Encontro ABREMAR em SP: Ministro do Turismo e Indústria Mundial de Cruzeiros

Encontro ABREMAR em SP: Ministro do Turismo e Indústria Mundial de Cruzeiros
Pierfrancesco Vago (CEO mundial da MSC Cruzeiros), Valdir Walendowski (SANTUR), Coronel Luiz Flaviano Furtado (Coord. Turismo de SP), Ricardo Moesch (Diretor do MTur), Luiz Barreto (na época Ministro do Turismo), Ricardo Amaral (Presidente da Abremar), Adam Goldstein (CEO mundial Royal Caribbean), Roberto Fusaro (CEO MSC América Latina), Ernesto São Thiago (autor do blog), Renê Hermann (CEO Costa Cruzeiros América Latina), Alfredo Serrano (CEO Ibero Cruzeiros Espanha). Foto: A. Freire. Clique na imagem e leia a matéria.

sábado, 30 de abril de 2011

FERROVIA LIGANDO O PLANALTO CATARINENSE AO LITORAL FOI AUTORIZADA JÁ EM 1888

O lageano Raimundo Colombo, agora governador de Santa Catarina

Escrevi um artigo há algum tempo e, hoje, no que toca à sua parte final, tem tom de profecia...


Conforme relato histórico constante do PLANO ESTADUAL DE RECURSOS HÍDRICOS DE SANTA CATARINA - PERH/SC, "logo após a fundação de Lages, (1766), a Câmara da Vila de Laguna determinou a abertura de uma estrada ligando-a ao planalto, acompanhando o curso do rio Tubarão. Esta estrada, com melhorias no seu traçado, é a que hoje, se denomina 'Estrada do Rio do Rastro'". 

Portanto a abertura desta ligação entre o litoral e a serra catarinenses deu-se já no século XVIII.
Bem depois, no fim século XIX, segundo nos conta a obra A HISTÓRIA DO CARVÃO DE SANTA CATARINA, o engenheiro e político Polydoro Olavo de São Thiago, que foi vice-governador de Hercílio Luz em seu primeiro mandato (1894-98), "participou da construção da estrada carroçável da Serra do Rio do Rastro, ligando o litoral sul da província ao planalto serrano". Polydoro era irmão do meu trisavô, Joaquim António São Thiago.

O mérito do ex-governador Irineu Bornhausen quanto à Estrada do Rio do Rastro, em cujo curso há uma placa homenageando-o, de grande relevância para o desenvolvimento de Santa Catarina, foi dar início às obras que tansformariam a antiga estrada carroçável em rodovia, permitindo o tráfego mais confortável de veículos automotores através da Serra do Rio do Rastro.

De outro lado, nunca foi levada adiante a tão sonhada ligação ferroviária entre o planalto e o litoral, autorizada já em 1888 pela a Lei Provincial nº 1.248 e por vários outros diplomas legais que a sucederam. 

Conforme a obra FERROVIA NO PLANALTO CATARINENSE: UM TERRITÓRIO DE PASSAGEM a estrada de ferro "partiria de Florianópolis, passaria por São José, Palhoça, seguindo até Lages, Curitibanos, Campos Novos, de onde partiria para a região de Palmas e Boa Vista, no oeste catarinense". 

O projeto foi engavetado com o fim do governo do lageano Vidal Ramos, em 1914, o que é uma pena, pois hoje tal ligação ferroviária teria enorme valor, inclusive para o Turismo - assim como se dá com a ligação ferroviária entre Curitiba e Paranaguá, criada em 1880 e hoje uma das mais famosas do Brasil, transportando milhares de turistas anualmente, que chegam a pagar R$120,00 pelo trajeto nos vagões mais luxuosos.

Esta ferrovia poderia ter dinamizado mais rapidamente a economia catarinense e estreitado profundamente os laços comerciais e pessoais do planalto com o litoral, além de ter poupado inúmeras vidas perdidas nos diversos acidentes rodoviários já ocorridos na Estrada do Rio do Rastro e na BR 282.

Está aí um bela bandeira a ser resgatada pelo senador Raimundo Colombo, lageano, que tem a pretensão de ser, um dia, governador: usar a posição no Senado para tirar a ferrovia Lages-Florianópolis do papel, a bem da inústria, do transporte público de passageiros e do Turismo catarinenses.

0 comentários:

Postar um comentário