Mostrando postagens com marcador Ponta do Coral. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ponta do Coral. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Da Ponta do Recife à Ponta do Coral


Durante horas, no interesse de um cliente, analisei enorme processo na SPU, com três volumes repletos de documentos históricos (que deveriam estar em um museu, pois estão se deteriorando), contemplando transações e regularizações envolvendo áreas alodiais e supostos terrenos de marinha em área antigamente conhecida como Ponta do Recife, uma grande gleba na Agronômica hoje localizada entre a Federação Catarinense de Tênis, o empreendimento da WOA e a, agora, chamada Ponta do Coral. 


Na planta acima, é possível observar o antigo toponímico "Ponta do Recife" e as exatas dimensões do trapiche que havia e que operava no transbordo de combustíveis da companhia norte-americana Standard Oil. Uma das várias estruturas de apoio náutico que a cidade perdeu ao longo das últimas décadas (e o trapiche da Praia da Saudade, em Coqueiros vai pelo mesmo caminho, acabando por virar rabiscos em numa planta antiga).


Toda a área sempre esteve nas mãos de particulares até fins da década de 1930, quando o Estado passou a adquirir os terrenos com benfeitorias e consolidá-los, alguns com partes supostamente terrenos de marinha objeto de aforamento caído em comisso.


A razão de tais aquisições não constam nos autos, mas posteriormente receberam as pistas da Via de Contorno Norte e instalações da Fucabem.


Um dos terrenos comprados pelo Estado em 1938 foi adquirido da “Carris Urbanos e Suburbanos”, empresa particular de origem inglesa que obteve a concessão por 60 anos e marca o início do sistema de transporte público urbano em Florianópolis, com duas linhas saindo da estação central na praça Floriano Peixoto (renomeada para Fernando Machado no governo esquerdista de Sérgio Grando - curiosamente atendendo a antigo pleito monarquista!).

Uma destas linhas ia até a estação da concessionária na Agronômica. 


Esta forma de transporte rudimentar perdurou até a década de 1930, quando a concorrência dos ônibus suplantou a tecnologia existente e a empresa acabou fechando. Daí, certamente, a venda ao Estado do terreno na Agronômica onde se instalara.

Hoje, exceto a Ponta do Coral, todo o restante da gleba (rachurada na planta abaixo) encontra-se sob titularidade do Estado - embora cedida a associações de moradores, entidades desportivas, estabelecimentos de ensino e outros entes públicos...


Há uma parte alodial e outra supostamente constituída por terrenos de marinha, inclusive mediante aforamento caído em comisso e posteriormente revigorado.

É uma área enorme, com mais de 50.000 m2, a merecer maior atenção para atender ao interesse público, com atividades assistenciais e voltadas à educação, ao esporte e ao lazer.

É o que pretende, por exemplo, uma das mais antigas instituições da região: a Associação Recreativa Cultural Esportiva Agronômica - ARCEA, fundada há mais de 30 anos e que esta elaborando oportuno projeto de inclusão social através do esporte.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Deu no Ricardinho Machado: Navios... ao Leste


Colunista Ricardinho Machado, do Guia Floripa, é um grande parceiro na luta pelo desenvolvimento náutico da capital catarinense. 

A seguir, duas notas sobre o tema em sua coluna (02/07/2015):

Morrendo na praia
O catarinense Vinícius Lummertz, presidente da Santur, em palestra da LIDE, disse que Santa Catarina precisa trazer turistas de alta renda. Presidente da entidade, que congrega o PIB do estado, Wilfredo Gomes, fez coro. Mas de que adianta fazer campanha em busca desse segmento turístico se nos falta infraestrutura e quando aparecem projetos de grandes hotéis, marinas e equipamentos de entretenimento, bate na trave de órgãos ambientais ou de grupos considerados contras. Floripa, por exemplo, perde pra Itajaí e Porto Belo no receptivo de navios de cruzeiro. A Ilha Capital ainda não tem uma marina internacional. Enquanto não remover essa ideia de uma ilha de costas pro mar vamos continuar a ver navios… passando ao leste.

