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sexta-feira, 12 de maio de 2017

MAIS DE 170.000 ACESSOS INDIVIDUAIS AO BLOG


Agradecemos a todos os leitores o reconhecimento do nosso trabalho. Consideramos um grande êxito tendo em vista a especialização da temática aqui abordada e a precariedade da gestão "taylor made" do blog. Rumo aos 200.000!

CLIA-ABREMAR NOVAMENTE VISITA FLORIANÓPOLIS PARA FOMENTAR A INDÚSTRIA DE CRUZEIROS EM SANTA CATARINA


Poucos dias após sediarmos em nosso escritório produtiva reunião de Cadu Bueno, presidente da Associação Brasileira dos Terminais de Cruzeiros Marítimos - BRASILCRUISE, com o comandante da Capitania dos Portos de SC, o superintendente de Turismo da Prefeitura Municipal de Florianópolis, entre outras autoridades, surge convite para outra reunião, com a mesma temática, desta vez com o igualmente competente Marco Ferraz, presidente da representação no Brasil da Cruise Lines International Association - CLIA-Abremar, sendo que este evento é assinado por representações tanto do governo municipal da capital quanto do estadual.

Excelente notícia e não só torcemos para que, com o perdão do trocadilho, o evento dê resultados contretos!

Desde que assumiu a presidência executiva da CLIA-Abremar, Marco Ferraz já esteve diversas vezes em Santa Catarina, algumas delas registradas aqui no blog.

Estamos à disposição - como nos últimos dez anos - para colaborar em ações eficazes para o reingresso sustentável, com segurança jurídica e de forma perene, de Florianópolis na rota dos cruzeiros marítimos.

Há diversas publicações de interesse e úteis aqui no blog a respeito do assunto, basta operar a ferramenta de busca ou conferir no histórico.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

MARINA TEDESCO PRECISARÁ DE AUTORIZAÇÃO DA ANTAQ PARA OPERAR TERMINAL DE CRUZEIROS EM BALNEÁRIO CAMBORIÚ


No intuito de poder operar regularmente a recepção de cruzeiros marítimos após a escala de teste da MSC Cruzeiros realizada em 06/04, a Marina Tedesco requereu à Agência Nacional de Transporte Aquaviário - ANTAQ, já em novembro de 2016, autorização para exploração de Instalação Portuária de Turismo - IPTur de Apoio:

http://portal.antaq.gov.br/wp-content/uploads/2017/02/Bontur-S.A.-Bondinhos-A%C3%A9reos-IPT-de-Balne%C3%A1rio-Cambori%C3%BA-SC.pdf

A partir daí, devem ser obrigatoriamente cumpridas as seguintes etapas processuais administrativas conforme o Direito Portuário:

Se o requerimento estiver de acordo, a ANTAQ promoverá Anúncio Público, para identificar a existência de outros interessados na obtenção de autorização de instalação portuária na mesma região e com características semelhantes. 

Havendo mais de um interessado habilitado, a Secretaria de Portos da Presidência da República - SEP/PR irá analisar a viabilidade de implantação concomitante de todas as instalações solicitadas. 

Ocorre que a empresa PDBS também protocolou, um mês antes, em outubro de 2016, pedido de autorização para construção e exploração de IPTur em Balneário Camboriú e no mesmo local, porém na modalidade Plena:


Não sendo viável a implantação concomitante de mais de um IPTur, a ANTAQ dará início a processo público seletivo.

Ao final do processo, quem for selecionado deverá apresentar documentação complementar.

Estando referida documentação completa, a ANTAQ a encaminhará para a SEP/PR juntamente com minuta de Contrato de Adesão a ser celebrado entre a SEP/PR e o autorizatário, com interveniência da ANTAQ.

A autorização terá o prazo de até 25 (vinte e cinco) anos, prorrogável por períodos sucessivos, desde que a atividade portuária seja mantida e o autorizatário promova os investimentos necessários para a   expansão e a modernização das instalações portuárias.

