Mostrando postagens com marcador Gean Loureiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gean Loureiro. Mostrar todas as postagens

sábado, 27 de outubro de 2012

Comparativo dos programas de governo quanto ao desenvolvimento náutico de Floripa!!!


Nenhum dos dois planos de governo demonstra ter conhecimento aprofundado das demandas do setor náutico e das medidas necessárias para fomentar o seu desenvolvimento. Menos mal que ao menos a temática tenha sido lembrada, mesmo que superficialmente.

Candidato Cesar Souza Junior

Plano de Governo

Cenário por uma Florianópolis mais Humana,
Inclusiva e Sustentável: (...)

5. Em uma “Cidade Mais Humana” o desenvolvimento econômico sustentável deve visar a valorização das seguintes atividades:

(i) qualificação do turismo com a construção ou consolidação de importantes equipamentos, que além de fortalecer a imagem turística também podem fornecer importantes espaços para o lazer, para a cultura, e para o exercício físico (como, por exemplo..., Marina na Baía Sul) (...);

(iii) maiores esforços para a abertura da cidade para o mar, tanto com a promoção de eventos náuticos como pela criação de novos espaços para embarcações, que não comprometam o meio ambiente ou as populações que vivem da pesca ou da maricultura; (...)

9. Em uma “Cidade Mais Humana” a mobilidade urbana deve melhorar e não somente obras para melhorar o escoamento de veículos: Requer uma ação integrada entre essas obras, com a melhoria da gestão do fluxo dos veículos e a melhoria da oferta de transporte público. (...)

adoção do sistema de transporte marítimo, aproveitando o potencial das baías norte e sul – atenderá os moradores da região norte, sul e do continente. (...)

11. Em uma “Cidade Mais Humana” a prática de esporte e lazer devem ser valorizadas:

(...) estimular o desenvolvimento de esportes náuticos (...)

Candidato Gean Marques Loureiro

Plano de Governo

4. PROPOSTAS SETORIAIS (...)

4.3. TRABALHO E RENDA

Ao romper a marca dos 400 mil habitantes, resultado de crescimento demográfico de 17,5% acumulado desde 2000, contra 13% da média estadual, a capital catarinense depara-se com um cenário sócio-econômico de necessidades a serem atendidas. (...)

• executar o projeto de incentivo e revitalização da pesca artesanal e maricultura, com a construção de ranchos padronizados, trapiches e recuperação das áreas antes ocupadas; (...)

4.5. MOBILIDADE URBANA

A questão da Mobilidade Urbana, com peso significativo na qualidade de vida das pessoas, tem ampliado sua importância na medida em que aumentam as dificuldades para os deslocamentos dos indivíduos dentro da cidade. O projeto de atuação da Prefeitura nesta área é denominado “Cidade com Mobilidade”. (...)

Nos últimos oito anos foram registradas importantes ações na área da Mobilidade Urbana, entre as quais destacamos: (...)

 reforma em 10 trapiches do transporte marítimo na orla da Lagoa da Conceição e da Costa da Lagoa; (...)

No período de 2013 a 2016, além de dar continuidade e ampliar os programas e projetos de sucesso em andamento, propõe-se a realização de diversas outras ações para garantir uma Mobilidade Urbana de qualidade, em todos os níveis e modalidades de transportes, para todas as crianças e jovens florianopolitanos. Entre estas ações, destacam-se: (...)

• desenvolver o transporte marítimo integrado aos demais municípios e modais de transportes existentes;

4.7. TURISMO

O modelo de desenvolvimento de Florianópolis, baseado em atividades não poluentes e de alto valor agregado, encontra na atividade turística uma de suas prioridades naturais. (...)

No período de 2013 a 2016 será dada continuidade as ações de desenvolvimento da atividade turística em andamento, além da implantação de novas ações, como as abaixo relacionadas: (...)

• viabilizar as condições necessárias à construção de marinas e atracadouros na Ilha e região;
• criar condições para escala de navios de cruzeiro em Florianópolis;

sábado, 29 de setembro de 2012

Quais ações dos candidatos a prefeito para reinserir Florianópolis na rota dos cruzeiros marítimos? (ATUALIZADO)


Temos acompanhado debates presencialmente e pela mídia, mas até agora nenhum dos candidatos respondeu OBJETIVAMENTE como resolverá esta antiga demanda da cidade.

