recurso.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

MAIS DE 170.000 ACESSOS INDIVIDUAIS AO BLOG


Agradecemos a todos os leitores o reconhecimento do nosso trabalho. Consideramos um grande êxito tendo em vista a especialização da temática aqui abordada e a precariedade da gestão "taylor made" do blog. Rumo aos 200.000!

CLIA-ABREMAR NOVAMENTE VISITA FLORIANÓPOLIS PARA FOMENTAR A INDÚSTRIA DE CRUZEIROS EM SANTA CATARINA


Poucos dias após sediarmos em nosso escritório produtiva reunião de Cadu Bueno, presidente da Associação Brasileira dos Terminais de Cruzeiros Marítimos - BRASILCRUISE, com o comandante da Capitania dos Portos de SC, o superintendente de Turismo da Prefeitura Municipal de Florianópolis, entre outras autoridades, surge convite para outra reunião, com a mesma temática, desta vez com o igualmente competente Marco Ferraz, presidente da representação no Brasil da Cruise Lines International Association - CLIA-Abremar, sendo que este evento é assinado por representações tanto do governo municipal da capital quanto do estadual.

Excelente notícia e não só torcemos para que, com o perdão do trocadilho, o evento dê resultados contretos!

Desde que assumiu a presidência executiva da CLIA-Abremar, Marco Ferraz já esteve diversas vezes em Santa Catarina, algumas delas registradas aqui no blog.

Estamos à disposição - como nos últimos dez anos - para colaborar em ações eficazes para o reingresso sustentável, com segurança jurídica e de forma perene, de Florianópolis na rota dos cruzeiros marítimos.

Há diversas publicações de interesse e úteis aqui no blog a respeito do assunto, basta operar a ferramenta de busca ou conferir no histórico.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

ÁREA ANTES OCUPADA POR RANCHO DE PESCADORES É ALVO DE AÇÃO DO MPF

Foi concedida liminar pela Justiça Federal em Florianópolis (SC).

Evidentemente, cabe recurso.

Eis o release distribuído pelo Ministério Público Federal:

Após ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal determinou, em caráter liminar, que particulares não negociem imóvel nem realizem qualquer ato que cause alterações em área de preservação ambiental em Jurerê, Florianópolis (SC). No caso de descumprimento, foi fixada multa de R$ 100 mil.

Nos pedidos da ação, o MPF/SC requer a demolição das construções pelos réus, assim como a retirada dos entulhos e a recuperação ambiental da área degradada com apresentação de Projeto de Recuperação de Área Degradada (PRAD). Os réus podem ser condenados ainda à desocupação do imóvel para a União, com objetivo de preservação ambiental ou apoio à pesca artesanal da região (exceção legal).

De acordo com o MPF/SC, o inquérito civil apurou que os réus se apossaram de forma ilegal do terreno de marinha e desvirtuaram uma ocupação coletiva existente no imóvel, pela associação de pescadores de Jurerê, voltada à guarda de equipamentos necessários para a atividade de pesca artesanal, pretendendo construir um empreendimento comercial no local.

Os fatos ora trazidos ao conhecimento do Judiciário ocorrem em região integrante da zona costeira catarinense, havendo flagrante desrespeito à Constituição Federal e à Lei nº 7.661/88, ambas estabelecendo regras voltadas a evitar a degradação e o uso indevido dos ecossistemas, do patrimônio e dos recursos naturais desse patrimônio nacional”, destaca a procuradora da República Analúcia Hartmann, autora da ação.

A União foi alertada pelo MPF, por meio da Secretaria de Patrimônio da União em Santa Catarina, para que providenciasse a adequada proteção do bem federal, com realização de vistoria e o cancelamento da inscrição de ocupação do imóvel, que fica sobre área originalmente coberta por vegetação de restinga, mas não adotou providência eficaz.

A teor da legislação em vigor, comprova-se a situação de ilegalidade do apossamento dos réus na Praia de Jurerê (faixa de praia e terreno de marinha ou restinga), situação irregular que conta com a colaboração da omissão da União (SPU/SC)”, apontou o juiz federal Marcelo Krás Borges na liminar.