O início da operação do IPTur em Balneário Camboriú ficará, então, condicionado à emissão, pela ANTAQ, de Termo de Liberação de Operação, após aprovação em vistoria técnica por ela realizada; apresentação da licença de operação emitida pelo órgão ambiental competente; certificação do Corpo de Bombeiros com jurisdição sobre a área, quanto à segurança das instalações que integram o terminal; plano de segurança do porto organizado aprovado pelas Comissões Estaduais de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Cesportos); apresentação de licença de funcionamento, emitida pelo poder público municipal.
I

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

CRUZEIROS MARÍTIMOS NO BRASIL SÃO TEMA DE TESE DE MESTRADO NA USP


Com o título "Cruzeiros Marítimos e Stakeholders: perspectivas de desenvolvimento da infraestrutura de cruzeiros no Brasil",  Wallace Bezerra Farias teve aprovada, em 12/09/2016, dissertação que apresentou à Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo, como parte dos requisitos para a obtenção do título de Mestre em Ciências pelo Programa de Pós-graduação em Turismo.

Integraram a Banca Examinadora a Profa. Dra. Elizabeth Kyoko Wada (Universidade Anhembi Morumbi), o Prof. Dr. Antonio Carlos Sarti (Universidade de São Paulo, EACH-USP) e a Profa. Dra. Debora Cordeiro Braga (Universidade de São Paulo, ECA-USP).


Exemplo de roteiro realizado no Brasil


O resumo já demonstra a qualidade, importância e atualidade da obra:

"Com o desenvolvimento do mercado nacional de cruzeiros marítimos, a partir dos anos 2000, o número de cruzeiristas passou a crescer ano a ano até o final da primeira década. Entretanto, esse mercado tem declinado nos últimos anos, tendo a infraestrutura de cruzeiros como um dos fatores que justificam essa queda. Em contrapartida, neste mesmo período, o Brasil se destacou pelos investimentos na área de infraestrutura, dentre elas a estrutura dos portos brasileiros. A falta de estudos sobre o tema dos cruzeiros marítimos e a baixa expectativa sobre o desenvolvimento do setor, criaram um cenário de incertezas e controvérsias sobre o desenvolvimento de sua infraestrutura para os próximos anos. Neste contexto, o estudo visou analisar quais as perspectivas de desenvolvimento da infraestrutura de cruzeiros marítimos no Brasil, baseando-se na investigação suas características, na participação dos stakeholders- chave – indicadores de poder, influência e interesse – e na discussão de estratégias para o seu desenvolvimento. Esta pesquisa caracteriza-se como qualitativo de natureza descritiva e exploratória, baseando-se na revisão de literatura e na investigação documental. Utilizou-se a entrevista semiestruturada e a amostragem snowball como técnica de coleta de dados. A análise e tratamento dos dados tiveram como princípios a triangulação de dados e a análise de stakeholders. Identificaram-se como stakeholders-chave no processo de desenvolvimento da infraestrutura de cruzeiros brasileira: as armadoras (companhias) de cruzeiros, os investidores privados, a Secretaria de Portos, o Ministério do Turismo e as associações CLIA- Abremar e Brasilcruise. A burocracia e a legislação brasileira apresentam-se como elementos que impedem o desenvolvimento da infraestrutura de cruzeiros, devido à grande variedade de stakeholders envolvidos, em diferentes esferas e competências de atuação, tornando o setor uma estrutura organizacional complexa, lenta e burocrática, revertida em elevados custos operacionais e em grandes barreiras na retomada do crescimento do setor. O segmento de cruzeiros, por sua vez, exige que todas as ações sejam feitas em conjunto e de maneira articulada com os interesses dos stakeholders envolvidos. Apesar disso, apresentam- se expectativas positivas diante da chegada de novos navios ao mercado brasileiro, a partir de 2020, enquanto o seu atual declínio encontra-se principalmente baseado na baixa competitividade do país em relação aos novos destinos emergentes, como Austrália, Nova Zelândia, Cuba e China. Por fim, concluiu-se que a atividade tem nas parceiras parcerias público-privadas um caminho promissor, necessitando de ações integradas entre armadoras, investidores privados, associações e o poder público para o seu pleno desenvolvimento.".

domingo, 19 de julho de 2015

A verdade sobre os cruzeiros marítimos


Nos últimos anos muita desinformação foi plantada na imprensa brasileira contra os cruzeiros marítimos, contaminando parte da opinião pública e das classes política e empresarial.