Sem portal
A Ilha Capital já sofreu vários golpes contra o segmento turístico o que lhe qualificaria como uma economia sem chaminé. Perdemos hotéis nas décadas de 70 e 80. E em pleno século 21 deixamos de receber o que poderia ser o Portal do Mar em plena Avenida Beira-mar Norte. Por alguns metros de aterro o projeto do hotel marina na Ponta do Coral foi literalmente enterrado.



 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Hotel na Ponta do Coral tem apoio também em São José


Na última segunda feira, 29/06, a CSA – Câmara Socioambiental da AEMFLO e CDL de São José realizou o evento "Um dia para falar do mar de São José/SC", com presença das coordenações do Projeto Tamar,  da certificação Bandeira Azul, do GT Náutico de SC, da Acatmar, de secretários municipais, entre outros convidados.

Comparci na companhia do empresário Dilvo Tirloni, suplente de vereador em Florianópolis, articulista destacado, ex-presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis - ACIF e atual Conselheiro da centenária entidade. 

Tive oportunidade de manifestar que há alguns anos realizei visita técnica ao Centro Histórico de São José, propondo a implantação de um moderno píer no local, em atendimento ao transporte aquaviário de passageiros, ao turismo náutico, à navegação de esporte recreio e à pesca artesanal, restabelecendo a ancestral relação dos josefenses com o mar e o avistamento da paisagem náutica. Em reaposta, a Fundação Municipal de Cultura e Turismo de São José noticiou que este trabalho inicial foi adiante e que, para breve, haverá chamada pública de projetos, com apoio da Acatmar.

Referi sobre outra visita técnica, esta a Governadpr Celso Ramos, também a alguns anos, em que levei representante da Bandeira Azul à Prefeitura para avaliar a possibilidade de certificar a Praia de Palmas. A notícia foi de que a idéia evolui, inclusive com ida de representação municipal a evento da Bandeira Azul no Nordeste.


Em dado momento, questionados sobre os entraves no licenciamento do complexo turístico na Ponta do Coral, eu e Dilvo Tirloni demos pronta resposta.

Dilvo usou a expressão "nosso projeto e explicou: "Não é mais da Hantei, é NOSSO, da cidade. E queremos o projeto original, nem que tenha que esperar mudar o prefeito!". Foi aplaudido.

Pontuei que a região deve se unir em torno de projetos turísticos estratégicos como o da Ponta do Coral, pois os potenciais investidores de fora não sabem onde termina Florianópolis e começa São José, por exemplo, de forma que a percepção de insegurança jurídica e má-vontade política afeta a todos os municípios conurbados.

Anotei que a poderosa onda positiva de prosperidade socioeconômica e de incremento da autoestima comunitária -  gerada por um empreendimento deste elevado quilate - propagar-se-ia por ambas as baías, favorecendo toda a orla.

Ficou evidente, pela favorável reação do público presente, que também em São José o empreendimento projetado para a Ponta do Coral conta com majoritário e esclarecido apoio.

Levantei também a questão dos terrenos de marinha como grande entrave ao planejamento e desenvolvimento em âmbito municipal, problema cuja solução passa pela aprovação da PEC 53/2007 do Senado, que determina a transferência da titularidade destas áreas aos autuais ocupantes e das desocupadas aos respectivos municípios.

Foi também muito elogiado pelos presentes o mundialmente recordista projeto ReÓleo, da Acif, de viés ambiental mas, sobretudo, educacional, que colocou Florianópolis no Guiness Book como a cidade que mais coletou óleo de cozinha usado no mundo.

A iniciativa da Acatmar de encabeçar a campanha pela atualização da carta náutica da região após batimetria, antigopleito  da Capitania dos Portos, igualmente foi bem recebida.

A união de esforços entre o Projeto Tamar e a Prefeitura de São José ganhou merecidos aplausos com a notícia de que oleiros locais poderão criar réplicas em cerâmica de tartarugas e comercializar através do Projeto Tamar.


domingo, 28 de junho de 2015

Ponta do Coral: Exemplo de resiliência empreendedora!


Dia a dia cresce o movimento na cidade para que a Hantei não só não desista de empreender seu complexo multiuso de lazer na Ponta do Coral como também regate O PROJETO ORIGINAL (imagem)!