A ação tramita na 6ª Vara Federal de Florianópolis.

Ação Civil Pública nº 5006587-39.2017.4.04.7200

segunda-feira, 17 de abril de 2017

VÍDEO: CACAU MENEZES REPERCUTE IDEIA DE APROVEITAMENTO NÁUTICO DO RIO DO BRÁS


O aproveitamento náutico do Rio do Brás, em Florianópolis (SC), beneficiando a navegação de esporte e recreio, a pesca artesanal, o turismo de cruzeiros e o lazer na orla, foi objeto de recente postagem aqui no blog.

A ideia foi repercutida hoje pelo jornalista Cacau Menezes em sua coluna eletrônica no Jornal do Almoço, programa da retransmissora da TV Globo em Santa Catarina.

sábado, 5 de dezembro de 2015

Marina terá receptivo para cruzeiros


Entre os ítens do edital do PMI com vistas à marina pública a ser implantada em Florianópolis, mediante concessão municipal, consta a previsão de "ponto para  atracar transfers de transatlânticos".

Em destinos como Porto Belo (SC), os turistas realizam aludidos transfers em balsas (tenders) dos próprios navios, com capacidade limitada, o que acaba por gerar filas a bordo (para desembarque) e em terra (para reembarque).

Em Florianópolis, com pequena dragagem, os cruzeiros poderiam fundear ao largo do Pontal da Daniela ou das ilhas Ratones, como se dava antigamente para o transbordo de cargas.

A longa distância até a nova marina exigiria, porém, tenders de maior capacidade e mais rápidos do que os disponibilizados a bordo dos cruzeiros.

Uma solução possível, é a embarcação da imagem, construída na Florida (EUA), sob encomenda para a Royal Caribbean e utilizada no Caribe (Labadee e Little Stirrup Key), capaz de transportar 400 passageiros, em dois conveses, a 22 Km/h.

Porém, a solução definitiva, já consagrada em estudos realizados pelo DEINFRA/SC, é um terminal de atracação de cruzeiros na Baía de Canasvieiras, com os passageiros desembarcando dos navios diretamente em um cais, inclusive para permitir a condição de home port (embarque e desembarque com bagagens). 

domingo, 22 de novembro de 2015

ACIF doa estudo de marina à Prefeitura


A Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF) vai doar à Prefeitura um estudo técnico atualizado com a análise das condições marítimas e ambientais da região onde deve ser construída a marina na Av. Beira-Mar Norte. O evento para assinatura do termo de doação será na próxima terça-feira, 24 de novembro, na sede da entidade empresarial (Rua Emílio Blum, 121), a partir das 14h, com palestra da empresa BR Marinas e apresentações de cases sobre o tema.

O estudo foi realizado pela empresa norte-americana CB&I. A área avaliada contempla o trecho entre o Trapiche (Praça Portugal) e a estação da Casan (Praça Sesquicentenária) – local preferencial para instalação de um equipamento desse tipo, segundo projeto apresentado pelo poder público em meados de julho. 

Fonte: 

http://www.acif.org.br/novidades/marinas-floripa-acif-contribuindo-para-o-planejamento-e-desenvolvimento-de-florianopolis

Os estudos foram realizados pela CBI por minha indicação, conforme registrei já em agosto/2015 via Instagram e na coluna "A Voz do Mar" de setembro/2015 (p. 12):

https://instagram.com/p/-ZJQ_JIQad/

http://pt.calameo.com/read/0006511520feceedcb3fb


sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Cruzeiros deixarão R$655 milhões no Rio. E Floripa?!


Em cenários de crise econômica, a busca por mais escalas de cruzeiros é fórmula certeira praticada com êxito em todo o mundo, dinamizando economias locais e, por consequência, gerando mais movimento em toda a grande cadeia produtiva do turismo, incrementando a arrecadação tributária, especialmente a municipal.