Em boa hora a Clia Abremar, entidade que congrega a indústria de cruzeiros, passou a dar pronta resposta a cada inverdade publicada, postura que, individualmente, sempre adotei:

1. Os Cruzeiros, através das escalas em seus itinerários, beneficiam e movimentam as economias locais, geram empregos – diretos e indiretos –, aumentam o faturamento de bares, restaurantes, taxistas, empresas de receptivo, comércio local, além de promover uma degustação dos destinos para futuras viagens. A taxa do desejo de retornar àquele destino, inclusive, é altíssima: 82,8%. Esses e mais dados podem ser obtidos nas duas edições do Estudo de Perfil e Impactos Econômicos de Cruzeiros Marítimos no Brasil, feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) a pedido da CLIA ABREMAR BRASIL, que podem ser baixados no próprio site da CLIA ABREMAR BRASIL (https://www.abremar.com.br/down/fgv2011.pdf e https://www.abremar.com.br/down/fgv2014.pdf).

2. Os hóspedes costumam gastar a média de R$ 200,00 em cada cidade-escala, seja em passeios, compra de souvenires, comidas e bebidas, gorjetas e etc. O montante total pode significar para as cidades cerca de R$ 600.000,00 por parada de navios – considerando navios com 3000 hóspedes, sem contar o gasto dos tripulantes. As mídias sociais têm, atualmente, um aspecto de divulgação dos destinos por meio das postagens dos passageiros. Cada escala gera, pelo menos, 10 mil fotos compartilhadas na rede, promovendo a cidade em um alcance de 1,5 milhão de pessoas.

3. Os navios estão sujeitos a todos os tributos da mesma forma que uma empresa nacional, pois a estas estão equiparados pela IN 137/98. Cumprem com todas as obrigações acessórias pertinentes elencadas pela mencionada instrução normativa. Em tributos, os Cruzeiros pagam no Brasil mais de R$ 70 milhões por temporada, entre ICMS, PIS, Cofins, ISS e IRPJ, quase o dobro dos impostos pagos em destinos como Caribe ou Mediterrâneo. Na área trabalhista, as empresas de Cruzeiros estão reguladas pela RN 71/06 do Conselho Nacional de Imigração, que estipula todas as condições de trabalho a bordo do navio. Além disso, arcam com pesados custos de vistos de trabalho para a tripulação estrangeira a bordo, quando exigidos.

4. O montante de passageiros brasileiros a bordo dos navios não ultrapassa 3,4% de todos os viajantes mundiais. Essa porcentagem representou, aproximadamente, 737 mil cruzeiristas em 2014 – desse total, 596mil (80%) viajaram pelo litoral do nosso país.

5. As empresas de Cruzeiros Marítimos têm, em seus planejamentos, uma lista de destinos que podem receber os seus Navios. Para tomar a decisão de onde vão enviá-los, essas empresas elencam, primeiro, os atributos da natureza - que o Brasil tem de sobra. Em seguida, partem para as questões da abertura de mercado: a facilidade de negócios, economia e, principalmente, os custos que levam em consideração a competitividade relacionada com a média dos mercados. E é neste último quesito que a CLIA trabalha, junto aos intervenientes, para chegar a um ponto que seja atraente. O objetivo é, primeiro, manter os navios que já conquistamos e, depois, atrairmos novos.

6. A CLIA ABREMAR enfatiza que todos os Cruzeiros Marítimos que chegam ao Brasil obedecem a rígidas regras, controles e imposições de segurança determinadas por organismos internacionais, como o International Maritime Organization (IMO), com sede em Londres (UK), a International Convention for the Safety of Life at Sea (SOLAS), o The International Ship and Port Facility Security (ISPS), a OIT (Organização Internacional do Trabalho) e a Cruise Lines International Association (CLIA). A Cruise Lines International Association (CLIA) determina que as linhas de Cruzeiro de todas as bandeiras sigam padrões internacionais do Estado e dos Portos em que irão atracar, respeitando regulamentos para garantir a segurança dos passageiros. Além disso, os navios são regidos por leis que vigoram no mundo todo. As armadoras de Cruzeiros Marítimos são as maiores interessadas em proporcionar viagens em navios com alto grau de segurança. E, em busca de melhores condições para os roteiros, todos os Cruzeiros que chegam ao País obedecem a rígidas regras, controles e imposições determinadas por organismos internacionais, como o International Maritime Organization (IMO), com sede em Londres (UK), e o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), em Atlanta (USA), que mantém programas de controle médico e sanitário dirigido a passageiros de navios.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Batimetria é prometida desde 2012


Quando de sua curta passagem pela Setur de Florianópolis, em 2012, Vinícius Lummertz, já estava sensibilizado quanto à batimetria como condicionante para Florianópolis voltar a receber cruzeiros. 

