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segunda-feira, 17 de abril de 2017

VÍDEO: CACAU MENEZES REPERCUTE IDEIA DE APROVEITAMENTO NÁUTICO DO RIO DO BRÁS


O aproveitamento náutico do Rio do Brás, em Florianópolis (SC), beneficiando a navegação de esporte e recreio, a pesca artesanal, o turismo de cruzeiros e o lazer na orla, foi objeto de recente postagem aqui no blog.

A ideia foi repercutida hoje pelo jornalista Cacau Menezes em sua coluna eletrônica no Jornal do Almoço, programa da retransmissora da TV Globo em Santa Catarina.

sábado, 15 de abril de 2017

NEW RIO DO BRÁS

  


Esta marina inshore - ano após ano distinguida com a Bandeira Azul - poderia ("mutatis mutandis") ser em Canasvieiras, praia de Florianópolis/SC, recebendo em seu interior - como venho sugerindo com apoio do experiente engenheiro costeiro Braga Martins e do dedicado geógrafo José Luiz Sardá - além de embarcações de esporte e recreio, barcos de pesca artesanal e tenderes trazendo turistas de cruzeiros fundeados ao largo.   

Mas é no Mar Egeu: trata-se da Sani Marina, que conta com resort e concessão balnear da faixa de areia, ordenando a orla...  

Projeto conceito para o Rio do Brás - prevendo fixação da barra com molhes, despoluição, desassoreamento, macrodrenagem e aproveitamento das margens como espaço comunitário de lazer - já foi gratuitamente apresentado pelo Braga à comunidade em evento sobre saneamento que realizei no auditório - lotado - do S7 Coworking, onde há dois anos instalei o escritório!   

Quem não foi, perdeu...

domingo, 6 de setembro de 2015

Canasvieiras pode ganhar alargamento da praia

Foto: José Luiz Sardá/Acervo

Fotos antigas mostram a praia de Canasvieiras, em Florianópolis (SC), com larga faixa de areia, condição que se perdendo ao longo dos anos.

A recuperação ambiental pode ser realizada recompondo a faixa de areia através de bem planejada obra de engenharia costeira.

Por isto, indiquei a CB&I à ACIF - Associação Comercial e Industrial de Florianópolis.

Os resultados começam a aparecer, conforme release distribuído pelo CODENI - Conselho de Desenvolvimento do Norte da Ilha:


CB&I confirma presença pra 38a Reunião do CODENI para exposição da noite sobre ALARGAMENTOS DE PRAIA

Data: 14/09/15 as 19h na ACIF Canasvieiras

A CB&I é, atualmente, a principal empresa focada em infraestrutura no mundo e referência mundial em prestação de serviços de engenharia, meio ambiente e tecnologia no setor privado e governamental. Através da experiência adquirida em seus mais de 120 anos de existência e, do expertise desenvolvido pela equipe composta de mais de 50.000 funcionários alocados ao redor do mundo, a empresa oferece soluções de ponta à indústria de infraestrutura, mantendo compromisso constante na segurança de seus funcionários e operações e na manutenção da qualidade dos serviços prestados.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Píer de Canasvieiras é obstáculo para cruzeiros


Matéria de 2012 do repórter André Luckman para o Diário Catarinense, mostra que não basta realizar a batimetria para que os cruzeiros retornem a Florianópolis: é preciso, também, reformar o pier de Canasvieiras (mas, antes, prefeitura tem que regularizar este bem público municipal na SPU, na ANTAQ e em órgãos ambientais)!:

Está nas mãos da diretoria italiana da MSC Cruzeiros, uma das cinco armadoras que trabalham na costa brasileira, a decisão sobre investimentos da empresa em infraestrutura para reforçar a posição de Santa Catarina na rota dos transatlânticos.

Nesta semana, uma equipe executiva formada por diretores, técnicos e advogados rodou pelo litoral dos três estados do Sul e adiantou uma predileção por ampliar sua operação em SC. O objetivo da visita foi identificar viabilidade de novos pontos de escala para diversificar e ampliar o mercado do segmento no Sul do Brasil. 

Nos últimos anos, os cinco portos catarinenses criaram competitividade suficiente para se destacar no cenário de logística nacional. No entanto, essa infraestrutura ainda é tímida no segmento turístico. Ainda que São Francisco do Sul tenha entrado recentemente neste mercado, o Estado, hoje, tem apenas três portos que recebem navios com frequência, ficando relegado a uma fração pequena da movimentação econômica, que alcança R$ 1,4 bilhão por temporada.