Semana passada recebi longa missiva, histórica, repleta de fatos, argumentos e documentos que demonstram a insana e ideológica perseguição que o epreendimento vem sofrendo, com reforços de natureza político-partidária e de concorrência desleal também.

Uma frase, porém, demonstra todo o espírito de resiliência que empolga os empreendedores e lhes mantém firmes no kafkiano front se batalha:

"... a lei está conosco, vamos vencer a cada etapa e a cada desafio que forem criando e inventando ao longo desta caminhada..."

Descritivo do NOVO PROJETO:

- Terreno adquirido, por licitação, em 16 de Dezembro de 1.980, já com a intenção de utilização turística.
- O projeto foi submetido a 04 audiências públicas, com aprovação massiva, de mais de 90% dos participantes.
- Para a tão propalada contribuição negativa no tráfego, existem 04 estudos, 03 contratados pela Hantei e 01 pela FATMA, os quais atestam que o empreendimento traz uma contribuição pequena, tanto na fase de construção quanto na fase de operação do Hotel. Hóspede não tem horário para chegar e sair do hotel; quem se desloca para um hotel 05 estrelas, o faz via aérea; hotel possui comportamento diferente de estabelecimentos como escolas, comércio, prestação de serviços, teatros, edifícios comerciais e residenciais, os quais possuem horário de saída e chegada com muita concentração.
- Este comportamento do tráfego, pode ser observado nos vários hotéis que existem hoje na Avenida Beira Mar Norte, os quais, além de não ter pista de aceleração e desaceleração, não trazem qualquer impacto relevando ao tráfego na região.
- O atual projeto será 100% construído na área alodial do terreno (3.300,00m²), representando menos de 30% da área do projeto anteriormente aprovado pela PMF.
- Não haverá aterro no terreno
- Projeto com conceito arquitetônico inovador, funcional, estético e de muita integração e sinergia com o entorno da cidade.
- O projeto contempla um belíssimo restaurante panorâmico de cobertura
- Centro de Convenções com altíssima qualificação em sua montagem e equipagem, para atender a uma demanda exigente de executivos, contribuirá significativamente para o fortalecimento do turismo com eventos conjugados: Seminários, Congressos, Reuniões de executivos, Encontros científicos, dentre outros, os quais atraem turistas, executivos, estudiosos, durante todo o ano e não na alta temporada apenas, reduzindo a sazonalidade turística.
- Revitalização de toda a área, com projeto paisagístico, completando a revitalização da Avenida Beira Mar.
- Trará segurança para o local, hoje sofre com invasões (principalmente noturnas) por drogados, prostitutas (os) e afins.
- Tratamento de todo o esgoto, hoje lançado ao mar, sem qualquer tratamento.
- Geração de 500 empregos diretos durante a fase de implantação/construção
- E, 1.500 empregos diretos e indiretos, durante a fase de operação.
- Prioridade de contratação da mão de obra da Grande Florianópolis, com foco mais concentrado no entorno do empreendimento (agronômica, Trindade, etc.).
- Geração de novas receitas para o município, no montante de R$ 8.500.000,00/ano, com novos impostos e taxas.
- Implantação, pelo lado do mar, de pistas para pedestres e ciclistas.
- Espaço gastronômico (restaurantes, cafés, bares, etc.) no térreo do empreendimento, voltado para fora (externo), trazendo “vida” diurna e noturna à beira mar.
- Enfim, Florianópolis é uma cidade turística, com quase dois bilhões de faturamento no setor. O crescimento turístico requer qualificação, dadas às características geográficas limitadoras (ilha) à sua expansão. Portanto, ter uma hotelaria de alta qualidade e localização privilegiada cumpre o este objetivo além de diminuir a sazonalidade.
- Florianópolis também é capital de um dos mais prósperos estados da federação, portanto a construção do hotel da Ponta do Coral também atenderá a esta necessidade, que é ter hotelaria e hospitalidade com as atividades do polo governamental. A estas vocações também se pode juntar a de cidade do conhecimento, sob a égide do setor de tecnologia - um dos mais desenvolvidos do país e que também requer equipamentos receptivos de alta qualidade.
- Por fim, não bastassem todas as qualificações e contribuições que o empreendimento trará para nossa Capital, conta ainda o mesmo com o apoio de 17 entidades de classe, formalmente constituídas, as quais possuem mais de 27.000 associados pessoas jurídicas, em nosso Estado.