Como diretor de turismo da Acif, levantei esta bandeira. 

Infelizmente, a atual gestão municipal jamais deu qualquer passo neste sentido, fazendo-o somente agora, não sem muita insistência da Acatmar, que retomou o assunto e ampliou-lhe o escopo, com batimetria em ambas as baías da Ilha de Santa Catarina a fim de atualizar a carta náutica da região e favorecer, também, a navegação de embarcações menores, uma demanda da Capitania dos Portos de SC que igualmente é pauta ao menos desde 2012:


De todo modo, não há notícia de que a prefeitura irá custear os estudos ou assumir a dianteira de qualquer ação, apenas "cobrar o Governo Federal".

Na elevada posição de presidente da Embratur, Lummertz terá melhores condições de levar adiante nosso antigo intento, sempre em linha com a Clia Brasil, entidade que congrega a indústria de cruzeiros no país, e com a nova aliada, a Acatmar.

Vale conferir matéria de André Lückman no Diário Catarinense em 2012:


A possibilidade de que Canasvieiras volte a receber grandes navios de turistas durante a temporada está pendente por um investimento orçado entre R$ 80 mil e R$ 130 mil, dinheiro que pode ser arrecadado em apenas um dia de transatlântico atracado.

Este é o preço de mercado de um estudo chamado batimetria, capaz de mapear aspectos como a profundidade da areia para que os navios façam o fundeamento. É a partir deste mapeamento que a MSC Cruzeiros, uma das grandes armadoras que trabalham na costa brasileira, pode bater o martelo sobre a inclusão do novo ponto de destino turístico em suas rotas.

A diretora operacional da MSC, Márcia Leite, veio a SC para avaliar a infraestrutura dos pontos de desembarque disponíveis e demonstrou interesse direto em Canasvieiras, que está fora da rota dos transatlânticos desde 2009.

— Florianópolis é um destino com apelo turístico. No entanto, a praia ainda apresenta impedimentos técnicos e de infraestrutura — disse.

A diretora ressaltou que o estudo que comprova as condições de atracação é de responsabilidade do município. O levantamento custa entre R$ 80 mil e R$ 130 mil, segundo orçamento feito pelo diretor de turismo da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif), Ernesto São Thiago.

— A batimetria representa apenas um primeiro passo. E é por meio dela que as primeiras escalas de teste podem ser feitas — disse.

O secretário de Turismo da Capital, Vinicius Lummertz, afirmou que está articulando alternativas "criativas" a fim de viabilizar o estudo em Canasvieiras. Uma das suas apostas é vincular sua viabilidade à concessão dos equipamentos que a prefeitura já dispõe no local, como o antigo trapiche e a poita, fundeada na baía em 2007.

— O que temos de concreto, por enquanto, é que estamos perdendo dinheiro. Nosso objetivo é fazer com que os navios voltem o mais rápido possível — destacou.

Lummertz disse que recursos do Ministério do Turismo da ordem de R$ 9 milhões, que já estariam aprovados e assegurados para Florianópolis, não estão mais disponíveis.
Do pacote de R$ 9 milhões, R$ 1,5 milhão seriam direcionados para um estudo para a instalação de um porto turístico na Capital. Esta verba está sendo esperada desde o verão do ano passado.

Duas novas operadoras já sondam a Capital

O diretor da Acif Ernesto São Thiago confirmou, nesta quarta-feira, que mais duas operadoras independentes manifestaram interesse em desembarcar passageiros em Florianópolis, além da própria MSC. De acordo com ele, a prefeitura deve ser contatada pelas duas empresas nos próximos dias.

— É provável que este contato seja feito por meio de manifestação de interesses: as operadoras formalizam a intenção em desembarcar em Florianópolis, e o município responde, também de maneira formal, delimitando as partes de responsabilidade da prefeitura e das próprias operadoras. Uma eventual negociação faz parte desse processo — explicou.

Uma das preocupações das empresas diz respeito ao contrato de concessão do trapiche de Canasvieiras, que hoje está assinado com a associação das escunas que operam na praia. A concessão vence em setembro próximo, e um novo contrato deve ser feito. Conforme São Thiago, as operadoras já sinalizaram positivamente com a operação em conjunto com as escunas.