E é com o objetivo de ampliar este mercado e diversificar os destinos que pode explorar em SC que a MSC prospectou potenciais pontos de atracação já para a próxima temporada. A diretora operacional da empresa, Márcia Leite, ressaltou que a MSC pode participar financeiramente dos projetos de construção ou reforma de atracadouros, como já fez em portos europeus. Hoje, a MSC concorre na licitação para a reforma do Porto de Santos (SP). 

Mesmo depois da rota de visitas ao litoral do Sul, que encerrou ontem no Porto de Paranaguá (PR), Márcia se recusou a adiantar sua análise sobre os possíveis pontos de investimento. A MSC Cruzeiros justificou que é uma empresa familiar e todas as decisões estratégicas como essa passam primeiro pela matriz, na Itália.

No entanto, a diretora, que também é coordenadora de infraestrutura da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar), reafirmou que SC deve ser mais explorada pelo seu apelo turístico natural. Além disso, geograficamente é um local estratégico para viagens maiores, como as com destino à Argentina e ao Uruguai.

— O interesse no Brasil não decorre apenas da crise econômica na Europa e nos EUA, mas principalmente pelo crescimento do mercado. Já tivemos vários navios nos EUA, mas hoje se há um navio lá, outros quatro a seis estão na costa brasileira. O Brasil é o segundo mercado da MSC, atrás apenas do Mediterrâneo — complementou.

Na Capital, a ideia de explorar esta nova modalidade turística de alta renda está em pauta há pelo menos seis anos, e quem acompanhou a equipe técnica da MSC pelos píeres da cidade revela esperança em retomar as escalas de navios em Florianópolis, que viu seu último transatlântico em 2009.

Segundo o diretor de Turismo da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif), Ernesto São Thiago, a semana foi de comemoração.
 
— A negociação com as outras empresas nunca era favorável, a relação sempre foi de cima pra baixo. Não tinham interesse em investir no destino Florianópolis, queriam apenas serem convidados para a festa pronta.

A mesma justificativa é partilhada pelo presidente da Santur, Valdir Walendowsky, que também destacou o ineditismo da abordagem.

Canasvierias é a principal aposta

Membro da equipe que acompanhou a MSC em Florianópolis, o diretor de Turismo da Acif, Ernesto São Thiago, disse que a empresa considera possível o aproveitamento do trapiche de Canasvieiras para voltar a receber navios. O requisito principal seriam obras de reforço na estrutura. 

— A nossa principal preocupação era com a largura do trapiche, mas eles não mostraram preocupação quanto a isso; falaram que já operaram com trapiches menores. As condições com certeza não serão as ideais, mas há possibilidade de operar do jeito que está em escala de testes.

A partir do reforço da estrutura, considera-se adicionar uma ponteira flutuante em formato de "T" no trapiche, de forma que acompanhe o movimento da maré. Para justificar o otimismo, São Thiago defendeu que nenhuma dessas obras representa mudança de impacto ambiental, portanto não estaria sujeita ao trâmite lento do processo de licenciamento.

O desembarque de turistas em Canasvieiras não é novidade: o verão de 2007 foi marcado pela instalação da polêmica poita na baía, uma espécie de boia ancorada em alta profundidade a fim de permitir o fundeamento de transatlânticos. Mas até o verão de 2009, cerca de 20 navios de pequeno porte chegaram a atracar na baía, com método de desembarque parecido com o que se pratica hoje em Porto Belo: do alto-mar, os passageiros são levados à terra por embarcações menores apelidadas de "tender".

Estima-se que a operações não se repetiram em outros anos por dois problemas principais: a estrutura do trapiche era ainda ainda menor do que a existente hoje, e confusões entre passageiros das escunas de verão com dos transatlânticos foram registradas na época. Outro fator que atrapalhou o desembarque foi o incansável vento que tradicionalmente bate em Florianópolis. 

— Hoje, a tecnologia dos navios já está melhor e os tenders são mais resistentes ao vento e às ondulações do mar — diz São Thiago. 

Questionado sobre a insistência no trapiche de Canasvieiras e não na badalada Jurerê, por exemplo, que também dispõe de um píer, São Thiago afirma que o principal gargalo não tem a ver com estrutura aquática, mas sim com a chamada retroárea. O trapiche utilizado pela marina de Jurerê está escondido no trecho apelidado de Canajurê, entre as duas praias, cujo único acesso é por uma antiga e estreita estrada.