sábado, 20 de junho de 2015

Empreendimento na Ponta do Coral vítima de perseguição ideológica


Jornalista Upiara Boschi, em boa hora, divulgou no portal do Diário Catarinense nota da construtora rebatendo os surreais ataques de encomenda - claramente permeados pelo léxico ("mimimi") esquerdista - ao notável empreendimento de lazer, de evidente utilidade pública, que a Hantei luta para erguer na Ponta do Coral:

Construtura Hantei rebate argumentos dos peritos do MPF

Em nota, a construtora Hantei, responsável pelo empreendimento, defendeu o Estudo Complementar ao EIA-RIMA para construção do hotel na Ponta do Coral e questionou pontos levantados pelos laudos técnicos solicitados pelo MPF — inclusive a competência dos peritos. Leia a íntegra da manifestação da Hantei:

— Os estudos ambientais do EIA/RIMA da Ponta do Coral envolveram mais de 30 empresas, com seus respectivos especialistas (mais de 60 profissionais). São doutores, professores, mestres, cada um em suas respectivas áreas de atuação. Também foram utilizados por estas empresas e seus especialistas, os mais modernos equipamentos de pesquisa existentes no Brasil e no exterior. São mais de 3.000 páginas que documentam e solidificam os estudos ambientais, devidamente protocolados na FATMA, há mais de três anos, inclusive abertos para conhecimento de toda a população.

— Os estudos e laudos do EIA/RIMA foram feitos por especialistas e são simplesmente questionados por técnicos recém admitidos e/ou estagiários.

— Alguns pareceres técnicos da recomendação do Ministério Público apresentados somente agora são de 2012 e levaram em consideração o “complexo” que reunia aterro, marina, hotel, centro de convenções, mall, estacionamento rotativo, 9 praças, anfiteatro e área de construção de 101.439,69 m². Ou seja, não são referentes ao atual projeto da Ponta do Coral.

— Em quase todos os pareceres técnicos é solicitada a elaboração de EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança), um documento que foi dispensado pela Justiça em nível de recurso no Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

— O IPHAN, que foi referido em um dos pareceres, já se posicionou favorável à concessão do licenciamento ambiental.

— Há nos pareceres uma invasão de competência. Várias considerações e posicionamentos, principalmente com relação ao enquadramento urbanístico, não fazem o menor sentido. Há considerações sobre o novo plano diretor de Florianópolis, que foi suspenso por decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

— Em quase todos os pareceres é feito referência ao interesse público na área. Em primeiro lugar, esta definição é da Prefeitura e não do MPF; e, em segundo lugar, caso seja de interesse público, que se indenize o proprietário, lembrando que o terreno paga aproximadamente R$ 600.000,00 de impostos por ano. Ou seja, segundo a próprio Prefeitura o valor do terreno é estimado em R$ 100 milhões.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Hantei é ponta firme!


Deu na coluna Visor, do jornalista Rafael Martini, no Diário Catarinense (15/06) o que venho afirmando: projeto da Hantei na Ponta do Coral segue firme, apesar dos absurdos obstáculos impostos pelo Poder Público a tão qualificado empreendimento.



quinta-feira, 11 de junho de 2015

Hora de fazer as contas na Ponta do Coral


O que sai mais rápido? O prefeito da prefeitura ou uma decisão judicial que libere a obra? É esta a conta que os empreendedores irão fazer... Na pior das hipóteses a terceira via: uma multimilionária ação de desapropriação indireta contra a Prefeitura.

Sem prejuízo de justas representações administrativas e ações cíveis e criminais contra todos os que estejam, por exemplo, prevaricando.

Notícia veiculada pelo Diario Catarinense mostra toda a sujeira contra o empreendimento na Ponta do Coral:

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Ponta do Coral: "Tudo indica que em alguns dias a novela vai acabar e a construção começar."