— Eles entendem que a operação conjunta é benéfica, afinal um bom destino turístico também se mede pela diversificação de opções de passeio. As escunas se complementam aos navios em um ciclo virtuoso, porque são uma opção natural para os passageiros que descerem do navio para conhecer as praias de Florianópolis — destacou.

sábado, 20 de junho de 2015

ABEOC dá notícia sobre cruzeiros em Florianópolis


O Estado de Santa Catarina está se preparando para colocar Florianópolis na rota que os Cruzeiros Marítimos fazem pelo Brasil durante suas temporadas de verão. Na última sexta-feira, 22 de maio, o presidente da CLIA ABREMAR BRASIL (Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos), Marco Ferraz, se reuniu em Florianópolis com Vinícius Lummertz, Secretário Nacional de Políticas de Turismo; Murilo Flores, Secretário Estadual de Planejamento; Leandro ‘Mané’ Ferrari, presidente do Grupo de Trabalho de Turismo Náutico da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte e Acatmar (Associação Náutica Catarinense para o Brasil); Cristiane Vieira, representando a Secretaria de Turismo de Florianópolis, além dos consultores do setor náutico Álvaro Ornelas, e Ernesto São Thiago. 

Leia mais em: http://www.abeoc.org.br/2015/06/florianopolis-pode-entrar-na-rota-dos-cruzeiros-maritimos-na-proxima-temporada/#sthash.elnTdI8m.dpuf

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Cruzeiros: Brasil tem maior queda global e Austrália dispara, aponta estudo


Em imagem do Panrotas, transatlântico fundeado na Baía Babitonga ao largo do belíssimo Centro Histórico da Ilha de São Francisco do Sul (SC).

De acordo com o Relatório Anual da Indústria Cruzeiros divulgado pela Clia - Cruise Lines International Association, a maior queda do mercado global vem ocorrendo no Brasil, que caiu de 732 mil passageiros em 2013 no para 640 mil em 2014, após uma alta para 780 mil em 2011. Ao longo do tempo, no entanto, o mercado brasileiro cresceu 412%, considerado o período 2005-2014.

A boa notícia, é a união de esforços entre o Governo Federal e a Clia Brasil para retomar o crescimento.

Segundo o Ministério do Turismo, o Brasil teve 10 navios de cruzeiros em sua costa na última temporada, metade do que havia há quatro anos. O presidente da Clia Brasil, Marco Ferraz, relacionou o momento vivido pelo segmento à falta de uma legislação clara e altos custos de mercado, fora a infraestrutura insuficiente. 

Com interesse de retomar o crescimento, o segmento pediu apoio ao ministro Henrique Alves na solução de questões que impactam o setor.

“Temos muito o que mostrar para estrangeiros e brasileiros que saem do Brasil para o Caribe e outros destinos, enquanto temos praias paradisíacas aqui no nosso país”, disse Henrique Alves.

O ministro falou sobre a importância dos cruzeiros para as economias locais e para o desenvolvimento econômico do país. “Um segmento que movimenta mais de R$ 1 bilhão durante uma temporada e gera mais de 15 mil empregos tem um grande potencial econômico, precisamos posicionar o produto e destravar as amarras que o impedem de crescer”, disse o ministro. A intenção é reverter essa curva descendente de crescimento e criar novas rotas, como uma específica para o Nordeste, para aproveitar o potencial da costa brasileira.

Já o mercado australiano, nosso concorrente direto, cresceu de 158 mil passageiros em 2005 para uma estimativa de 1 milhão em 2014, de acordo com o mesmo relatório, citando fontes de turismo e cruzeiros na Austrália.

O mercado da Ásia-Pacífico cresceu cerca de 185% nos últimos cinco anos para os quais estão disponíveis registros confiáveis ​​- a partir de uma estimativa de 530 mil passageiros em 2010 para mais de 1,5 milhão de passageiros no ano passado.

Embora o mercado da América do Norte tenha crescido cerca de 23% de 2005 a 2014, de 9,6 para 11,8 milhões de passageiros, basicamente permaneceu o mesmo nos últimos três anos.

A Europa cresceu 106% durante o período de 10 anos, de 3,1 para 6,4 milhões de passageiros, com os países nórdicos liderando o caminho em termos com um aumento de 780% de 42.000 passageiros para 370.000. 

O maior mercado europeu, no entanto, é a Alemanha, com 1,8 milhões, tendo crescido 180% em 10 anos. 

O Reino Unido tem se expandido em 53%, de 1,1 a 1,6 milhão de passageiros. A França também cresceu - de 233.000 para 591.000.