— Não dá para imaginar 2 mil passageiros sendo despachados por ali. Em Canasvieiras, principalmente depois da conclusão da SC-401 duplicada, já temos condição de fazê-los desaparecer na cidade — destacou.

sábado, 29 de setembro de 2012

Quais ações dos candidatos a prefeito para reinserir Florianópolis na rota dos cruzeiros marítimos? (ATUALIZADO)


Temos acompanhado debates presencialmente e pela mídia, mas até agora nenhum dos candidatos respondeu OBJETIVAMENTE como resolverá esta antiga demanda da cidade.

O Turismo de Cruzeiros em Florianópolis é um diamante bruto a ser extraído de nossas águas para que possa ser lapidado com planejamento e qualificação. O barão Von Wangenheim, de olho no futuro, já o tinha prospectado na década de 1930, quando dirigente da ACIF. Não o ouviram e fomos perdendo competitividade. Hoje os estudos estão aí para comprovar que o sobrinho de Carl Hoepcke estava corretíssimo. Florianópolis é o 2º destino mais solicitado para escalas de cruzeiros no Brasil – uma enorme demanda reprimida, portanto. Não é apenas um “pier” que se precisa implantar aqui: é o Porto Turístico Internacional de Santa Catarina, um "home port" de cruzeiros que atenderá todo o Sul do Brasil e será a constelação maior de uma rede de portos cobrindo todo o Cone Sul, interligados do Rio de Janeiro a Valparaíso no Chile. Centenas de milhares de turistas nacionais e estrangeiros partirão de Florianópolis para seus cruzeiros e aqui chegarão ao final deles, dinamizando com o "turnaround" a economia de toda a região, a começar pela hotelaria. É um cenário possível, mas precisamos de união de esforços, como o apoio já manifestado por quase 20 entidades, entre sindicatos, associações de classe e ongs. Nas redes sociais, apenas em um grupo no Facebook, são quase 20.000 pessoas apoiando a idéia, com foto, nome e sobrenome.


Segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgado no Seatrade South America Cruise Convention, encontro mundial do segmento, o turismo marítimo movimentou, em 2010-2011, entre gastos de armadoras e de passageiros, R$ 1,3 bilhão no país. O Rio registrou R$ 102,9 milhões, seguido por Santos, com R$ 86,6 milhões, e Búzios, com R$ 57 milhões. Dos R$ 522,5 milhões gastos pelos turistas e tripulantes, R$ 172,6 milhões o foram com o comércio varejista, e R$ 155,1 milhões com alimentos e bebidas. Passeios giraram R$ 67,6 milhões, e transporte, durante a viagem, R$ 30,5 milhões. Comissões a agentes de viagens representaram mais R$ 122,9 milhões. Gastos com hotéis e resorts, antes ou após o cruzeiro, chegaram a R$ 16,4 milhões.

E não é um dinheiro que se concentra nas mãos de poucos: "distribui-se horizontalmente na cadeia produtiva do turismo nos destinos visitados, ganhando do humilde artesão ao shopping", como diz a ministra Ideli Salvatti, distribuição de renda que se democratiza e qualifica com a implantação de Arranjos Produtivos Locais organizando Micro Empresários Individuais e Micro e Pequenas Empresas. Na cadeia produtiva do turismo são a imensa maioria: detêm uma fatia de 80%.

A última temporada teve 20 navios, que transportaram, aproximadamente, 800 mil passageiros, 100 mil estrangeiros. Com integração regional, menores custos, melhores portos, regulação e marketing, os números vão disparar. Milhões de fiéis turistas de cruzeiros americanos e europeus começarão a desembarcar no Brasil.

Se a hipersazonalidade é um grande desafio, a temporada de cruzeiros brasileira vai de outubro a maio: quando estamos na primavera, navios já estão movimentando milhares de turistas em outros destinos do litoral brasileiro, inclusive no de SC, e continuam a fazê-lo até depois da Páscoa, quando os turistas há muito já se foram daqui. Florianópolis precisa desse terminal de cruzeiros. É uma questão de competitividade.

Então, senhores candidatos, vem a pergunta:

Quais as ações, previstas no Plano de Governo de cada um, para reinserir Florianópolis na rota dos cruzeiros marítimos?


Favor utilizar o espaço dos comentários para respostas, inclusive postando links aos seus respectivos planos de governo.


ATUALIZAÇÃO EM 29/09/2012:

Na semana que passou os jornalistas André Fischer e Urbano Salles perguntaram aos candidatos Angela Albino (PCdoB), Cesar Souza Júnior (PSD), Elson Pereira (PSOL) e Gean Loureiro (PMDB):

"Pretende construir um píer para permitir que transatlânticos aportem em Florianópolis? Onde? Até quando?"