O Turismo de Cruzeiros em Florianópolis é um diamante bruto a ser extraído de nossas águas para que possa ser lapidado com planejamento e qualificação. O barão Von Wangenheim, de olho no futuro, já o tinha prospectado na década de 1930, quando dirigente da ACIF. Não o ouviram e fomos perdendo competitividade. Hoje os estudos estão aí para comprovar que o sobrinho de Carl Hoepcke estava corretíssimo. Florianópolis é o 2º destino mais solicitado para escalas de cruzeiros no Brasil – uma enorme demanda reprimida, portanto. Não é apenas um “pier” que se precisa implantar aqui: é o Porto Turístico Internacional de Santa Catarina, um "home port" de cruzeiros que atenderá todo o Sul do Brasil e será a constelação maior de uma rede de portos cobrindo todo o Cone Sul, interligados do Rio de Janeiro a Valparaíso no Chile. Centenas de milhares de turistas nacionais e estrangeiros partirão de Florianópolis para seus cruzeiros e aqui chegarão ao final deles, dinamizando com o "turnaround" a economia de toda a região, a começar pela hotelaria. É um cenário possível, mas precisamos de união de esforços, como o apoio já manifestado por quase 20 entidades, entre sindicatos, associações de classe e ongs. Nas redes sociais, apenas em um grupo no Facebook, são quase 20.000 pessoas apoiando a idéia, com foto, nome e sobrenome.


Segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgado no Seatrade South America Cruise Convention, encontro mundial do segmento, o turismo marítimo movimentou, em 2010-2011, entre gastos de armadoras e de passageiros, R$ 1,3 bilhão no país. O Rio registrou R$ 102,9 milhões, seguido por Santos, com R$ 86,6 milhões, e Búzios, com R$ 57 milhões. Dos R$ 522,5 milhões gastos pelos turistas e tripulantes, R$ 172,6 milhões o foram com o comércio varejista, e R$ 155,1 milhões com alimentos e bebidas. Passeios giraram R$ 67,6 milhões, e transporte, durante a viagem, R$ 30,5 milhões. Comissões a agentes de viagens representaram mais R$ 122,9 milhões. Gastos com hotéis e resorts, antes ou após o cruzeiro, chegaram a R$ 16,4 milhões.

E não é um dinheiro que se concentra nas mãos de poucos: "distribui-se horizontalmente na cadeia produtiva do turismo nos destinos visitados, ganhando do humilde artesão ao shopping", como diz a ministra Ideli Salvatti, distribuição de renda que se democratiza e qualifica com a implantação de Arranjos Produtivos Locais organizando Micro Empresários Individuais e Micro e Pequenas Empresas. Na cadeia produtiva do turismo são a imensa maioria: detêm uma fatia de 80%.

A última temporada teve 20 navios, que transportaram, aproximadamente, 800 mil passageiros, 100 mil estrangeiros. Com integração regional, menores custos, melhores portos, regulação e marketing, os números vão disparar. Milhões de fiéis turistas de cruzeiros americanos e europeus começarão a desembarcar no Brasil.

Se a hipersazonalidade é um grande desafio, a temporada de cruzeiros brasileira vai de outubro a maio: quando estamos na primavera, navios já estão movimentando milhares de turistas em outros destinos do litoral brasileiro, inclusive no de SC, e continuam a fazê-lo até depois da Páscoa, quando os turistas há muito já se foram daqui. Florianópolis precisa desse terminal de cruzeiros. É uma questão de competitividade.

Então, senhores candidatos, vem a pergunta:

Quais as ações, previstas no Plano de Governo de cada um, para reinserir Florianópolis na rota dos cruzeiros marítimos?


Favor utilizar o espaço dos comentários para respostas, inclusive postando links aos seus respectivos planos de governo.


ATUALIZAÇÃO EM 29/09/2012:

Na semana que passou os jornalistas André Fischer e Urbano Salles perguntaram aos candidatos Angela Albino (PCdoB), Cesar Souza Júnior (PSD), Elson Pereira (PSOL) e Gean Loureiro (PMDB):

"Pretende construir um píer para permitir que transatlânticos aportem em Florianópolis? Onde? Até quando?"