Com a desvalorização da moeda brasileira, há um forte crescimento do turismo interno e na atração de turistas ao Brasil, favorecendo também os cruzeiros em nosso litoral.

Sem nada ter feito para se inserir neste bilionário mercado global, Florianópolis permanece fora da temporada de cruzeiros, atualmente de sete meses (quebra da sazonalidade no turismo!), com gigantescas perdas para nossa economia e para o caixa da Prefeitura que, ao invés de fomentar a atividade econômica, só faz aumentar e criar tributos.

O jornal GLOBO informa que o número de turistas previsto para a próxima temporada de navios no Rio, que lá vai de 15 de novembro a 29 de abril, será recorde: 565 mil, ou 15% a mais que na temporada anterior. Serão 109 atracações, 28 delas de navios vindos do exterior. Com base numa estimativa de gastos diários dos turistas feita pela Associação Brasileira dos Operadores de Turismo Receptivo Internacional (BITO), a previsão é que, no período, os visitantes deixem R$ 655 milhões na cidade.

Conforme antecipou, nesta quinta-feira, a coluna de Ancelmo Gois, também no jornal GLOBO, na semana do próximo carnaval, a capital carioca vai receber, por via marítima, 85% mais turistas do que em 2015: serão 130 mil e 30 atracações de navios no Pier Mauá em 2016, contra 70 mil passageiros e 14 chegadas este ano. Sete atracações serão de navios provenientes de cidades do Brasil; as demais, dos Estados Unidos, do Japão e de países da Europa.


A Prefeitura do Rio aposta que em, a permanecer o cenário de crise, o número de turistas de cruzeiros chegue a 1 milhão no Rio em 2025. Porém, se a crise for superada, este número subiria para 2 milhões.

Acorda, Floripa!!!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

domingo, 27 de setembro de 2015

Audiência Pública em Florianópolis sobre ausência de cruzeiros


A movimentação econômica total (impactos diretos, indiretos e induzidos das armadoras e dos cruzeiristas e tripulantes) contabilizou R$ 2,142 bilhões na última temporada brasileira. 


Desse total, R$ 1,133 bilhão foi gerado pelos gastos das armadoras com combustíveis, taxas portuárias e impostos, compras de suprimentos, comissionamento de agências de viagens e operadoras de turismo, água e lixo, salários pagos, além de despesas com marketing e escritório, entre outros. 

Os gastos totais de cruzeiristas e tripulantes, nas cidades e portos de embarque/desembarque e de trânsito, foram de R$ 1,009 bilhão.

Segundo a pesquisa, a principal atividade favorecida foi a de alimentos e bebidas, onde se registrou uma movimentação econômica de R$ 318 milhões; R$ 309 milhões com comércio varejista; R$ 162 milhões com transporte antes e/ou após a viagem; R$ 128 milhões com passeios turísticos; R$ 59 milhões com transporte durante a viagem (nas cidades de escala); e R$ 33 milhões com hospedagem antes ou após a viagem (sim, os hotéis - inclusive resorts - já faturam milhões com os cruzeiros e irão faturar muito mais quando a Embratur passar a articular pacotes agregando hospedagem em terra, pré e pós cruise, aos cruzeiros pela costa e rios brasileiros.

Quanto à participação nos impactos econômicos dos cruzeiristas, os turistas nacionais foram responsáveis por 79,4% enquanto que os turistas internacionais e tripulantes foram responsáveis por 20,6% desse total.

Interessante observar que mais da metade dos entrevistados, exatamente 68,7%, informou ter disponibilidade de realizar cruzeiros pela costa brasileira durante a baixa temporada. Sobre a preferência por tipo de viagem, 62,8% indicaram que não substituiriam uma viagem de cruzeiro por uma estadia em resort ou hotel de luxo.