Nota na coluna do Cacau Menezes no Diario Catarinense de (05/06) mostra a correção do ponto de vista que venho defendendo, corroborado pelo jornalista Upiara Boschi em recente matéria no mesmo jornal: engana-se que pensa ser definitivo que o complexo turístico não pode mais sair do papel. Entraves são superáveis. 

Há estratégias possíveis, pela ordem:  a que está sendo adotada pela Hantei, adaptando-se às seguidas dificuldades criadas pelo prefeito e aguardar o desfecho legislativo quanto às alterações nas regras do novo Plano Diretor que afetam o empreendimento; buscar a via judicial e provar a correção técnica do projeto (e há quem diga que o ônus político para o prefeito é menor do que ser acionado pelo MP); e, finalmente, dar uma pausa no licenciamento e aguardar o resultado das próximas eleições municipais, pleito em que a reeleição do prefeito, por ora, é improvável.

Engana-se, também, quem pensa que transformar o imóvel em AVL - Área Verde de Lazer, acarretará menos ônus à Prefeitura do que desapropriá-lo. Como já escrevi a respeito aqui no blog, restrições administrativas que impactam o uso econômico do imóvel ensejam pedido de indenização por desapropriação indireta, devendo ser integralmente ressarcida a perda de valor.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Economia do mar: todos no mesmo barco


Portos, cruzeiros, estaleiros, marinas, biotecnologia azul, mineração marítima, indústria pesqueira, pesca artesanal, mergulho, vela, eventos na orla e competições em geral. Todos no mesmo barco da "Economia do Mar".

Na imagem, belíssimo projeto turístico para a Ponta do Coral, em Florianópolis (SC).

O Notícias ao Minuto, de Portugal, informa: 

"As 'barreiras de pape' continuam a travar o desenvolvimento de setores promissores da economia do mar, como a aquacultura, defende o especialista Miguel Marques, que pede mais estabilidade na legislação.

"Para  que o setor do mar cresça mais 'está a faltar acima de tudo alguma consistência nas regulamentações, ou seja, que os empresários saibam atempadamente quais os regulamentos que existem e que vão existir, que sejam estáveis e que não tragam um excesso de carga burocrática', argumenta o economista e autor do LEME, o Barómetro que a consultora PricewaterhouseCoopers (PwC) dedica anualmente à economia do mar.

Vale a pena ler toda a matéria:

terça-feira, 2 de junho de 2015

Jornalista Upiara Boschi: projeto na Ponta do Coral segue tramitando


Matéria do jornalista Upiara Boschi para o Diario Catarinense destaca postagem de Nelson Moraes Filho, um dos sócios da Hantei, empresa desenvolvedora do complexo turístico na Ponta do Coral, compartilhando publicação aqui do blog sobre o tema.

A linha de raciocínio trilhada por Upiara Boschi no DC converge com o que venho dizendo: o trâmite do processo, mesmo no âmbito administrativo municipal, não está encerrado.

Confiram a matéria: 

domingo, 31 de maio de 2015

Ponta do Coral: via Facebook empreendedor cobra palavra do prefeito


Manifestação foi postada agora há pouco (31/05, 11h49), via Facebook.

Jornalista Rafael Martini posiciona-se a favor de hotel na Ponta do Coral


Na coluna Visor deste domingo (31/05), Rafael Martini, um dos mais destacados jornalistas do Diário Catarinense, manifesta, em tom de desabafo, sua opinião sobre o complexo turístico em licenciamento para a Ponta do Coral, alvo de persistente lobby contrário que pode estar conjugando interesses político-ideológicos com provável concorrência deselal no segmento. Volto depois:

"Na semana passada, bastou circular a informação que a prefeitura decidiu, com base em parecer técnico-jurídico, não autorizar a construção do hotel na área, para receber inúmeras mensagens questionando se este colunista era contra o futuro da cidade, defensor dos que não querem o desenvolvimento e coisa e tal. E olha que era apenas a notícia nua e crua. Para não ficar em cima do muro, vou logo dando opinião: sou contra a simples construção do hotel ou implantação de um parque público pelo município.