Apesar de mostrarem forte crescimento ao longo do período de 10 anos, a Itália e a Espanha encolheram no ano passado. Após expandir 62% em 10 anos, apenas 833 mil italianos realizaram cruzeiros ano passado, em comparação com 860.000 no ano anterior. A Espanha cresceu 51% ao longo do período, com 573 mil espanhóis realizando cruzeiros em 2014, abaixo dos 600 mil de 2013 e do aumento para 703 mil em 2010.

Fontes:  

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Filipe Mello "Florianópolis voltará a receber navios de cruzeiro"


Nota na coluna da jornalista Estela Benetti no Diario Catarinense de 05/06, a ser guardada e cobrada de quem de direito.

Não dúvida de que, um dia, os navios de cruzeiro retornarão a Florianópolis. Há um enorme esforço da parte de algumas pessoas neste sentido, destacando-se o presidente da Embratur, Vinícius Lummertz; o presidente da Clia Brasil, Marco Ferraz e, mais recentemente, o presidente da Acatmar e do GT Náutico de SC, Leandro "Mané" Ferrari, o consultor Álvaro Ornellas e o secretário estadual do Planejamento, Murilo Flores.

Porém, a prefeitura e o trade turístico local têm que fazer, com máxima urgência, suas partes respectivas, aquela provendo ou fomentando infraestrutura de apoio marítimo e realizando outras ações de sua competência e este criando um "cruise committee" municipal.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Cruzeiros em Florianópolis


Construindo o futuro juntos. Na foto, Mané Ferrari (Acatmar/ GT Náutico SC), Vinicius Lummertz (MTur), Murilo Flores (Seplan/SC), eu, Cristiane Vieira (Setur/FLN), Marco Ferraz (Clia Abremar) e Álvaro Ornelas (Consultor em Turismo).

A reunião, realizada na Secretaria Estadual do Planejamento, pontuei que Florianópolis prover infraestrutura para os navios de passageiros é algo do tipo "faça que eles virão".

A demanda reprimida de navios querendo escalar nosso destino é enorme, pois pesquisas de mercado apontam grande preferência do público pela Ilha de Santa Catarina como destino nacional e internacional de cruzeiros. 

Paulistas, argentinos, uruguaios sonham em desembarcar aqui. 

Como não nos estruturamos para isto, perdemos competitividade ano a ano e estes turistas, levados aos milhares pelos navios, estão indo gastar seu dinheiro onde possam desembarcar. 

Este quadro deverá ser revertido com o forte alinhamento institucional pela volta dos cruzeiros a Florianópolis e a reabertura de nossa porta para mar. 

Está claro que todos ganham, e muito, com os turistas dos navios, do artesão ao shopping, passando pela hotelaria, pelas transportadoras turísticas, taxistas e restaurantes.

Porém, é preciso formatar muito bem a engenharia jurídica do projeto e da operação, elegendo, ademais, empresas realmente qualificadas ao longo de todo o processo. 

Tudo isto para máxima segurança técnica e jurídica, prevenindo atrasos intoleráveis, dado o enorme tempo de Florianópolis fora deste disputado mercado, com gigantescas perdas para nossa comunidade, em empregos, renda e tributos. 

Marco Ferraz, presidente da Clia Abremar, a entidade que congrega a indústria de cruzeiros no Brasil, informou-nos que "cerca de duzentos navios já passam ao largo da Ilha de Santa Catarina durante a temporada de cruzeiros", que, no Brasil, "vai de outubro a maio". 

Afirmou, também, que Florianópolis é, "reconhecidamente", dos mais desejados destinos turísticos da América do Sul, com posição estratégica na rota Rio - Buenos Aires". 

Como os roteiros marítimos no litoral sul-americano são praticamente os mesmos há dez anos, "há necessidade urgente de novas escalas", adiantou Ferraz, sinalizando que "a ausência da Ilha de Santa Catarina", neste contexto, "certamente vem atrapalhando a expansão do mercado de cruzeiros em todo o continente, notadamente no Brasil. Estamos perdendo navios para China, Austrália, Oriente Médio e até para a África do Sul. 

Eram mais de vinte no Brasil e poderão chegar a menos de dez". 

"Precisamos de Florianópolis", resumiu.