Como o estudo destaca, milhares de cruzeiristas e tripulantes desembarcam nos portos brasileiros e visitam as cidades a cada temporada. Tais visitas são de relevante influência, visando futuros retornos dos turistas e a divulgação de destinos brasileiros por meio do marketing “boca a boca” – além da divulgação espontânea que acontece a partir das mídias sociais, onde as pessoas compartilham imagens e comentários sobre suas experiências (essas opiniões constam nos catálogos de cruzeiros marítimos, ofertados por agentes de turismo no Brasil e no exterior). Portanto, cabe aos destinos aproveitar essa oportunidade e disponibilizar, em suas prateleiras, produtos e serviços de qualidade para serem oferecidos aos turistas durante a estadia na cidade.

Importante anotar, também, parte da pesquisa quando aponta que a geração de empregos, como impacto dos cruzeiros marítimos, extrapola os originados em escritórios regionais das operadoras de vendas, marketing e atendimento a clientes
dos cruzeiros, sendo gerados postos de trabalho em diversas áreas durante a temporada. 

Tal acontecimento decorre, em especial, nos terminais portuários e na cidade como um todo (comércio, bares e restaurantes, receptivo, transporte e atrativos turísticos), movimentando toda a cadeia de serviços locais.

Outro dado positivo, é que são comprados aqui no Brasil, também, parte dos insumos dos cruzeiros (como alimentos perecíveis e hortifruti). Nos navios, são duas as principais áreas de gestão: as operações hoteleiras e as marítimas. Ambas seguem critérios internacionais de qualidade e segurança de operação. O perfeito entendimento de tais requisitos por parte das empresas brasileiras é fundamental para que estas se tornem fornecedoras de suprimentos e serviços para os cruzeiros marítimos.

Com tantos fatores positivos em destaque e uma crise global a enfrentar (muito mais grave no Brasil), milhares de destinos ao redor do globo - inclusive em nosso país - de tudo fazem (trade turístico e poder público local) pelo privilégio de estar nos roteiros dos cruzeiros marítimos: planejam e investem em infraestrutura e qualificação para atrair sempre mais escalas e bem atender aos visitantes (turistas e tripulação), por vezes contando com larga rede de voluntariado nisto, tamanhos os benefícios coletivos.

Pois bem!

A atual gestão municipal encaminha-se para o fim do seu mandato, a estadual já está encerrando o primeiro ano da reeleição e Florianópolis segue sem escalas de cruzeiros, sem investimentos públicos em um terminal marítimo e sem chamada pública para atrair investidores, em total descompasso com o restante do Brasil e do mundo!

Uma imperdoável irresponsabilidade a merecer enérgica cobrança por parte da nossa Câmara Municipal de Vereadores, quanto mais diante da premente necessidade de caixa municipal, o que se resolve muito mais com a dinamização da atividade econômica (e o Turismo dá respostas rápidas!) do que com elevação de tributos e corte de investimentos estruturantes.

Por isto, fica aqui sugestão de urgente audiência pública para que a comunidade obtenha explicações e encaminhamentos dos governos federal, estadual e municipal, (especialmente SEP, ANTAQ, Embratur, Santur e Setur) e também da Brasilcruise e da Clia Abremar, que são as entidades representativas do segmento, aquela pelo lado dos terminais de cruzeiros e esta pelo lado das armadoras e operadoras.

Estou à disposição para auxiliar nossos edis no que for preciso!

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Primeira imagem da marina pública de Floripa


O Diario Catarinense divulgou a primeira imagem do desenho arquitetônico proposto para a marina pública municipal na orla da Av. Beira Mar Norte, em Florianópolis:

O prefeito de Florianópolis Cesar Souza Jr. apresentou o projeto de construção de uma marina na região da Beira-Mar Norte nesta segunda-feira. O anúncio foi feito na mesma reunião que tratou das medidas de contenção de gastos da prefeitura. 

A marina terá 600 vagas molhadas para embarcações pequenas, médias e grandes, sendo 60 vagas de uso público. Está prevista a construção de um parque de 200 mil metros quadrados, que deve trazer atividades relacionadas ao setor náutico, e um estacionamento com cerca de 50 mil metros quadrados. 