"Minha tese é que Floripa ganharia com uma solução estilo terceira via: um complexo hoteleiro de alto padrão na região, com uma senhora compensação bancada pela iniciativa privada. Leia-se custear a entrega de uma área pública equipada com toda a estrutura necessária para convivência e cidadania na Avenida Beira-Mar Norte. Como tudo na vida, o melhor caminho ainda é o do bom senso. Basta tê-lo!".

Ora! O modelo de projeto que o colunista defende é exatamente o original previsto para a área pelo empreendedor:


Contemplava grande parque público contornando belíssimo hotel com centro de convenções, amplo estacionamento e moderno paisagismo integrando nove praças temáticas, decks náuticos junto a calçadão e coclovia, marina flutuante, lojas, bares e restaurantes com mesas ao ar livre e simpático portinho pesqueiro.


Talvez tenha faltado bom senso à maioria pensante para, no melhor momento, defender com todas as letras, abertamente - quanto mais em colunas de opinião - esta proposta realmente transformacional. De todo modo, com o perdão do clichê, antes tarde do que nunca!


Parabéns ao jornalista.


quinta-feira, 28 de maio de 2015

Via judicial para o projeto na Ponta do Coral


Dois dos mais competentes jornalistas do Grupo RBS, Rafael Martini (coluna e blog Visor) e Upiara Boschi (coluna e blog Bloco de Notas), gravaram um papo rápido sobre o futuro do belo projeto turístico na Ponta do Coral, em Florianópolis, que vem sendo vítima de perseguição político ideológica e, talvez, até de concorrência desleal (vide postagens anteriores aqui no blog.

Confiram o vídeo, retorno depois:


No meio do "tricot" esqueceram da via judicial como caminho possível e previsível para tirar o projeto do papel. Há vários precedentes. Aliás, muitos investidores já iniciam projetos desta magnitude com o "budget" jurídico provisionado, sabedores da "contaminação ideológica" na fase do licenciamento. No Judiciário, como as decisões são em geral técnicas e não políticas ou ideológicas, os órgãos licenciadores e os MPs têm levado a pior. 

É preciso lembrar, também, que a causa das recomendações dos MPs, o decreto autorizando esta e outras dezenas de obras na cidade, será superado com a aprovação de um projeto de lei que está sendo encaminhado pela própria Prefeitura à Câmara Municipal.

Quanto às supostas deficiências na parte viária do projeto apontadas pelo IPUF, se procedentes, é apenas questão de alterar a planta. Se improcedentes, cabe recurso administrativo ou, por fim, o questionamento judicial, com pedido de liminar, por exemplo, fazendo as vezes do alvará, para prosseguimento do licenciamento junto à FATMA.

É uma questão de perseverar.

Forte abraço a ambos!


quarta-feira, 27 de maio de 2015

Ponta do Coral refém da mediocridade


Este era o magnífico projeto original para a Ponta do Coral, com belíssimo paisagismo, marina flutuante, grande parque público com nove praças temáticas, decks náuticos, portinho pesqueiro, boas lojas, bares e restaurantes, centro de convenções e hotelaria de altíssimo nível, tudo a ser construído e mantido pela iniciativa privada. 


Um equipamento turístico e de lazer público de classe mundial, que transformaria um local inóspito e perigoso em um dos mais encantadores espaços de convivência comunitária do mundo. 


Foi sabotado pela mediocridade que grassa na Secretaria do Patrimônio da União e na Prefeitura de Florianópolis e pelo maniqueísmo ideológico que predomina no Ministério Público Federal. 

Sem argumentos técnicos ou jurídicos convincentes, proibiram o necessário e inofensivo aterro e o projeto teve que ser substancialmente diminuído.

Foram-se a marina e o grande parque público e restou apenas uma parte do hotel e da área comercial e de eventos, ceifando enormemente o espaço de lazer para a comunidade.


Mesmo assim, é algo infinitamente melhor para a cidade do que qualquer outra idéia alternativa proposta, pois o complexo turístico, além de tornar o espaço um local de grande importância sócio-econômica, gerando indispensáveis postos de trabalho, renda e tributos, finca ali a bandeira da segurança pública, com movimento e vigilância 24 horas em um um local que, de outra forma, se tornará território para marginais, tráfico e consumo de drogas e crimes contra os transeuntes.