O secretário nacional de Políticas do Turismo, Vinícius Lummertz, que em breve assumirá a presidência da Embratur, comemorou o consenso em torno da idéia, reconhecendo que a recepção de cruzeiros marítimos "é um grande propulsor do desenvolvimento econômico regional", assegurando que há "total atenção do Governo Federal ao tema". Fez contas e arriscou que o impacto econômico, apenas com os gastos dos turistas de cruzeiros em terra, "pode chegar a R$120 milhões anuais".

A ACATMAR, entidade associativa do setor náutico catarinense, divulgou release sobre a referida reunião:

Poder público e iniciativa privada realizam trabalho conjunto para trazer cruzeiros à Florianópolis | Acatmar

Com a união de recursos estaduais e federais, deve ser concretizado ainda este ano o novo levantamento hidrográfico das baías de Florianópolis. Este é o primeiro passo para definir os locais estratégicos para a construção de marinas e terminais de cruzeiros.

O assunto foi discutido em uma reunião entre o secretário estadual de Planejamento, Murilo Flores, o secretário nacional de Políticas de Turismo, Vinicius Lummertz, o presidente da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar), Marco Ferraz, o presidente do Grupo de Trabalho de Turismo Náutico da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte e Acatmar, Leandro Mané Ferrari e a representante da Secretaria de Turismo de Florianópolis, Cristiane Vieira, além dos consultores do setor náutico Álvaro Ornelas, (também diretor da Acatmar) e Ernesto São Thiago.

Com a proposta, a Abremar se compromete a organizar a vinda de navios de cruzeiro para escalas teste ainda este ano. “Florianópolis é um grande destino potencial para este segmento. Hoje os transatlânticos apenas passam pela costa, sem parar. Temos certeza que as escalas na Ilha de santa Catarina vão atrair a atenção de milhares de visitantes”, destacou Marco Ferraz.

Para isso, a Acatmar e a prefeitura da capital devem se reunir ainda esta semana para articular a reforma do trapiche de Canasvieiras, de forma a possibilitar o desembarque dos turistas. “Vamos unir forças e trabalhar em conjunto. Estamos em um momento histórico em que governo federal e estadual, município e iniciativa privada estão abraçando o turismo náutico para o segmento de cruzeiros com foco em ações concretas. Estamos otimistas”, afirmou o presidente da Acatmar.

Vale destacar que, recentemente, a necessidade de realizar os estudos de batimetria e o levantamento hidrográfico das baías de Florianópolis foi discutida em reuniões em Brasília, com a participação do presidente da Acatmar, Leandro ‘Mané’ Ferrari. O assunto foi uma das pautas tratadas com o Ministro do Turismo, Henrique Alves. "Assim, mais um resultado das nossas ações pode sair do papel", destacou Ferrari.

Comércio de Anchorage comemora chegada dos cruzeiros


Matéria da KTUU informa que sa segunda-feira, o primeiro navio de cruzeiros da temporada atracará em Anchorage, no Alaska (EUA), desembarcando milhares de turistas que inundarão a área central da cidade - onde os empresários dizem estar prontos para o grande movimento.


No Centro de Anchorage, todo mundo tem uma história relacionada ao turismo - especialmente Perry Green, sócio da David Green Master Furriers, onde fotos são um registro de clientes famosos que já passaram pela loja de peles finas.


Na segunda-feira, Green terá mais chances para compartilhar as histórias que acompanham a loja na posse de sua família há quase um século.


"Eu já vi tantas mudanças em 50 anos que sou como uma espécie de dinossauro", brincou ele.


Green disse que os grandes grupos de turistas que os cruzeiros levam para Anchorage permitem à sua loja ter maior escala de vendas.


"Assim, podemos oferecer preços melhores para os cidadãos de Anchorage e para os nossos clientes on-line", acrescenta.


Com 90 por cento da mercadoria em algumas partes da loja destinados ao comércio turístico, Green disse que as vendas realizadas durante o verão ajudar o negócio a prosperar durante todo o inverno.


A uma quadra de distância, o artesão nativo da etnia Inupiaq, Amos Lane, comanda a Kupuyusqalgi, uma galeria onde vende sua arte, bastante satisfeito com o movimento turístico gerado pelos cruzeiros.


"Veja, todos estes ossos vieram de uma só baleia", disse Lane, explicando uma parte do vseu trabalho.


Lane disse que o turismo ajuda a compartilhar sua cultura.


"Uma das vantagens de ser um artista nativo é quen minha cultura não morre", disse Lane. "Não é somente registrar em uma obra de arte, eu tenho que compartilhar nossas histórias."