Leia mais:

Marina pública de Floripa: NOTA OFICIAL


Florianópolis terá a área de lazer da Beira-Mar Norte ampliada com a realização do projeto “Parque Urbano Beira-Mar”. O local será um espaço público aliado ao acesso marítimo da Ilha para outros pontos da região, abrigando ponto de embarque para o transporte náutico e interligação multimodal, com acesso a ônibus e bicicletas, fato inédito na cidade.

 

A preocupação com as melhorias em relação à mobilidade urbana do município é uma das principais vertentes da obra, que, aliada a outros estudos e projetos da Prefeitura, vai resolver parte da demanda. O projeto contará com atracadouros no futuro sistema aquaviário e proximidade ao anel viário destinado ao transporte público urbano da cidade.

 

Com uma localização próxima aos terminais de ônibus da cidade e aos principais hotéis da região central, o projeto busca impulsionar a atividade turística também no segmento marítimo, facilitando o acesso de visitantes aos atrativos estratégicos da Capital, como a Praça XV, o Mercado Público, o Largo da Alfândega e a empreendimentos e lojas do setor privado.

 

A ideia é de estabelecer uma parceria público–privada para a execução e concessão do Parque Urbano Beira-mar. Após a realização de um processo licitatório, a iniciativa privada executará os projetos, obras e receberá a concessão de operação da marina, correspondente a parte do projeto, além do estacionamento que haverá no local.

 

O parque abrigará 400 vagas para veículos e 400 vagas molhadas, sendo 60 destas destinadas ao uso público. Além de gerar 1.600 empregos diretos e 3.200 indiretos ao todo para cada uma das vagas molhadas, movimentando a economia e impulsionando novos negócios em Florianópolis.

 

Escolha do local

 

O ponto para a instalação do parque, próximo ao Corpo de Bombeiros da Beira-mar Norte, deve-se ao fato de que a região já é aterrada. Portanto, este ambiente artificial adiantado proporcionará um menor impacto ambiental no local, levando em consideração que é um espaço ideal para a prática das atividades náuticas.

 

A Beira-mar Norte, um dos principais pontos de encontro de lazer dos moradores e visitantes de Florianópolis, terá seu espaço atual ampliado com este projeto. Ele irá suportar e atender melhor o fluxo de pessoas que circula pela região atualmente, principalmente nos finais de semana. A nova área contará com um espaço destinado a feiras de arte e artesanato durante o final de semana, possibilitando uma alternativa de espaço a mais para convivência daqueles que visitam ou moram na cidade.

 

Além disso, a localização privilegiada possibilita aos visitantes e à população florianopolitana o melhor ângulo para registrar o pôr do sol com o cartão postal símbolo da cidade - a ponte Hercílio Luz.

 

O encaminhamento à Fatma para dar início aos pedidos de licenças ambientais da região será realizado até o fim desta semana. A previsão é de que a fundação dê o retorno do pedido, solicitando o Termo de Referência do projeto em até três semanas.


Fonte: 


http://www.pmf.sc.gov.br/mobile/index.php?pagina=notpagina&noti=14823

sábado, 25 de julho de 2015

Australianos querem transporte marítimo de Floripa


Há alguns dias, através do Governo do Estado, soube do interesse dos australianos no promissor transporte marítimo de passageiros da Grande Florianópolis, no aguardo apenas de visão empresarial aliada a grande capacidade de investimento.

Apenas não divulguei antes porque me foi solicitado sigilo.

Como as peopostas devem ter avançado, o assunto foi tornado público.

Está na coluna do jornalista Moacir Pereira, no Diário Catarinense de hoje (25/07/2015).

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Lobby atrasa terminal de cruzeiros


Assim que assumiu o mandato em curso, ao dar posse à sua primeira titular da SETUR, o prefeito afirmou não ter compromisso com as forças do atraso e, diante de todo o trade turístico presente à solenidade, assegurou que eu não precisaria lhe cobrar um terminal de cruzeiros para nossa cidade. Não esqueci da promessa.