Quando tudo parecia ir menos mal do que nada ter de realmente bom, surge a pífia alegação de que "vai atrapalhar o trânsito", como se um parque público (isolado, como quer uma minoria), por mais insípido que seja, não fosse gerar fluxo de tráfego relevante.

O fato, é que complexos turísticos têm um entra e sai de veículos (a maioria táxis e vans) totalmente diluído ao longo do dia e da noite, ao contrário de condomínios residencias e comerciais, repartições públicas e estabelecimentos de ensino, que geram enorme fluxo em horários determinados, a exemplo do prédio do MPF na mesma avenida e de um grande conjunto de edifícios residenciais em obras a poucos metros da Ponta do Coral, do outro lado da via.


É preciso dizer que o que gera problemas de mobilidade urbana não são a construção civil, a verticalização, o adensamento, a implantação de áreas comerciais em meio a residências. Tudo isto é uma grande solução: a formação de centralidades, estimulando a caminhada, barateando a instalação e a prestação de serviços públicos como saneamento, segurança e saúde e criando densidade populacional suficiente para atrair estabelecimentos prestadores de serviços e outros. Um círculo virtuoso urbano que se cria.

O que acarreta problemas de mobilidade urbana é a deformação cultural que privilegia o automóvel particular em detrimento de outras opções mais racionais de deslocamento, é a falta de investimentos em transporte público coletivo multimodal integrado, barato e de qualidade, é a falta de calçadas que estimulem deslocamentos a pé e de políticas de trânsito radicais que favoreçam o uso da bicicleta.


Merecem repúdio gestões municipais ineficientes, preguiçosas e demagogas, que, de braços dados com o bolivarianismo, preferem o caminho fácil e eleitoreiro de atacar a construção civil formal, lançando-lhe, com expressões como "sanha imobiliária", o anátema de vilã da mobilidade urbana e da degradação ambiental, ao invés de enfrentar com inteligência e ações efetivas os grandes desafios: do transporte público dissociado dos interesses da população, da falta de saneamento, dos loteamentos irregulares, das construções clandestinas e da incipiente geração de oportunidades pelo ambiente hostil ao desenvolvimento econômico (que criou distribuindo ineficiências).

O prefeito preferiu a segurança covarde de esconder-se atrás de pareceres jurídicos de conveniência, alinhados com um nefasto processo de engessamento do progresso promovido por um Ministério Público ideologicamente aparelhado, que faz da questão ambiental nova frente de ataque ao capitalismo.


Dizer que vetou o projeto "porquê o MP recomendou" é estabelecer precedente perigosíssimo, pois agora terá que se curvar a todas as "recomendações" que de lá vierem. É melhor, então, renunciar ao mandato e dar a chance de que a cidade seja administrada por alguém que não se submeta, por covardia, a terceirizar sua gestão "ao MP".

Como um pusilânime Pôncio Pilatos, o prefeito, lavou as mãos e está empurrando o redentor projeto turístico da Ponta do Coral a longo e oneroso calvário nas vias judiciais, de que, oxalá!, possa "ressuscitar" pela boa técnica aliada ao bom senso, unidos a serviço de um futuro mais promissor para nossa cidade.



quinta-feira, 16 de maio de 2013

Torre icônica na orla com 54 andares e 194 apartamentos de luxo ao lado de secular patrimônio histórico. Na Suécia pode.


Turning Torso, segundo a Wikipédia, é um arranha-céus localizado na cidade de Malmö, na Suécia, no lado sueco do estreito de Öresund. Foi desenhado pelo famoso arquiteto Santiago Calatrava com base em uma de suas esculturas, chamada "Twisting Torso".

A torre tem uma altura de 190 m e 54 andares. Após sua conclusão ganhou o título de "edifício mais alto da Escandinávia", sendo o segundo maior edifício residencial da Europa, atrás apenas do Triumph-Palace em Moscou com 264 m de altura.

A estrutura do prédio apresenta nove grandes cubos em angulação progressiva, que abrigam 149 apartamentos de luxo.

Confiram imagens do empreendimento vistas por diversos ângulos!


           

    


 



quarta-feira, 17 de abril de 2013