Quando o primeiro navio de cruzeiro da cidade chegar segunda-feira, tanto Lane e Green terão milhares de chances a mais para compartilhar suas histórias e, claro, vender seus produtos.

Green diz que, em face do declínio dos preços do petróleo, é especialmente importante valorizar o Turismo,  uma indústria que ajudou muito desenvolver o estado.

"O petróleo tem sido bom para o Alaska, mas o turismo sempre foi bom para o Alaska", lembrou.

Anchorage terá nove escalas cruzeiro neste verão, de acordo com a CLIA - Cruise Lines International Association.

Vale assistir à matéria:

domingo, 1 de junho de 2014

Passageiros de cruzeiros e tripulantes injetaram R$ 455 milhões na cadeia produtiva do turismo na última temporada!


Mesmo com última temporada de cruzeiros tendo menos navios, chegaram a R$ 455 milhões os gastos totais que os 596 mil cruzeiristas e os cerca de 2.600 tripulantes movimentaram. Maior volume de gastos se divide entre comércio varejista (souvenirs e presentes em geral), alimentos e bebidas, transporte e passeios turísticos. Ganhos estenderam-se por toda a cadeia produtiva do turismo!

terça-feira, 19 de março de 2013

12,3 MILHÕES de turistas devem embarcar em cruzeiros nos EUA em 2013!!!


Estima-se que 12,3 milhões de passageiros (ocupação dupla) deerão embarcar em cruzeiros a partir dos EUA em 2013, em comparação aos 11,7 milhões do ano passado.

Em 2020, a frota norte-americana de cruzeiros será capaz de transportar 14,4 milhões de passageiros, segundo estimativas com base em encomendas atuais de navios.

Continue lendo (inglês) em Cruise Industry News!

NOTA PESSOAL: Não resta dúvida de que o Brasil precisa ter uma agressiva política pública de marketing (em verdade não tem nenhuma) para atrair norte-americanos para os cruzeiros que realizam embarques no Brasil e ou escalam os portos brasileiros.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Mercado de cruzeiros na Ásia está se expandindo velozmente: em 2020 haverá 7 milhões de turistas chineses por ano!!!


A Cruise Line International Association (CLIA) divulgou que a indústria de cruzeiros está a todo vapor: espera-se 17,6 milhões de passageiros apenas na América do Norte, os cruzeiros na Ásia estão se expandindo para atender às necessidades crescente classe média chinesa (haverá 7 milhões cruzeiristas chineses por ano em 2020!), e quase todas as linhas estão introduzindo um novo navio ou promovendo reforma de algum tipo.

Continue lendo (inglês) em Travel + Leisure!

NOTA PESSOAL: O acelerado avanço da Ásia no competitivo mercado internacional de cruzeiros deve-se, além da demanda local crescente, aos pesados investimentos infraestrutura e ao associativismo dos destinos marítimos da região, organizados em torno da Asia Cruise Association.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Polêmica! Por falta de políticas públicas, presidente da ABREMAR prevê grande retração do mercado cruzeiros no Brasil!


“O Brasil tem recebido marcas de qualidade e cresceu muito nos últimos anos, mas agora está andando para trás", diz Ricardo Amaral, presidente da associação.

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NOTA PESSOAL: Em Santa Catarina vimos fazendo o mesmo alerta há anos. Como não fomos ouvidos, o resultado está aí: drástica redução do número de escalas de cruzeiros em nosso litoral na temporada 2013/2014. Falta de infraestrutura portuária, receptivo turístico incipiente, ausência de articulação entre os portos locais entre si e com os de outros países da América do Sul e de outros continentes, burocracia, tudo trabalha contra. Enquanto novos destinos concorrentes fazem de tudo para superar os entraves, aqui trata-se o mercado de cruzeiros com desrespeito.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Altos custos e infraestrutura portuária precária podem levar à queda de movimento dos cruzeiros no Brasil, alerta ABREMAR

Ricardo Amaral, presidente da ABREMAR

"O setor de Cruzeiros Marítimos deverá enfrentar, ainda, alguns desafios conhecidos, como os altos custos e infraestrutura portuária precária, o que pode levar à queda de movimento local", aponta Ricardo Amaral, presidente da ABREMAR. "Esses assuntos ainda serão bastante debatidos pela associação, que tem se empenhado para alcançar as respectivas soluções", destaca.

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