Seu governo encaminha-se melancolicamente para o fim e nada fez a respeito, gerando enormes perdas econômicas para Florianópolis a cada temporada, que deixa de faturar dezenas de milhões de reais em sua extensa cadeia produtiva do Turismo.

Enorme quantidade de empregos, rendas e tributos jogados fora.

Leia o artigo completo, publicado pelo Diário Catarinense:

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Impasse jurídico no trapiche de Canasvieiras


O trapiche de Canasvieiras é um bem público municipal. Mesmo assim está completamente irregular. A Prefeitura jamais o regularizou perante a SPU e não tem licença ambiental. 

Mediante "puxadinho jurídico" ao nível do seu objeto, está com uso permitido gratuitamente, sem licitação, para operação comercial de escunas que tiram os moradores e turistas de Florianópolis e os levam para consumir no comércio e nos restaurantes de Governador Celso Ramos.

Decrépito, por desleixo, não tem condições técnicas nem jurídicas para operar no receptivo de cruzeiros (talvez nem das próprias escunas), mesmo em fundeio, via tenderes: não está outorgado como IPT.

É uma operação que, nas condições atuais, não atende ao interesse público de Florianópolis. Como está, gera mais ônus do que bônus à nossa economia, como já alertava Vinícius Lummertz, atual presidente da Enbratur, quando secretário de turismo da capital catarinense.

Não dá para defender o indefensável e é espantoso que tudo isto tenha chancela institucional e estatal. Há algo de muito obscuro. O tipo de situação em que todos estão errados, por ação e omissão.

De outro lado, sob um duvidoso contrato de permissão de uso, por prazo que não justifica os necessários investimentos, a conta também não fecha para as escunas, cujos proprietários, há muitos anos, o construíram informalmente e o doaram ao Município, certamente em troca de alguma vantagem tributária e operacional.

Guardadas as proporções, é o mesmo impasse econômico vivido pelos concessionários portuários de Itajaí: prazo contratual curto que não estimula investimentos. Com a diferença de que, lá, há regularidade formal tanto na estrutura de apoio náutico quanto na operação.

Como mudar positivamente este quadro sem prejudicar as escunas (ao contrário! beneficiando-as ainda mais!), sem precisarem investir no píer,  aumentando enormemente os ganhos em tributos e para a cadeia produtiva do turismo da capital e ainda turbiná-los com o receptivo de cruzeiros marítimos?

Há um caminho possível e com total transparência e segurança jurídica, sem protecionismos, no qual insisto há anos e que finalmente a Prefeitura resolveu adotar com vistas a uma marina pública na Beira Mar Norte: um bem estruturado PMI.


segunda-feira, 20 de julho de 2015

VÍDEO: Prefeito confirma marina pública


Conforme eu já havia antecipado na coluna "A Voz do Mar" na edição de Julho do Ilha Capital (p. 12), o nosso jornal, avança a marina pública municipal prevista para a orla da Avenida Beira Mar Norte. O Diário Catarinense traz em seu portal a confirmação após ouvir o prefeito:

Em entrevista concedida aos veículos do Grupo RBS na tarde desta segunda-feira, o prefeito de Florianópolis, Cesar Souza Junior (PSD) anunciou que vai solicitar as licenças necessárias junto à Fatma e ao Patrimônio da União para a construção de uma marina na região da Beira-Mar Norte, na altura do monumento dos bombeiros.

Para quem não leu, o prefeito disse o seguinte na entrevista:

Estamos fechando o projeto da parceria público-privada de marina em Florianópolis. O espaço inicialmente previsto era naquela curva próxima ao Beiramar Shopping. Na sondagem, verificou-se que há muita lage de pedra ali e se passou para uma área mais central, próxima ao monumento aos Bombeiros. A previsão é que a iniciativa privada invista todos os recursos e tenha condições de explorar a área. Não inventamos nada mais ali para não complicar o processo. Não vai ter centro comercial, como previsto antes. Vai ter um parque, que o empreendedor vai se obrigar a fazer. A questão está bem amadurecida.

VÍDEO da entrevista:


Leia mais: 



sexta-feira, 17 de julho de 2015